Neemias 2: 1 a 5 – 18 a 20
Jerusalém estava sendo assolada mais uma vez. O povo novamente havia se afastado de Deus fazendo com que suas vidas ficassem a própria sorte. E mais uma vez Deus revela sua misericórdia levantando um homem chamado Neemias para restaurar essa nação.
Neemias, cujo nome significa “Deus Consola”, era servo judeu do rei persa Artaxerxes (Longímano). Era copeiro do rei. E esta era uma posição de grande confiança e honra, e desejável, pois dava acesso ao rei em ocasiões em que este estava de espírito alegre e disposto a conceder favores. Entretanto, Neemias era um daqueles fiéis exilados que preferiu Jerusalém acima de qualquer “causa de alegria”assim como o salmista escreve em (Sal. 137:6).
Não era posição ou riqueza material que ocupava o primeiro lugar nos pensamentos de Neemias, mas, antes, a restauração da adoração de Deus.
Neemias tinha um sonho: “reconstruir os muros de sua nação”. Pois uma nação sem muros é uma nação sem dono.
Todos nós temos sonhos, e tomamos decisões em nossas vidas baseado nos sonhos que temos. “Sonho é a imagem mental das coisas como serão que hoje não são”. E muito desses sonhos acabam se transformando na visão do propósito de Deus para nossas vidas.
Uma visão sempre nasce de uma necessidade e traz maior importância aos detalhes da nossa vida. Ou seja , quando começamos sentir a rotina pesando sobre os nossos ombros e sentimos a necessidade de uma mudança, na verdade estamos gerando em nosso ventre espiritual uma visão acerca do propósito de Deus.
Neemias queria reedificar os muros de sua nação porque os muros representam segurança espiritual, política e física.
Ou seja a nação que tivesse um muro grande e bem resistente dizia as outras nações acerca de seu deus, seu estado político e seu estado físico.
Uma nação que se volta contra Deus perde sua segurança e sua moral. Uma nação sem muros é uma nação frágil e vulnerável.
Observe no livro de I Reis 18:30 quando o profeta Elias vai anunciar ao rei Acabe acerca do que Deus lhe havia falado sobre o fim do tempo da seca. Elias desafia 850 profetas de Baal, e antes de matar os profetas que estavam assassinando os profetas de Deus, Elias desafia o povo a que definissem sua fé. Depois de desafiar os profetas de Baal, e o povo, Elias antes de orar pedindo fogo dos céus, restaura o altar.
Elias sabia que a presença de Deus não poderia se manifestar em um lugar de altares quebrados.
Muitas vezes não vemos a manifestação de Deus em nossas vidas porque nossos altares estão destruídos e nossas vidas desprotegidas porque estamos sem muros.
Neemias assim como Elias queria restaurar mais do que altares e muros, Neemias queria restaurar a fé de seu povo em Deus, e por sua vez, quando a fé desse povo estivesse restaurada, Deus se manifestaria novamente a essa nação.
Não há milagres sem restauração, não há como enxergarmos o mover sobrenatural de Deus se nossa cidade (nossa vida) esta vulnerável aos ataques do inimigo.
Se nossa cidade não tem muros logo por sua vez, não tem dono. E não tendo dono, logo, essa cidade é vulnerável e se torna um atrativo para o inferno.
A única coisa que o diabo espera de nós, é a brecha que podemos abrir com ações ou palavras para que ele tenha legalidade sobre a nossa vida.
A palavra de Deus diz: Sujeitai-vos pois a Deus, resisti ao diabo, e ele fugira de vós (Tiago 4:7)
Muitas vezes não alcançamos as vitorias, porque outrora demos legalidades a satanás para que ele domine.
Por exemplo, relacionamentos mal resolvidos, obras inacabadas, ou até mesmo musicas que ouvimos ou novelas e filmes que assistimos ou sites que navegamos que não nos edificam em nada, palavras de maldições que recebemos, e decidimos crer mais nessas palavras que na palavra de Deus. Todas essas coisas dão legalidades a satanás.
Muitas vezes Deus quer nos abençoar porem Ele encontra fortalezas em nossas vidas que impedem o agir de Deus. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo; II Coríntios 10: 4 e 5.
E é exatamente isso que Deus quer fazer esses dias. Dar-nos armas poderosas para destruir fortalezas e reedificar os altares quebrados e muros destruídos que impendem os milagres em nossa vida.
Os milagres acontecerão a medida que nossos muros forem reedificados.
Não sabemos quanto tempo levara mais reedificaremos os muros e voltaremos a ver os milagres de um Deus poderoso.
As Crianças de Hoje em Dia
R. C. Sproul Jr. 08 de Agosto de 2013 - Família
Há uma coisa curiosa sobre a decadência moral — ela pode acontecer
bem lentamente. O fato não é que você irá tornar-se rapidamente imoral,
se você não tiver freios morais, mas sim que você irá tornar-se imoral
um dia. A decadência moral que acontece lentamente é tão prejudicial
quanto aquela que acontece de forma rápida.
Considere a música que os nossos filhos ouvem. Estou quase certo de que meus avós ficaram bastante preocupados com os seus filhos quando dançaram o que hoje consideramos a música “positivamente limpa” de Elvis. Entre as gerações, vieram os Beatles, que tocavam vestidos em ternos e cujos cabelos estilo moptop eram mais de malandros que de rebeldes. No momento em que eu liguei o rádio, meus pais se opuseram às letras sugestivas do Aerosmith ou Red Hot Chili Peppers. Atualmente, não há mais nenhuma música sugestiva, porque “sugestivo” implica uma medida de sutileza.
Chegamos aqui não porque dormimos durante a travessia do Rubicão 1. Ao contrário, insistimos que, porque os nossos avós se opuseram desnecessariamente (em comparação aos nossos pais), nossos pais devem ter se oposto desnecessariamente (contra nós) e, portanto, precisaríamos recusar a nos opor desnecessariamente aos nossos filhos, sabendo que os filhos deles serão muito piores. Chegamos ao ponto de esperar e aceitar a rebeldia— através da música e a rebeldia moral— como parte normal do crescimento. Alguns pais começam até a se preocupar quando seus filhos não se rebelam.
Tudo isso é prova de que, mesmo na igreja, nós aceitamos mais sugestões da cultura do mundo do que da Palavra de Deus. Tire um momento e busque em sua concordância bíblica a palavra adolescente. Tente a palavra adolescência. Pesquise por lacuna entre gerações. Veja se você consegue encontrar cultura jovem. Nem as palavras, nem os conceitos estão ali. Elas não são categorias bíblicas. Esses elementos destrutivos comuns em nossos lares devem nos sugerir que estamos fazendo algo de errado.
No entanto, reprimir não é o suficiente. Ou seja, não foi mera permissividade que nos colocou nesta confusão. O problema é mais profundo. Não é que não estamos lidando da forma correta com os jovens, mas é que ainda admitimos a existência da juventude. A Bíblia reconhece com alegria a realidade das crianças. Afirma a existência dos adultos. O que ela não faz é aceitar algo entre eles.
A Bíblia, em nenhum lugar, afirma a existência de uma cultura jovem, porque, em toda ela, somos encorajados a abraçar uma cultura diferente – aquela do Reino de Deus. Quando Paulo nos exorta a criar nossos filhos na instrução e admoestação do Senhor (Efésios 6:1), a raiz da palavra grega instrução, traduzida em nossas Bíblias, é paideia. Ela comunica a noção de cultura. Isso inclui convicções compartilhadas, linguagem compartilhada e hábitos do coração compartilhados.
Quando os meus filhos mais velhos ainda eram pequenos, minha esposa e eu trabalhamos para nos certificar de que a identidade deles estava em Cristo, em nossa identidade compartilhada como família que, como a de Josué antes de nós, serviria ao Senhor. Eu incuti isso em meus filhos, em parte, através de algumas liturgias familiares básicas. Enquanto Hollywood e Madison Avenue buscavam que minha filha visse a si mesma em conformidade com o seu grupo social, eu queria que ela visse a si mesma à luz de seu Salvador. Então, ensinei a ela, quando eu perguntava o seu nome, essa pergunta - resposta: Eu—“Darby, quem são os Sprouls?”. Darby—“Os Sprouls são livres”. Eu—“E a quem os Sprouls servem?”. Darby—“Os Sprouls servem ao Rei Jesus”. Eu—“A quem os Sprouls temem?”. Darby—“Os Sprouls não temem homem nenhum; os Sprouls temem a Deus”.
Darby não é mais uma menininha, e um dia provavelmente não será mais uma Sproul. Mas, de fato, a minha filha é uma flecha na minha aljava. Porque a sua identidade está em Cristo e não em seu grupinho social, ela gasta menos tempo andando no shopping e mais tempo proclamando Jesus do lado de fora da clínica de aborto da nossa cidade. Porque a sua identidade está em Cristo, ela vê seu pai não como um velho rabugento, mas como o homem que a ama plenamente. Ela está ligada ao princípio de buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça, porque essa é a nossa vocação.
Talvez o que há de mais lindo em minha filha é que ela não só serve, mas também ama o seu pai, seu irmão, suas irmãzinhas e seus dois irmãos menores, que têm sete e três anos de idade. Ela interage com alegria com jovens e idosos, porque ela ama todos os santos e não apenas aqueles que compartilham seu senso para moda ou gosto musical.
Nathan Hatch uma vez expôs a infiltração de ideais americanos peculiares na igreja em seu grande livro “The Democratization of American Christianity” [A Democratização do Cristianismo Americano]. Em nossos dias, estamos testemunhando a divisão demográfica do cristianismo americano. Na melhor das hipóteses, estabelecemos programas com base na idade, sexo e situação de vida. Na pior das hipóteses, temos uma igreja sob medida para fãs de música country e Mountain Dew em um lugar, e uma igreja sob medida para os fãs de jazz e Starbucks em outro lugar. Estamos dividindo o que Cristo uniu, somos os Coríntios, só que nós dividimos a igreja pelo gosto e não pela renda.
Jesus, no entanto, faz de muitos um. Nós somos uma família, um pão, um só corpo, uma cultura, um amor. Será que a cultura do mundo seria capaz de dizer sobre a nossa cultura: “Oh, como eles se amam”?
1 - N do E: Atravessar o Rubicão significa tomar uma decisão arriscada, de maneira irrevogável. Esse termo é uma referência ao evento ocorrido na história romana, em 49 a.C., quando o imperador Julio César levou seus soldados a atravessarem o Rio Rubicão, situado ao norte da Itália, em perseguição a Pompeu, violando, assim, a lei da época que proibia essa travessia por qualquer autoridade romana acompanhada de sua tropa, já que isso poderia representar riscos ao poder central do império romano.
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Considere a música que os nossos filhos ouvem. Estou quase certo de que meus avós ficaram bastante preocupados com os seus filhos quando dançaram o que hoje consideramos a música “positivamente limpa” de Elvis. Entre as gerações, vieram os Beatles, que tocavam vestidos em ternos e cujos cabelos estilo moptop eram mais de malandros que de rebeldes. No momento em que eu liguei o rádio, meus pais se opuseram às letras sugestivas do Aerosmith ou Red Hot Chili Peppers. Atualmente, não há mais nenhuma música sugestiva, porque “sugestivo” implica uma medida de sutileza.
Chegamos aqui não porque dormimos durante a travessia do Rubicão 1. Ao contrário, insistimos que, porque os nossos avós se opuseram desnecessariamente (em comparação aos nossos pais), nossos pais devem ter se oposto desnecessariamente (contra nós) e, portanto, precisaríamos recusar a nos opor desnecessariamente aos nossos filhos, sabendo que os filhos deles serão muito piores. Chegamos ao ponto de esperar e aceitar a rebeldia— através da música e a rebeldia moral— como parte normal do crescimento. Alguns pais começam até a se preocupar quando seus filhos não se rebelam.
Tudo isso é prova de que, mesmo na igreja, nós aceitamos mais sugestões da cultura do mundo do que da Palavra de Deus. Tire um momento e busque em sua concordância bíblica a palavra adolescente. Tente a palavra adolescência. Pesquise por lacuna entre gerações. Veja se você consegue encontrar cultura jovem. Nem as palavras, nem os conceitos estão ali. Elas não são categorias bíblicas. Esses elementos destrutivos comuns em nossos lares devem nos sugerir que estamos fazendo algo de errado.
No entanto, reprimir não é o suficiente. Ou seja, não foi mera permissividade que nos colocou nesta confusão. O problema é mais profundo. Não é que não estamos lidando da forma correta com os jovens, mas é que ainda admitimos a existência da juventude. A Bíblia reconhece com alegria a realidade das crianças. Afirma a existência dos adultos. O que ela não faz é aceitar algo entre eles.
A Bíblia, em nenhum lugar, afirma a existência de uma cultura jovem, porque, em toda ela, somos encorajados a abraçar uma cultura diferente – aquela do Reino de Deus. Quando Paulo nos exorta a criar nossos filhos na instrução e admoestação do Senhor (Efésios 6:1), a raiz da palavra grega instrução, traduzida em nossas Bíblias, é paideia. Ela comunica a noção de cultura. Isso inclui convicções compartilhadas, linguagem compartilhada e hábitos do coração compartilhados.
Quando os meus filhos mais velhos ainda eram pequenos, minha esposa e eu trabalhamos para nos certificar de que a identidade deles estava em Cristo, em nossa identidade compartilhada como família que, como a de Josué antes de nós, serviria ao Senhor. Eu incuti isso em meus filhos, em parte, através de algumas liturgias familiares básicas. Enquanto Hollywood e Madison Avenue buscavam que minha filha visse a si mesma em conformidade com o seu grupo social, eu queria que ela visse a si mesma à luz de seu Salvador. Então, ensinei a ela, quando eu perguntava o seu nome, essa pergunta - resposta: Eu—“Darby, quem são os Sprouls?”. Darby—“Os Sprouls são livres”. Eu—“E a quem os Sprouls servem?”. Darby—“Os Sprouls servem ao Rei Jesus”. Eu—“A quem os Sprouls temem?”. Darby—“Os Sprouls não temem homem nenhum; os Sprouls temem a Deus”.
Darby não é mais uma menininha, e um dia provavelmente não será mais uma Sproul. Mas, de fato, a minha filha é uma flecha na minha aljava. Porque a sua identidade está em Cristo e não em seu grupinho social, ela gasta menos tempo andando no shopping e mais tempo proclamando Jesus do lado de fora da clínica de aborto da nossa cidade. Porque a sua identidade está em Cristo, ela vê seu pai não como um velho rabugento, mas como o homem que a ama plenamente. Ela está ligada ao princípio de buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça, porque essa é a nossa vocação.
Talvez o que há de mais lindo em minha filha é que ela não só serve, mas também ama o seu pai, seu irmão, suas irmãzinhas e seus dois irmãos menores, que têm sete e três anos de idade. Ela interage com alegria com jovens e idosos, porque ela ama todos os santos e não apenas aqueles que compartilham seu senso para moda ou gosto musical.
Nathan Hatch uma vez expôs a infiltração de ideais americanos peculiares na igreja em seu grande livro “The Democratization of American Christianity” [A Democratização do Cristianismo Americano]. Em nossos dias, estamos testemunhando a divisão demográfica do cristianismo americano. Na melhor das hipóteses, estabelecemos programas com base na idade, sexo e situação de vida. Na pior das hipóteses, temos uma igreja sob medida para fãs de música country e Mountain Dew em um lugar, e uma igreja sob medida para os fãs de jazz e Starbucks em outro lugar. Estamos dividindo o que Cristo uniu, somos os Coríntios, só que nós dividimos a igreja pelo gosto e não pela renda.
Jesus, no entanto, faz de muitos um. Nós somos uma família, um pão, um só corpo, uma cultura, um amor. Será que a cultura do mundo seria capaz de dizer sobre a nossa cultura: “Oh, como eles se amam”?
1 - N do E: Atravessar o Rubicão significa tomar uma decisão arriscada, de maneira irrevogável. Esse termo é uma referência ao evento ocorrido na história romana, em 49 a.C., quando o imperador Julio César levou seus soldados a atravessarem o Rio Rubicão, situado ao norte da Itália, em perseguição a Pompeu, violando, assim, a lei da época que proibia essa travessia por qualquer autoridade romana acompanhada de sua tropa, já que isso poderia representar riscos ao poder central do império romano.
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