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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A Ele seja a glória, agora e no dia da eternidade!

David Martyn Lloyd-Jones -
Por que devo glorificar a Cristo? Bem, pela nova vida que Ele me deu, pela esperança que Ele me deu, porque Ele torna diferente a vida, porque Ele muda tudo. Ele tornou a vida suportável e sustentável; Ele me libertou daquela desprezível e infeliz vida que consistia em tentar viver para o prazer, na qual eu tentava esquecer os meus problemas, sem nenhuma esperança na vida e sem nada depois da morte, a não ser escuridão e trevas. Ele morreu por meus pecados e me reconciliou com Deus. Foi Ele que me introduziu no reino de Deus. É Ele que me dá a certeza de que, seja o que for que o homem faça comigo, vou estar com Ele em seu reino glorioso, e vou passar a eternidade em Sua gloriosa e venturosa presença. A Ele seja a glória, agora e no dia da eternidade! Muitas coisas podem acontecer entre este momento e o dia da eternidade. Não importa; elas não podem afetar Cristo, não podem mudá-lO, não podem desviá-lO do seu propósito. E, finalmente, nada nos  pode separar do Seu amor.
A Ele, Deus o Filho; a Ele, que Se destituiu de Sua reputação, que até foi para a morte de cruz; a Ele, que saiu triunfante do sepulcro; a Ele, que está assentado à direita de Deus; a Ele, que ainda virá e introduzirá o Seu reino glorioso; a Ele, e somente a Ele, seja a glória, agora e até que Ele venha, e até “o dia da eternidade”.
Martyn Lloyd-Jones em II Pedro – Sermões Expositivos,
Imprensa de Fé, PES, São Paulo, p. 340, 2009
Tradução de Odayr Olivetti

TEMOS QUE TER A MENTE DE CRISTO...

David Martyn lloyd-Jones
“E o problema todo surge porque as pessoas, apesar de estarem no reino de Deus, continuam pensando da velha maneira, como cidadãos do velho reino, e disso decorrem graves dificuldades.
Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo…  (João 18:36)
É óbvio, então, em vista da natureza deste reino, que temos que aprender a pensar de uma nova maneira. Este é o grande problema da vida cristã, e este é, na verdade, o tema de todas as Epístolas do Novo Testamento. Todas estas Epístolas têm um só e grande objetivo, qual seja, ensinar-nos a pensar de maneira cristã. O fato de você ter nascido de novo não significa que, automaticamente, pensa como cristão. Se fosse assim, não teria ocorrido nenhum problema nas igrejas de Roma e de Corinto, nem em nenhuma outra parte. Na verdade, não haveria necessidade de nenhuma Epístola no Novo Testamento.
Pois bem, se vocês quiserem o relato clássico deste novo modo de pensar, poderão vê-lo na Primeira Epístola aos Coríntios, especialmente nos capítulos 2 e 3. O apóstolo apresenta todo o seu argumento relativo àquelas pessoas de Corinto desta interessante maneira: “E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo… Porque ainda sois carnais: pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissenções, não sois porventura carnais e não andais segundo os homens?” (I Co 3.1,3). Efetivamente Paulo está dizendo: “Apesar de vocês serem cristãos, cristãos verdadeiros, renascidos, continuam pensando como costumavam pensar; continuam penando com a velha sabedoria do mundo. Não percebem que estão numa nova esfera aqui”. Pouco antes, nessa Epístola, ele escreve: “Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?” (I Co 1:20). A atitude geral dos cristãos de Corinto é prova do fato de que eles não espiritualizaram o pensamento deles, não o cristianizaram, não se aperceberam da natureza do Reino ao qual pertencem. Mas não devem continuar pensando em termos do mundo.
Todos os problemas ocorridos em Corinto surgem realmente dessa única falha. Tomem os diferentes problemas de que trata o apóstolo nessa grande Epístola, e verão que todos recaem nessa questão de pensamento errôneo. Se tão-somente pensassem de outra maneira, de maneira cristã, os cristãos de Corinto jamais teriam entrado em todas as dificuldades em que entraram. Vejam como eles vão em busca da lei uns contra os outros nos tribunais públicos. Paulo diz: Vocês não percebem o que estão fazendo, não percebem que são cidadãos do reino de Deus, que virá o dia em que vocês vão julgar os anjos (I Co 6:1-3).
O grande problema da vida cristã sempre é que nós temos que reaprender a pensar. O velho modo de pensar não tem nenhum valor aqui; estamos numa esfera inteiramente nova. Por isso o apostolo diz, no fim de I Coríntios, capítulo 2: “Nós temos a mente de Cristo” (V.16). Precisamos desta mente, e temos  que aprender a cultivá-la e a desenvolvê-la, e a deixar que ela governe o nosso pensamento em todos esses diversos problemas e dificuldades.”
David Martyn lloyd-Jones em:
“Exposição sobre Romanos 14:1-17
- Liberdade e Consciência”
S. Paulo, PES, pp. 272, 273
Tradução de Odayr Olivetti

A IGREJA ESTÁ SENDO A DIFERENÇA PARA O MUNDO,ESTAMOS SENDO IMITADORES DE CRISTO...

Para um jovem é bem complicado se manter digno de ser chamado de ‘verdadeiro cristão’ pois o  mundo vem oferecendo muitos atrativos que aos olhos de Deus são abomináveis e aos olhos carnais são atrativos  para fatisfazer a própria carne. São essas coisas que fazem do nosso relacionamente com Deus o mais distante possivel.
Para sermos chamados de verdadeiros cristãos devemos ser imitadores de Cristo.
‘’Paulo disse – Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo. ’’(ICoríntio 11:1)
Ou seja, temos que andar segundo Cristo andou e praticas as boas obras, pois foi isto que Ele fez.
‘’Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. ’’ (João 14:12)
Se temos que ser imitadores de Cristo isso quer dizer que devemos falar do amor dEle para o mundo poder conhecê-lo também, vocês não acham? Claro que sim! pois o próprio Cristo ordenou isso ‘’E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregue o evangelho a toda criatura. ’’
(Marcos 16:15)

Então isso quer dizer, saia do seu quadradinho espiritual, fale de JESUS, apresenteJESUS, proclame o nome de dEle em todos os lugares em que estiver, fale de seus milagres do seu amor, do seu sacrifício, deixe a luz do ESPÍRITO SANTO brilhar em sua face. Não se importe se você for humilhado, pois na bíblia podemos ler que Jesus foi escarnecido, humilhado, zombado e em nenhum momento deixou de amar a quem lhe fazia mal, pelo contrário ELE pedia misericórdia por suas vidas.
Vamos lá separar um tempinho para ler a bíblia, orar e nos consagrar , assim poderemos buscar a cada dia viver como Cristo viveu. Seja um verdadeiro imitador de Jesus!

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

DEFENDENDO NOSSA FÉ,TEMOS A OBRIGAÇÃO DE ESTAR PREPARADOS...

Você consegue responder questionamentos de seitas, falsas religiões e de ateus militantes? E não só respondê-los mas também mostrar as incoerências das crenças deles?

Estejam preparados para responder a todo aquele pedir razão para esperança que há em vós - 1 Pedro 3:15.

Saber explanar a fé cristã é um mandamento bíblico. A existência de Deus, veracidade da Bíblia e ressurreição de Cristo são alguns assuntos importantíssimos que o cristão tem que saber discutir. E aí, como você tá?

 A defesa da fé cristã é uma necessidade. Estamos preparados? Estamos preocupados com a voz cristã no espaço público? Ou simplesmente achamos que o nosso cristianismo é algo a ser guardado em um armário? Estamos sendo luz do mundo ou uma lâmpada escondida debaixo da cama? Em tempos de secularismo e desprezo pela verdade de Cristo como único Salvador e Senhor devemos estar mais do que preparados para essa batalha.

1. Ok! Defenderei a fé cristã. Mas eu tenho fé em Deus?

1.1. Como eu poderei defender aquilo que não tenho? Como defendei aquilo que não acredito? Como defenderei aquilo que eu não amo? Por isso, Pedro escreveu: “antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração”.

1.2 O que significa “santificar a Cristo em nosso coração”? Significa glorificá-lo, honrá-lo e adorá-lo.

1.2.1 “Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino” [Lucas 11.2]

1.3 Glorificar a Deus “com o coração” vai além de uma adoração de lábios. É uma atitude sincera em reconhecer Cristo como Senhor. É o dever de satisfazer-se em Deus.

1.3.1. “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim”  [Mateus 15.8]

1.4 Glorificar a Deus com o coração é deleitar-se nele. O nosso dever é alegra-se no Senhor. Servir ao Senhor não é fardo, mas verdadeiro prazer.

1.4.1. “Deus é mais glorificado em mim quando sou mais satisfeito nEle” [John Piper].

1.4.2 “Deleite-se no Senhor” [Salmos 37.4] é um mandamento. A palavra hebraica עָנַג (anog) pode ser traduzida por “prazer” e “brincadeira”. É como se o salmista dissesse: “Divirta-se no Senhor” ou “Tenha prazer no Senhor”. Você já pensou que servir ao Senhor pode ser uma grande e prazerosa brincadeira?

2. “Estejam preparados para defender”.

2.1 É nosso dever estar preparado para expor a fé cristã. Logo porque sempre existirá pessoas procurando saber sobre a nossa fé.

2.2. O preparo demanda conhecimento da fé que se professa.

2.3 O verbo “defender” é ἀπολογίαν (apologian) é a mesma palavra usada para referir-se a uma defesa no tribunal.

3. “A qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”

3.1 Fica claro nessa frase que a fé genuína chama a atenção e desperta a curiosidade das pessoas.

3.2. “Santificamos a Deus diante dos outros quando nos comportamos de tal maneira que convida e encoraja outros a glorificá-lo e honrá-lo”. [Matthew Henry]. A Bíblia relata: “Moisés então disse a Arão: "Foi isto que o Senhor disse: ‘Aos que de mim se aproximam santo me mostrarei; à vista de todo o povo glorificado serei’ ". [Levítico 10.3]

4. “Com mansidão e temor”

4.1 A defesa da fé não é ataque da fé.

4.2 πραΰτητος (prautētos) significa “mansidão, gentileza, doçura e suavidade". A defesa da fé deve ser feita com doçura (não amargura), gentiliza (não indelicadeza) e suavidade (não com agressividade).

4.3 A defesa da fé ainda deve ser feita com respeito [φόβου phobou ] e reverência. Essa reverência é em relação ao inquiridor.  

4.4 O comportamento do defensor é tão importante quanto a sua argumentação.

Conclusão

A defesa da fé cristã vai além de mera argumentação. É a defesa com a vida, com as palavras e com respeito. É a defesa com a glorificação de Deus no interior.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

GOVERNO ECLESIASTICO:HÁ TENTAÇÕES EM TODOS OS MODELOS...


Sempre, na história das controvérsias cristãs, houve um luta para saber qual era o modelo de governo eclesiástico mais bíblico. O fato é que todos os modelos de governos eclesiásticos (congregacional, episcopal e presbiteriano) se baseiam no Novo Testamento. O episcopal concede o poder para o seu pastor ou bispo, o presbiteriano concede poder aos presbitério da igreja e o congregacional concede poder aos seus membros ou a um conselho de irmãos reunidos.
Há tentações em todos os modelos. O episcopal pode concentrar um poder tão grande na mão do pastor, que ele se torna uma pessoa acima da crítica e não prestas contas a igreja. O presbiteriano pode criar uma elite dentro da congregação ou denominação, pois um pequeno grupo decide sobre os demais. O congregacional pode minar a autoridade do pastor local. Portanto, não temos como definir um modelo eclesiástico mais bíblico, pois todos tem pontos fortes e fracos.
A Assembléia de Deus começou com um modelo congregacional bem definido, aja vista a herança eclesiológica batista, que é congregacional. O modelo congregacional fica bem claro nas palavras do pastor assembleiano Alcebiades Pereira dos Vasconcelos, no Mensageiro da Paz, nº 10, de 1959:
No nosso entender, a igreja cristã biblicamente entendida, governa-se a si mesma, mediante o sistema democrático em que todos os seus membros livremente podem e devem ouvir e ser ouvidos e ser ouvidos, votar e ser votados, conforme a sua capacidade pessoal de servir(…) A igreja cristã, à luz do Novo Testamento, é uma democracia perfeita, em qual o pastor e seus auxiliares de administração (tenham as categorias ou denominações que tiverem) não dominam, pois quem domina sobre ela é Jesus, por mediação do Espírito Santo, sendo o pastor apenas um servo que lidera os trabalhadores sob guia do mesmo Espírito Santo; e, neste caso, é expressa e taxativamente proibido ter domínio sobre a igreja. I Pedro 5.2,3. [1]
Os pentecostais clássicos sempre tiveram uma tendência para a democracia na igreja, um modelo em que a congregação tinha voz, o teólogo Myer Pearlman deixa bem claro essa posição:
As primeiras igrejas eram democráticas em seu governo- circunstância natural em uma comunidade onde o dom do Espírito Santo estava disponível a todos , e onde toda e qualquer pessoa podia ser dotada de dons para um ministério especial. É verdade que os apóstolos e anciãos presidiam às reuniões de negócios e à seleção dos oficiais; mas tudo se fez em cooperação com a igreja (Atos 6.3-6; 15.22, I Co 16.3, II Co 8.19, Fp 2.25). E Pearlman completa: Nos dias primitivos não havia nenhum governo centralizado abrangendo toda a igreja. Cada igreja local era autônoma e administrava seus próprios negócios com liberdade. [2]
No decorrer do tempo, a Assembléia de Deus, não deixando de ser congregacional, passou a mesclar com o modelo episcopal e presbiteriano. Hoje, é comum a figura o pastor-presidente, um verdadeiro bispo regional. Nas Assembléias de Deus há traços do modelo presbiteriano, com as convenções ou concílios regionais e nacionais (CGADB e Conamad). A Assembléia de Deus, portanto, não tem um modelo eclesiástico puro. O Rev. Antônio Gouvêa Mendonça, comenta em relação a Assembléia de Deus:
Seu sistema de governo eclesiástico está mais próximo do congregacionalismo dos batistas por causa da liberdade das Igrejas locais e da limitação de poderes da Convenção Nacional. Todavia, a divisão em ministérios regionais semi-autônomos lembra um pouco o sistema presbiteriano.[3]
Alguns fatos interessantes: em cidades do interior, as Assembléias de Deus são bem congregacionais, pois a igreja em constantes assembléias, decidem o rumo da congregação juntamente com o pastor. As igrejas AD da capital são normalmente divididas em setores, com a figura presente do pastor-presidente, sendo mais um modelo episcopal. Mas as congregações das cidades interioranas e da metrópole estão sujeitas a convenção estadual e nacional, semelhante aos supremos concílios presbiterianos.
A Assembléia de Deus foi influenciada por várias denominações, desde de sua eclesiologia até a sua teologia. Exemplo dessa mistura esteve nas palavras do pastor Thomas B. Barrat, de Oslo, Noruega em 1914, que disse: “Com respeito à salvação, somos luteranos. Na forma do batismo pelas águas, somos batistas. Com respeito à santificação, somos metodistas. Em evangelismo agressivo, somos como o Exército da Salvação. Porém, com respeito ao batismo com o Espírito Santo, somos pentecostais!”
O lamentável é o fato de muitas igrejas Assembléia de Deus aderindo a um modelo episcopal, abandonado a tradição congregacional. Mais o modelo episcopal, hoje adotado não é o mesmo dos metodistas ou anglicanos, mas sim das igrejas neopentecostais, onde a figura do líder é centralizadora, um modelo episcopal levado ao extremo.
Referências Bibliográficas:
01.ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. p 338.
02. PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. 8 ed. São Paulo: Vida, 1984. p 225.
03. MENDONÇA, Antônio Gouvêa e FILHO, Prócoro Velasques. Introdução ao Protestantismo no Brasil. São Paulo: Edições Loyola, 1990. p 51
Autor: Gutierres Siqueira, publicado no Blog Logos News.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Ensine princípios cristãos aos seus filhos, antes que o mundo os corrompa.

As Crianças de Hoje em Dia

R. C. Sproul Jr. 08 de Agosto de 2013 - Família
Há uma coisa curiosa sobre a decadência moral — ela pode acontecer bem lentamente. O fato não é que você irá tornar-se rapidamente imoral, se você não tiver freios morais, mas sim que você irá tornar-se imoral um dia. A decadência moral que acontece lentamente é tão prejudicial quanto aquela que acontece de forma rápida.
Considere a música que os nossos filhos ouvem. Estou quase certo de que meus avós ficaram bastante preocupados com os seus filhos quando dançaram o que hoje consideramos a música “positivamente limpa” de Elvis. Entre as gerações, vieram os Beatles, que tocavam vestidos em ternos e cujos cabelos estilo moptop eram mais de malandros que de rebeldes. No momento em que eu liguei o rádio, meus pais se opuseram às letras sugestivas do Aerosmith ou Red Hot Chili Peppers. Atualmente, não há mais nenhuma música sugestiva, porque “sugestivo” implica uma medida de sutileza.
Chegamos aqui não porque dormimos durante a travessia do Rubicão 1. Ao contrário, insistimos que, porque os nossos avós se opuseram desnecessariamente (em comparação aos nossos pais), nossos pais devem ter se oposto desnecessariamente (contra nós) e, portanto, precisaríamos recusar a nos opor desnecessariamente aos nossos filhos, sabendo que os filhos deles serão muito piores. Chegamos ao ponto de esperar e aceitar a rebeldia— através da música e a rebeldia moral— como parte normal do crescimento. Alguns pais começam até a se preocupar quando seus filhos não se rebelam.
Tudo isso é prova de que, mesmo na igreja, nós aceitamos mais sugestões da cultura do mundo do que da Palavra de Deus. Tire um momento e busque em sua concordância bíblica a palavra adolescente. Tente a palavra adolescência. Pesquise por lacuna entre gerações. Veja se você consegue encontrar cultura jovem. Nem as palavras, nem os conceitos estão ali. Elas não são categorias bíblicas. Esses elementos destrutivos comuns em nossos lares devem nos sugerir que estamos fazendo algo de errado.
No entanto, reprimir não é o suficiente. Ou seja, não foi mera permissividade que nos colocou nesta confusão. O problema é mais profundo. Não é que não estamos lidando da forma correta com os jovens, mas é que ainda admitimos a existência da juventude. A Bíblia reconhece com alegria a realidade das crianças. Afirma a existência dos adultos. O que ela não faz é aceitar algo entre eles.
A Bíblia, em nenhum lugar, afirma a existência de uma cultura jovem, porque, em toda ela, somos encorajados a abraçar uma cultura diferente – aquela do Reino de Deus. Quando Paulo nos exorta a criar nossos filhos na instrução e admoestação do Senhor (Efésios 6:1), a raiz da palavra grega instrução, traduzida em nossas Bíblias, é paideia. Ela comunica a noção de cultura. Isso inclui convicções compartilhadas, linguagem compartilhada e hábitos do coração compartilhados.
Quando os meus filhos mais velhos ainda eram pequenos, minha esposa e eu trabalhamos para nos certificar de que a identidade deles estava em Cristo, em nossa identidade compartilhada como família que, como a de Josué antes de nós, serviria ao Senhor. Eu incuti isso em meus filhos, em parte, através de algumas liturgias familiares básicas. Enquanto Hollywood e Madison Avenue buscavam que minha filha visse a si mesma em conformidade com o seu grupo social, eu queria que ela visse a si mesma à luz de seu Salvador. Então, ensinei a ela, quando eu perguntava o seu nome, essa pergunta - resposta: Eu—“Darby, quem são os Sprouls?”. Darby—“Os Sprouls são livres”. Eu—“E a quem os Sprouls servem?”. Darby—“Os Sprouls servem ao Rei Jesus”. Eu—“A quem os Sprouls temem?”. Darby—“Os Sprouls não temem homem nenhum; os Sprouls temem a Deus”.
Darby não é mais uma menininha, e um dia provavelmente não será mais uma Sproul. Mas, de fato, a minha filha é uma flecha na minha aljava. Porque a sua identidade está em Cristo e não em seu grupinho social, ela gasta menos tempo andando no shopping e mais tempo proclamando Jesus do lado de fora da clínica de aborto da nossa cidade. Porque a sua identidade está em Cristo, ela vê seu pai não como um velho rabugento, mas como o homem que a ama plenamente. Ela está ligada ao princípio de buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça, porque essa é a nossa vocação.
Talvez o que há de mais lindo em minha filha é que ela não só serve, mas também ama o seu pai, seu irmão, suas irmãzinhas e seus dois irmãos menores, que têm sete e três anos de idade. Ela interage com alegria com jovens e idosos, porque ela ama todos os santos e não apenas aqueles que compartilham seu senso para moda ou gosto musical.
Nathan Hatch uma vez expôs a infiltração de ideais americanos peculiares na igreja em seu grande livro “The Democratization of American Christianity” [A Democratização do Cristianismo Americano]. Em nossos dias, estamos testemunhando a divisão demográfica do cristianismo americano. Na melhor das hipóteses, estabelecemos programas com base na idade, sexo e situação de vida. Na pior das hipóteses, temos uma igreja sob medida para fãs de música country e Mountain Dew em um lugar, e uma igreja sob medida para os fãs de jazz e Starbucks em outro lugar. Estamos dividindo o que Cristo uniu, somos os Coríntios, só que nós dividimos a igreja pelo gosto e não pela renda.
Jesus, no entanto, faz de muitos um. Nós somos uma família, um pão, um só corpo, uma cultura, um amor. Será que a cultura do mundo seria capaz de dizer sobre a nossa cultura: “Oh, como eles se amam”?
1 - N do E: Atravessar o Rubicão significa tomar uma decisão arriscada, de maneira irrevogável. Esse termo é uma referência ao evento ocorrido na história romana, em 49 a.C., quando o imperador Julio César levou seus soldados a atravessarem o Rio Rubicão, situado ao norte da Itália, em perseguição a Pompeu, violando, assim, a lei da época que proibia essa travessia por qualquer autoridade romana acompanhada de sua tropa, já que isso poderia representar riscos ao poder central do império romano.

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 Por: R. C. Sproul Junior. Extraído do site www.ligonier.org. © 2013 Ligonier Ministries. Original: Kids These Days Este artigo faz parte da edição de Março de 2013 da revista Tabletalk sobre “Uma Cultura Fascinada pela Juventude”.
Tradução: Isabela Siqueira. Revisão: Renata do Espírito Santo – © Ministério Fiel. Todos os direitos reservados.


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O RELATIVISMO TOTAL DESTROI A ÉTICA CRISTÃ...



A igreja hoje, em uma expressiva quantidade de denominações, existe para atender à demanda de seu público. Não dão o que o povo precisa ouvir, mas sim o que o povo deseja ouvir. Os homossexuais não têm igreja para ir? Ora, façamos uma para eles! Está pobre? Deus vai te dar riqueza! Está doente? Deus vai te curar! Tá andando de fusca velho? Deus vai te dar uma Ferrari! Para estas mentes terrenas e carnais o Deus altíssimo todo poderoso, juntamente com todas as legiões de anjos, nas hostes celestiais, existem para satisfazer as suas necessidades terrenas e imediatistas.

          Onde foi parar o “negue-se a si mesmo tome sua cruz e siga-me?”(Mat16:24), o “a vida de qualquer um não consiste na quantidade de bens que possuem”(Luc12:15), “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”(ITM6:7), “considere o próximo maior do que você!”(Fil2:3). Onde estão as perseguições por sermos cristãos?(IITM3:12) Não seria o nosso cristianismo socialmente aceitável? E, em um mundo que jaz no maligno (IJo 5:19) , não seria aceitável por satisfazer, em sua doutrina, nossos anseios carnais em detrimento dos espirituais?(Col2:8) Quantos quilos tem pesado essa cruz que vem sendo pregada? Aliás, onde foi parar a cruz de Cristo? E ouso mais: Onde foi parar Cristo nas igrejas hoje em dia? Verdadeiros comerciantes a artistas da fé têm tentado misturar Deus e o mundo como quem tenta, inutilmente, misturar água e óleo. 
Todo homem de negócios sabe que os relativistas filosóficos deixam seu relativismo à porta quando vão ao banco e lêem a linguagem do contrato que estão para assinar. As pessoas não abraçam o relativismo porque ele é filosoficamente satisfatório. Elas o abraçam porque ele é física e emocionalmente satisfatório. Provê a cobertura que elas necessitam em momentos cruciais de sua vida, para fazerem o que querem sem a intromissão dos absolutos.
Isso é o que vemos nos principais sacerdotes e nos anciãos. Eles não se preocupavam com a verdade. Preocupavam-se com sua vida. Portanto, usaram as criadas da verdade dadas por Deus – o pensamento e a linguagem e prostituíram-nas como servas de autoproteção. Racionaram uma maneira de escapar e usaram a linguagem para evitar vergonha e ferimentos. Auto-engrandecimento é a raiz mais profunda do relativismo.
ESSES ATOS DESTROEM A ÉTICA CRISTÃ POIS FAZEM DO EVANGELHO UMA GANGORRA PARA ALAVANCAR SEUS PRÓPRIOS CAPRICHOS,SEJAM ELES PROFISSIONAIS,ETS...
--TEMOS QUE LEVAR O EVANGELHO DO JEITO QUE ELE É,OS ANTIGOS SACERDOTES CONHECIAM A PALAVRA MAS USAVA PARA SEU BENEFICIO PRÓPRIO;JESUS FOI O MAIOR COMBATENTE DO RELATIVISMO...
GRAÇA E PAZ.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

CONJECTURANDO,DEUS-HOMEM!!!DEUS-SOBERANO!!!NOSSA MENTE É LIMITADA...

Às vezes... acho que só às vezes, confundimos o Amor de Deus (que é o próprio Deus, assim como a Justiça, a Verdade etc) com o "amor" humano.

O homem para amar, necessariamente precisaria ceder (o que nem sempre acontece no amor humano). Deus, também demonstrou isso, quando esmagou Jesus na Cruz. O cálice que Jesus bebeu (e nenhum de nós seria capaz de provar), mostrou o Seu Grande Amor... revelado na Cruz, vergonhosa cruz onde hoje nos gloriamos.

Mas Deus não cede. Deus não muda os seus desígnios pelo homem. Deus não mudou Sua natureza pelo homem. Ele é e sempre será. Ainda como homem ele era Deus... por isso mesmo não pecou. Ele podia o que nenhum homem pode.

Adjetivar Deus de déspota, não é nenhum equívoco, embora o termo esteja ultrapassado na sociedade ocidental. Assim como ser escravo... é odiento chamar alguém de escravo, mas é assim que Paulo se descreve.. e para a escravidão à Verdade que ele convida as igrejas em suas cartas.(embora sejamos escravos livres) ou servos.

Existe uma aversão natural no homem de não aceitar que Deus se Ira, por exemplo. Então deveríamos suprimir os primeiros capítulos de Romanos... o livro de Apocalipse?

Por este mesmo motivo, atrás desse Deus que se "arrepende", que os pastores da teologia liberal extinguiram o inferno. E o céu... bem, ele pode ser aqui na terra... bem semelhante a teologia da prosperidade... bem semelhante.

Deus não é homem para sentir como homem. Mas Ele é conhecedor de nossa estrutura. O problema dessa teologia não é dizer que "Deus é Amor" (de fato ele é) é dizer que Deus ama como nós humanos amamos...
-FALANDO FRANCAMENTE,NOSSA MENTE É MUITO LIMITADA PARA TENTAR ENTENDER POR COMPLETO UM DEUS INFINITAMENTE SUPERIOR,POR ISSO USAMOS NOSSA FÉ...
graça e paz.

DEUS É AMOR E JUIZ,ENTENDA...

uma irmã me repreendeu dizendo:
para de ser teólogo demais!!!Não acho que a visão de um Deus despótico e onipotente corresponda à imagem de Jesus na cruz, onde penso que Deus revelou de forma clara a sua verdadeira natureza, repetida depois nas escrituras de que "ele é amor".

Como o amor tudo espera, tudo crê, tudo suporta, sei que Deus é onipotente, mas seu poder não reside em força, mas justamente no amor.

Isso não é demérito, nem fragilidade e tampouco "feminino", mas é a única força capaz de realmente implantar o Reino de Deus.

Não custa lembrar que Deus experimentou sim as limitações, o verbo se fez carne, deixou de ser Deus para ser também homem.

portanto creio em um Deus que ama tanto, que prefere abrir mão de parte do seu poder, desde que isso permita estar próximo de sua criação.

---RESPOSTA:em parte você está certa mas...
 Você falou muito sobre o Jesus encarnado, e esqueceu daquele que, após sua kenósis (esvaziamento da encarnação) foi exaltado e recebeu nome que é sobre todo nome, e diante do qual todo joelho se dobrará.

A visão do Cristo encarnado realmente revela amor, mas também revela a justiça de Deus, porquanto o castigo dos nossos pecados caiu sobre ele.

A visão da cruz, além de revelar o amor de Deus, revela também a dimensão da sua justiça e santidade. Aquele que moeu o próprio filho na cruz, e se agradou em moê-lo (sim, isso está em Isaías), também moerá os ímpios e os pisará no dia do juízo.

Por isso, nunca é demais enfatizar que precisamos de equilíbrio. Eu preciso da empatia do Cristo encarnado e do poder do Cristo ressuscitado. Nao posso dicotomizá-los, porque ambos são um só! Além disso, não existe isso de que "seu poder reside no amor", como se o poder fosse um atributo menor e que depende do outro. Nele, justiça e amor, bondade e severidade se unem de modo justo e perfeito.

Seu amor não é maior que sua justiça, nem que seu poder. Lembre disso...
REPITO:PRECISAMOS DE EQUILÍBRIO!!!!!!!!

Graça e Paz.

COMO DEVE SER NOSSO RELACIONAMENTO PERANTE A UM DEUS PODEROSO,PERFEITO E IMUTÁVEL...

Em tudo quanto possa aplicar sua mão ou sua mente, o homem deve estar “[...] constantemente posicionado diante da face de seu Deus, está empregado no serviço de seu Deus, deve obedecer estritamente seu Deus, e acima de tudo, deve objetivar a glória de seu Deus.” 

. Deus é glorificado pela graça especial que derramou sobre os eleitos, mas da graça comum que fez cair sobre cada objeto de sua criação, esta mesma glória lhe resplandece e lhe é atribuída.
 
Por fim, Seu caráter deveria ser soteriológico, isto é, deveria nascer, não de nossa natureza caída, mas do novo homem, restaurado pela palingênesis ao seu padrão original.” O homem foi criado com uma religião pura, mas devido a Queda assumiu um estado anormal e imperfeito de religiosidade e, por isso,  encaro a religião a partir de um caráter soteriológico, entendendo a necessidade de “Regeneração, para uma verdadeira existência; e secundariamente, a necessidade de Revelação, para clara consciência.” 
. Somente por meio deste caráter soteriológico, a religião retoma seu padrão original, que está muito além do padrão estabelecido pelas demais cosmovisões. 
---
Ora, meu amigo, o Deus da bíblia em nada se compara a essa pseudo-divindade humanista, e com o perdão da palavra, um deuzinho chulé, feito sob medida para filósofo ateu. O Deus bíblico é despótico, soberano, onipotente, onisciente, cheio de glória. Ele também é criador, sustentador, provedor e governador deste universo, e nenhuma coisa escapa ao seu absoluto controle; nem mesmo aquelas que as vezes não entendemos. Ele não se abriu a nenhum futuro desconhecido: Ele sabe o fim desde o começo e executa a sua vontade!
Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim. Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade. - Isaías 46.9-10
SIMPLIFICANDO:TEMOS QUE NASCER DE NOVO E SEMPRE ESTAR NAS MÃOS DO OLEIRO,SÓ ASSIM CONSEGUIREMOS O OBJETIVO DA ESTATURA DE UM VARÃO PERFEITO...
graça e paz. 



Kuyper (2003):

AS CARTAS PASTORAIS SÃO LIÇÕES QUE DEVEM SER SEGUIDAS.



As cartas pastorais de Paulo são autênticos manuais eclesiásticos para as igrejas cristãs tanto em seus primórdios, quanto para os tempos atuais.
As cartas pastorais (1 e 2 Timóteo e Tito) são orientações práticas do veterano apóstolo aos seus filhos na fé, Timóteo e Tito, ensinando-lhes a maneira certa de agirem à frente da igreja de Deus, como representantes do apóstolo e pastores do rebanho.
As Epístolas Pastorais trazem princípios práticos que orientam a igreja acerca do modo correto de proceder diante dos perigos externos e dos conflitos interiores. Muitas igrejas são assediadas por falsos mestres e assaltadas por falsas doutrinas. Outras têm suas energias drenadas em intérminos conflitos internos, que tiram o foco da igreja de sua verdadeira missão, que é adorar a Deus e fazer a sua obra.

John Stott alerta para o fato de estarmos vivendo sob a avassaladora influência da pós-modernidade, com seu subjetivismo e pluralismo, em que as pessoas têm aversão pela verdade e rejeitam peremptoriamente a concepção e até mesmo a possibilidade de existir verdade absoluta. Nesse contexto de relativismo doutrinário e moral, é maravilhoso entender que Paulo ordena a Timóteo e a Tito nada menos que dez vezes para ensinar às igrejas a sã doutrina, ou seja, a verdade absoluta (cf 1Tm 3:4; 4:6,11,15; 5:7,21; 6:2,17; Tt 2:15; 3:8).

Sem dúvida, as Epístolas Pastorais são absolutamente oportunas e contemporâneas. Elas são totalmente necessárias ainda hoje.
Porque a classe pastoral está em crise. Há muitos pastores perdidos e confusos no ministério. Alguns estão cansados da obra e na obra (Gl 6.9), enquanto outros vivem na indolência sem se afadigar na Palavra (1Tm 5.17), sem vigiar o rebanho dos aleivosos perigos (At 20.29,30), sem apascentar com conhecimento e inteligência o povo de Deus (Jr 3.15).
O apóstolo Paulo foi um homem iluminado pelo Espírito Santo, e seus escritos devem ser considerados oráculos de Deus. A única função que os líderes da Igreja têm, hoje, é ensinar o que foi fornecido e selado nas Escrituras Sagradas.
Voltemos ao evangelho puro e verdadeiro...
Graça e paz.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

CRITICAR O EVANGELHO ATUAL OU FICAR CALADO,EIS A QUESTÃO...

QUANDO CRITICAMOS ESSE EVANGELHO DE HOJE ESCUTAMOS ESTAS DUAS RESPOSTAS:
“OS VERDADEIROS CRISTÃOS ESTÃO NAS RUAS (…) NÃO PERDENDO TEMPO EM ESTATOS E EM CRÍTICAS“.
 “O tempo que você perde criticando, é o mesmo que poderia estar edificando”.

- O que é interessante nesse debate é que a “famigerada” crítica é apontada como algo menor, pecaminoso, diabólico; e os críticos, naturalmente, só podem ser pessoas mal-intencionadas, frustradas, “recalcadas”, que não ajudam em nada. O tom dos comentários deixa claro que, aos olhos de muitos, ser crítico, ou seja, ter senso crítico no universo cristão, é desqualificador, sintoma de inveja, de apatia, de inoperância ou de qualquer coisa do gênero. Quando, em sua raiz etimológica, criticar significa uma atitude nobre: pelo dicionário, “criticar” significa “analisar, fazer uma apreciação”, “examinar com atenção”).

Aliás, “examinar com atenção” (sinônimo, segundo o dicionário, de “criticar”) é exatamente o que os crentes de Bereia faziam e que lhes mereceu o seguinte elogio de Lucas em Atos 17.11: “Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo“. Sim, os bereanos foram chamados de “nobres” por serem muito críticos. Que coisa…
O que o cristão crítico que critica quem critica talvez não saiba é que, no caso do Cristianismo, se não fosse a crítica, a banda séria e sólida da Igreja hoje talvez nem existisse. Os críticos vêm ajudando a manter a doutrina sã ao longo dos séculos, a preservar a ortodoxia cristã e a purgar os erros cometidos pelo meio da jornada. E mais: se você desmerece alguém por ser crítico, lamento informar, você está desmerecendo o próprio Deus.  Se crítica é algo diabólico, como Deus pode ser crítico?”. Vamos então aos fatos. passemos a palavra ao testemunho das Escrituras e da História:

NA BÍBLIA
Deus Pai é logo de cara o primeiro a fazer inúmeras criticas relatadas nas Escrituras. Em Gênesis 3, Ele critica Adão, Eva e até Satanás por suas atitudes. Depois critica Caim pela morte de Abel. Em Gn 6.3, o Criador critica a humanidade e a chama de “carnal”. Os séculos passam e Deus segue criticando. A crítica que Ele faz aos habitantes da Terra no episódio do Dilúvio dispensa comentários. Na ocasião do Êxodo, o Todo-Poderoso disse que seu próprio povo eleito, Israel, era formado por gente de “dura cerviz”, ou seja, “teimosa”, “intransigente”. Também mandou seus profetas criticarem atitudes de sacerdotes, reis, religiosos, homens e mulheres comuns. Alguém que conheça um pouquinho de Bíblia verá que Jeová, o Construtor do universo, criticou muito – em especial os desobedientes. E aí eu penso nas palavras do telepastor: “Você conhece alguma obra de crítico? 

Você conhece alguma coisa que crítico construiu?”. Hmmm…o universo, talvez?
Os profetas, então, eram críticos em tempo integral. Jeová mandava um recado e lá ia uma crítica a Jezabel, Davi ou qualquer outro que estivesse em pecado ou cometendo erros. Natã não usou meias-palavras ao criticar o que Davi fez com Urias e Bateseba. Elias dava boas cajadadas. Imagine então Eliseu, que tinha porção dobrada. Sim, o ofício profético no Antigo Testamento fazia do profeta um crítico perene. Estão aí Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel e outros que não me deixam mentir. E o maior dos homens nascidos de mulher (Mt 11.11), João Batista, era tão crítico que Herodias disse a sua filha que pedisse a Herodes a cabeça do profeta, de tanto que ser criticada lhe incomodava (aliás, uma atitude muito comum a quem é criticado: pedir a cabeça de quem o critica).
Então penso em tudo o que os profetas fizeram a mando de Deus  e me voltam à mente as palavras do telepastor: “quem critica não faz nada”E me pergunto: será mesmo que argumentos como “você não faz nada, só critica” têm fundamento? Pois a crítica em si, do ponto de vista bíblico, já é fazer muita coisa! Ou “enquanto eles estão lá fazendo a obra você só sabe criticar”, pois muitas e muitas vezes uma crítica bem feita e bem posta pode gerar muitos frutos para o Reino de Deus.

- Ser bereano é ser cauteloso com as coisas de Deus e não se deixar levar pela emoção é analisar antes de tomar qualquer posicionamento,Só crescemos com o famoso feedback!!!

- Os reformadores, da mesma forma que os profetas perceberam o quanto a igreja estava desvirtuada da palavra de Deus. E, guiados pelo Espírito Santo, mudaram os rumos da igreja.

----SE RECLAMAM DE MIM PELAS CRÍTICAS,LEMBRE-SE QUE DEUS NÃO CRITICA,ELE APONTA O ERRO E SE NÃO CORRIGIDO ELE PUNE...
graça e paz.

O MUNDO ESTÁ PERDENDO A FÉ...

AS PROFECIAS ESTÃO SE CUMPRINDO A UMA VELOCIDADE ENORME NESSES ÚLTIMOS ANOS...
Como é impressionante que várias profecias ou revelações escritas há dois mil anos, sejam tão atuais. Isso é um fato da tremenda veracidade da Palavra de Deus anunciando a sua volta em glória para buscar seus filhos que não pertencem a esse mundo que jaz no maligno (1 João 5.19).
O amor se esfriando de quase todos! Isto é escrito para o crente que deixa de acreditar e desiste de caminhar com Jesus por achar que Ele está alheio aos acontecimentos dentro e fora de sua Igreja. Quero lembrar que não há nada mais importante para Deus do que o seu povo, ou seja, somos filhos de Deus formando assim a Noiva (Igreja) de Cristo.
Escândalos acontecendo constantemente e até parecendo normais nos dias atuais, e vemos que o caráter corrompido se defende com argumentos distorcidos e mentirosos em relação a  veracidade bíblica. Porém passarão céus e terra, mas a palavra de Jesus não passará (Marcos 13.31).
Temos que voltar ao primeiro amor e isso é uma tarefa diária, vigiar para não cair, para não entrar em tentação – Não se esfriar no amor. Não se alicerçar em pessoas e sim reter o que é bom, imitar atitudes que louvam a Deus, porém o erro pode acontecer com qualquer ser humano e isso nunca poderá ser motivo para eu desistir de caminhar com Cristo. Jesus nunca nos decepcionou.
Diz a Bíblia que uma grande maioria se esfriará na aliança com Deus – sem amor, sem aliança. Jesus disse que quando Ele voltar será que encontraria fé no mundo? (Lucas 18.8). O amor é o que sela sacrifícios, pois sem amor de nada vale.
UMA DAS CAUSAS POSSÍVEIS É O AUMENTO DE CRISTÃOS "PARAGUAIOS";

Dentre as igrejas "evangélicas", algumas aumentaram o número de seus fiéis entre 2003 e 2009, tais como Assembléia de Deus, Comunidade Evangélica, outras igrejas pentecostais, Batista, Adventista e Metodista; outras denominações "evangélicas" diminuíram os seus membros no mesmo período, tais como Luterana, Universal do Reino de Deus, Congregacional Cristã do Brasil e Presbiteriana. De forma geral, entretanto, o número de "evangélicos" tem aumentado.

Para alguns, esse acréscimo de evangélicos é um pequeno avivamento espiritual. Entretanto, é possível rapidamente constatar que a FGV, assim como muitas outras organizações e pessoas, enquadram seitas evangélicas, tais como os neopentecostais, entre os evangélicos. Apesar de talvez ter um ou outro crente no Senhor Jesus nas seitas evangélicas, os ensinamentos das mesmas são estranhos ao evangelho.

As seitas evangélicas oferecem um falso evangelho. Prometem vida eterna ao pecador apesar dele continuar a viver em rebeldia contra Deus. Prometem libertação da doença, do fracasso e da pobreza, mas não necessariamente libertação da iniquidade. O "novo" evangelho, que as seitas evangélicas pregam, tem produzido milhares de evangélicos não-cristãos.

Infelizmente, o falso evangelho não tem ficado somente nas seitas evangélicas. Igrejas evangélicas históricas, tais como os batistas, tem sido influenciado pelas práticas das seitas evangélicas. Parte da culpa é dos pastores das verdadeiras igrejas evangélicas, pois adotam práticas estranhas ao evangelho com o intuito de crescer e aumentar o "seu" rebanho. Esquecem-se tais líderes que o alvo da igreja é a glória de Deus e não a sua própria glória. Ademais, esquecem-se tais líderes que o alvo da liderança é preservar o verdadeiro evangelho de Deus e não adotar o seu próprio evangelho.

Dessa forma, o aumento de evangélicos no Brasil, não necessariamente representa um aumento dos adeptos do evangelho do Senhor Jesus Cristo, mas de evangélicos não-cristãos.
ACONTECEU NA EUROPA,NA AMÉRICA DO NORTE E ESTÁ ACONTECENDO NO BRASIL;
GRAÇA E PAZ.