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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Fé Emocional e Fé Racional

" Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me. Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos. E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores. Então respondeu Jesus, e disse-lhe: Ó mulher! Grande é a tua fé seja isso feito para contigo como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã." Mateus 15:25,26,27 Essa para mim é a melhor Fé do novo testamento... Essa mulher tinha a Fé Sobrenatural, a Fé de Abraão; o pai da Fé. Na Fé, Fabiana.
 Fé racional e Fé Emocional  ( texto do blog Edir Macedo )
"Ora, a fé emocional é aquela que vive surtos espirituais e que fazem pessoas cometerem loucuras em seus momentos de emoção na igreja, a fé emocional é aquela que não se baseia na bíblia mais sim nos achismos e nas empolgações experimentadas pela agitação que a música envolvente e a fala eloquente promove no público.
Mas o praticante da fé racional é o que possui uma fé inabalável, uma fé renovadora e firme é aquele que tem toda a sua vida firmada na palavra de Deus e não se deixa levar pelo vento e por rumores tão comuns em nossas vidas e no meio em que vivemos. Aquele que tem a fé a racional é guiado por um norte, por uma bússola que se chama Jesus Cristo e que nos leva ao melhor caminho. O caminho para uma nova vida, o caminho para a salvação!" "A fé tem mistérios que, por falta de discernimento espiritual, tem confundido e iludido as pessoas não transformadas. Pedro teve fé para andar sobre as águas, mas não teve a mesma fé para se manter sobre elas.Por quê? Porque há dois tipos de fé: a fé racional e a fé emocional. A fé racional pensa, concorda e age de acordo com a Palavra de Deus, independentemente do que sente ou deixa de sentir. Já a fé emocional submete as Escrituras Sagradas aos sentimentos do coração. Parece absurdo, mas tem sido muito comum, ultimamente. Quando não se alia a fé sobrenatural ao intelecto, os sentidos naturais do coração prevalecem e os resultados são pífios. A fé emotiva tem se fundamentado nos sinais de curas e milagres visíveis. Por conta disso, se mantêm na "fé", por algum tempo. Porém, sobrevindo as tempestades, abandonam a "fé". Daí a razão de ex-pastor, ex-obreiro, ex-membro, ex-esposa de pastor, ex-liberto, ex-salvo, ex-cristão… Pedro foi vítima desse tipo de fé. Só porque viu Jesus andar sobre as águas  teve fé para andar também. E andou. Mas por pouco tempo. Isso é o que tem acontecido com os que vivem na base da fé emotiva. Andam com Jesus por algum tempo. E quando sentem muito a falta de uma tampa para sua panela, por exemplo, acabam se deixando queimar pelo fogo do coração e agarram o primeiro fogão de lenha. Depois ficam desesperadas procurando lenha para sustentar o fogo. Já os sábios não são assim. Raciocinam. E quem raciocina não se satisfaz com migalhas. Pensa grande.Pensa de acordo com os pensamentos do Todo-Poderoso. Quem usa a fé racional pensa, imagina e projeta seus sonhos para um futuro promissor que começa no presente.
Não é imediatista nem dá a mínima para “as coisas que se veem, mas as que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.” 2 Coríntios 4.18 
Os sábios têm discernimento. Sabem que a construção na areia é fácil e rápida, mas não oferece segurança. Sua cautela racional escolhe a Rocha para construir." De acordo com a ética médica, um cirurgião não pode operar o próprio filho, pois o amor paterno, ou o sentimento de pesar, podem interferir na sua capacidade técnica. O mesmo ocorre em relação aos que tentam viver pela fé. Os sentimentos humanos como pena, pesar e amor, do ponto de vista humano, neutralizam a fé sobrenatural e enfraquecem os cristãos na guerra diária contra satanás. Tais sentimentos tornam as pessoas impotentes diante de suas lutas diárias. Daí a razão por que os filhos das trevas levam vantagens sobre os filhos da Luz. É muito importante observar que o bem só vence o mal quando a pessoa despreza os sentimentos emocionais. O mal se aproveita da fraqueza dos sentimentos humanos para impor sua ação. Quanto maior o estreitamento com Deus, maior é o grau de fé, e quanto menor o estreitamento com Deus, menor é o grau de fé. A fé em Deus vem pelo ouvir a Sua Palavra, a qual traz benefícios através da sua prática. A fé sobrenatural nada tem a ver com sentimentos ou emoções sentidas num coração cuja natureza é puramente humana, terrena e natural. De fato, a fé sobrenatural conduz o ser humano a emoções estritamente espirituais. É o caso, por exemplo, da alegria do Espírito Santo, que inunda a alma de gozo. É uma convicção, uma certeza sobrenatural, vinda de Deus, ao novo coração dado pelo Seu Espírito. Essas pessoas são diferentes das do reino desse mundo. Obviamente, aqueles que ainda não tiveram o privilégio de nascer de Deus não podem entender esse tipo de sentimento, porque foram nascidos apenas do sangue, da vontade da carne ou da vontade do homem, mas não de Deus. (João 1:12-13). O coração dado por Deus é totalmente oposto ao coração de natureza humana e terrena. Enquanto o coração dado por Deus é movido pelo sentimento de absoluta certeza, o coração de natureza humana é movido pelas circunstâncias do mundo em que vive. Se você confessa estar sentindo isso ou aquilo no coração, na verdade, você está expressando apenas sentimentos de natureza humana. O mesmo não acontece se você tiver o coração da fé. Pois este, em vez de ficar confessando sentimentos, executa suas convicções sem dar atenção a sentimento algum. E é a partir da execução da fé que se colhem os frutos das emoções celestiais como a paz e a alegria espiritual, porquanto é impossível agradar a Deus se não existir fé. (Hebreus 11.6)
Amigo leitor, nem a sabedoria, nem a força, e muito menos as riquezas do homem, são capazes de produzir a alegria e o gozo num coração dado por Deus. Estas emoções somente acontecem dentro de seres gerados pelo Espírito Santo. São sentimentos e emoções vindos diretamente do Reino de Deus, trazidos pelo Espírito Santo, aos corações nascidos dEle. Quem vive na base dos sentimentos corre o sério risco de cair nas armadilhas do diabo."
" A fé emocional é irracional, é carne e vem do coração e da alma, mas a fé inteligente é racional e vem do nosso espírito, pois nasce do Espírito Santo.
Deus é espírito. O nosso espírito se liga com Deus.

A árvore se conhece pelos frutos. Como estão os seus frutos? Apodrecidos? Você se conforma com eles?

O amor alimenta a alma da pessoa, mas alma é diferente de espírito.

Alma é coração, sentir, emoção, corrupta, enganadora.
O Espírito se alimenta da Palavra de Deus, ele nasce do Espírito Santo. Atitudes, razão e inteligência. Prevalece sobre o erro, encontra recursos para faze-lo.

Quem nasce do Espírito vence todos os problemas (é de Deus!). Você é de Deus, você nasceu da vontade de Deus.

 Adorar a Deus em Espírito é reconhecer a grandeza de Deus em tudo o que Ele faz na sua vida. Olhe para trás na sua vida e confira tudo o que Ele já te fez! Esta é a oração inteligente que agrada a Deus!

A fé é a coisa mais preciosa, vale a pena negar-se a si mesmo e não perder a fé.

Você está vivendo uma vida indefinida, sem se recuperar e não voltou às primeiras obras do Evangelho? Você precisa de coragem para assumir o caráter do Senhor Jesus: conservar a comunhão com o Senhor Jesus através da fé vale muito a pena."

"O que é nascido da carne é carne, o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. " João 3:6-7

Convencido na fé, significa que você só sabe em sua mente e em sua alma, que você é de Deus, bem diferente da geração de frutos em sua vida, obra do Espírito. Dar frutos pode, mesmo que você ainda não os esteja dando, busque-os.

Pare, pense e reflita sobre a sua situação: só fui convencido na fé? Se sim, agora preciso da Palavra de Deus para que o Espírito Santo prevaleça. Eu preciso da comunhão com o Espírito de Deus e o meu espírito através da Palavra de Deus, eu creio que Deus me ama e não me chamou para o Evangelho à toa!

Sai da fé apaixonada: que é a fé emotiva, enganadora, fé da alma e fé do coração, pois o resultado é negativo e encontre recursos para vencer qualquer situação através do Espírito, que vem da Palavra de Deus, do Espírito Santo, ela é espiritual, não é emocional e muito menos passional, é fé racional, fé inteligente e você só faz tudo aquilo que é bom !

Nasça de novo espiritualmente e receba o poder do Santo Espírito de Deus em seu espírito, você terá uma vida completamente nova."

sábado, 16 de maio de 2015

A banalização do sagrado

O espírito pós-moderno tem levado muitos crentes à banalização do sagrado. Milhares de pessoas entram pelos umbrais da igreja evangélica, mas continuam prisioneiras de suas crendices e de seus pecados. Têm nome de crente, cacuete de crente, mas não vida de santidade. Em vez de ser instruídas na verdade, são alimentadas por toda sorte de misticismo forâneo às Escrituras. Em vez crescerem no conhecimento e na graça de Cristo, aprofundam-se ainda mais no antropocentrismo idolátrico, ainda que maquiado de espiritualidade efusiva. Dentro desta cosmovisão, os céus estão a serviço da terra. Deus está a serviço do homem. Não é mais a vontade de Deus que deve ser feita na terra, mas a vontade do homem no céu. Tudo tem de girar ao redor das escolhas, gostos e preferências do homem. O bem-estar do homem e não a glória de Deus tornou-se o foco central da vida. Assim, o culto também tornou-se antropocêntrico. Cantamos para o nosso próprio deleite. Louvamo-nos a nós mesmos. Influenciados pela síndrome de Babel, celebramos o nosso próprio nome.
Nesse contexto, a mensagem também precisa agradar o auditório. Ela é resultado de uma pesquisa de mercado para saber o que atrai o povo. O ouvinte é quem decide o que quer ouvir. O sermão deixou de ser voz de Deus para ser preferência do homem. Os pregadores pregam não o que o povo precisa ouvir, mas o que o povo quer ouvir. O misticismo está tomando o lugar da verdade. A auto-ajuda está ocupando o lugar da mensagem da salvação. Assim, o homem não precisa de arrependimento, mas apenas de libertação, visto que ele não é culpado, mas apenas uma vítima. O pragmatismo pós-moderno está substituindo o genuíno evangelho.
A banalização da teologia desemboca na vulgarização da ética. Onde não tem doutrina bíblica sólida não pode haver vida irrepreensível. A teologia é mãe da ética. A ética procede da teologia. Onde a verdade é substituída pela experiência, a igreja pode até crescer numericamente, mas torna-se confusa, doente e corrompida. O povo de Deus perece quando lhe falta o conhecimento. Onde falta a Palavra de Deus, o povo se corrompe. Outrossim, onde não há santidade, ainda que haja ortodoxia, o nome de Deus é blasfemado.
A banalização do sagrado é visto claramente nas Escrituras. O profeta Malaquias denunciou com palavras candentes o desrespeito dos sacerdotes em relação à santidade do nome de Deus, do culto, do casamento e dos dízimos. A religiosidade do povo era divorciada da Palavra de Deus. As coisas aconteciam, o povo vinha ao templo, o culto era celebrado, mas Deus era não honrado. Jesus condenou, também, a banalização do sagrado quando expulsou os vendilhões do templo. Eles queriam fazer do templo, um covil de salteadores; do púlpito, um balcão de negócios; do evangelho, um produto de mercado e dos adoradores, consumidores de seus produtos. O livro de Samuel, outrossim, denuncia esse mesmo pecado. O povo de Israel estava em guerra contra os filisteus, pensando que Deus estava do lado deles, mesmo quando seus sacerdotes estavam em pecado. Porém, quatro mil israelitas caíram mortos na batalha, porque o ativismo não substitui santidade. O povo, em vez de arrepender-se, mandou buscar a arca da aliança, símbolo da presença de Deus. Quando a arca chegou, houve grande júbilo e o povo de Israel celebrou vigorosamente ao ponto de fazer estremecer o arraial do inimigo, mas uma derrota ainda mais fatídica foi imposta a Israel e trinta mil soldados pereceram, os sacerdotes morreram e a arca foi tomada pelos filisteus. Alegria e entusiasmo sem verdade e sem santidade não nos livram dos desastres. Rituais pomposos sem vida de obediência não agradam a Deus. Deus está mais interessado em quem nós somos do que no que fazemos. Deus não aceita nosso culto nem nossas ofertas quando ele rejeita a nossa vida. Antes de Deus aceitar o nosso culto, ele precisa agradar-se da nossa vida. É tempo de examinarmo-nos a nós mesmos e voltarmo-nos para o Senhor de todo o nosso coração.
Rev. Hernandes Dias Lopes.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Cair no espírito

Irmãos... aprendais a não ir além do que está escrito! (Apóstolo Paulo aos Coríntios)

O “cair no espírito” é um dos mais famosos e proliferados modismos na igreja evangélica. Em várias reuniões e cultos, pessoas caem após sopros, empurrões e jogadas de paletós de pregadores sensacionalistas. Hoje, inúmeros crentes estão em busca desse novo e conhecido movimento. Mas onde começou essa onda? Quais os termos que o descreve? Esse fenômeno faz parte do pentecostalismo? O cair no espírito tem apoio escriturístico e histórico? 

Divulgação do “cair no espírito”


No ano de 1994, na Toronto Airport Chiristian Fellowship (Comunhão da Videira do Aeroporto de Toronto), o fenômeno do cair no espírito começou a ser divulgado por meio de um conferência ministrada pelo pastor Randy Clark, convidado do pastor John Arnott e da pastora Carol Arnott, dirigentes da igreja em Toronto. Antes, os Arnott já tinham conhecido esse fenômeno por meio do evangelista neopentecostal Benny Hinn, que já praticava o “cair no espírito” em suas reuniões[1]. Benny Hinn aprendeu essas manifestação exóticas por meio do ministério de Kathryn Kuhlman, uma famosa “evangelista” norte-americana que morreu em 1976, onde em sua reuniões, dezenas de pessoas caiam ao mesmo tempo mediante sua oração.

Classificações do fenômeno na Teologia Pentecostal

 Na teologia pentecostal, o modismo de “cair no espírito” é classificado como “pentecostalismo manikos”, que segundo Joseph L. Castleberry - Deão acadêmico do Seminário Teológico das Assembléias de Deus em Springfield, Missouri (EUA)- é uma “adoração caracterizada por manifestações maníacas que distorcem e abusam dos dons espirituais”[2]. O hermeneuta Esdras Costa Bentho, pastor de confissão pentecostal, lembra outro termo que pode descrever manifestações excêntricas: a carismania. Carismania é mistura de carismata (dons) e manikos (manifestações exóticas). Bentho comenta: 
Não é sem razão que manifestações pseudo-pneumáticas (espiritualmente falsas), que geralmente são gerenciadas por “figurões” do pentecostalismo, são chamadas de “carismania”- uma mistura de charismata com manikos. [3]
 Esses fenômenos neopentecostais, são também conhecidos como “Bênção de Toronto”, devido a divulgação dessas práticas pela igreja da Videira localiza em Toronto- Canadá, como acima descrito. Alguns apologistas (a maioria pentecostais) preferem chamar, de forma irônica, o “cair no espírito” de movimento “cai-cai”. 

A posição dos neopentecostais em relação ao fenômeno

 Apesar de vários nomes ligados ao “cair no espírito”, com Kathryn Kuhlman, Benny Hinn, Kenneth Hagin, Charles Hunter, foi a igreja de Toronto por meio do pastor John Arnott, que espalhou o fenômeno do “cair no espírito” para o mundo inteiro, como um grande avivamento do Espírito Santo. Hoje, esse modismo é amplamente aceito na maioria da denominações neopentecostais, com exceção da Igreja Universal do Reino de Deus[4] e da Igreja Internacional da Graça de Deus[5]. Muitas paróquias que pertencem a RCC (Renovação Católica Carismática) praticam o “cair no espírito”, que entre os católicos carismáticos é denominado de “repouso no espírito”.

Posição dos Pentecostais Clássicos em relação ao fenômeno

Algumas igrejas ou instituições relacionadas a denominações pentecostais incentivam a prática do cair no espírito. Todavia, a Assembléia de Deus, por meio da CGADB (Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil) é contra o “cair no espírito”. Na oitava ELAD, que é um encontro de pastores assembleianos ligados a CGADB, na cidade de Porto-Seguro- BA, em outubro de 2002, foi reafirmado a posição contrária da Assembléia de Deus em relação aos modismos neopentecostais[6]. No relatório da ELAD, está escrito:
Sob o esfuziante tema “Não extingais o Espírito” o 8° ELAD trouxe a tona os fenômenos promovidos pelos movimentos neo-pentecostais como: “cair no Espírito”, “sopro do Espírito”, “benção de Toronto”, “dançar no Espírito”, “dentes de ouro” e outras enxurradas de práticas inovadoras que andavam perturbando o seio da igreja. Nas palestras ministradas pelos pastores José Wellington Bezerra da Costa, Antonio Gilberto, Elienai Cabral e Elinaldo Renovato de Lima, os mais de 700 pastores e evangelistas inscritos no encontro, puderam constatar que a Bíblia não oferece nenhum respaldo para tais acontecimentos e reafirmaram que o autêntico mover do Espírito é aquele que traz avivamento espiritual, batismo no Espírito Santo e transformação na vida do homem.
 Por meios dos periódicos oficias, a Assembléia de Deus tem se colocado contra essas práticas. Exemplo disso é o Jornal Mensageiro da Paz, que na edição de Setembro de 2007, trouxe uma matéria de capa sobre o pastor Paul Gowdy, um ex-líder da igreja em Toronto, que hoje revela a farsa do movimento. Vários teólogos assembleianos e pentecostais se posicionaram contra o “cair no espírito”. O renomado pastor assembleiano Antonio Gilberto comenta de forma crítica: 
“Cair no Espírito” é cair e ficar inconsciente; cair não subjetivamente; cair à toda hora; cair em grupos; cair por manipulação de alguém esperto, e ainda mais citando textos bíblicos truncados [7]. E continua: Nas reuniões de “riso no Espírito” há pouco ou nada de leitura bíblica, de pregação e ensino da Palavra de Deus. Durante essas reuniões, eles proferem repetidamente frases como: -Não tente usar sua mente para entender isso, Não ore agora; beba! Receba! Receba um pouco mais. Ora tudo isso é contrário aos ensinos da Palavra de Deus, pois a fé abrange a mente.[8]

O teólogo pentecostal Claudionor Corrêa de Andrade escrevendo sobre o “cair no espírito”, cita exemplo de Gunnar Vingren, um dos fundadores das Assembléias de Deus no Brasil, que viajou em 1923 de Belém do Pará até Santa Catarina para combater o que hoje é conhecido com “Bênção de Toronto”, e Andrade comenta:
Embora fervoroso pentecostal, Gunnar Vingren não se deixou embair pelo emocionalismo nem pelas aparências. Ele sabia que nem tudo o que é místico, é espiritual; pode brilhar, mas não é avivamento. O misticismo manifesta-se também em rebeldias e mentiras. Haja vista as seitas proféticas e messiânicas. [9]

O Dr. Paulo Romeiro, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e pastor de uma igreja pentecostal em São Paulo, lembra do equilíbrio em relação ao assunto, mas sem deixar de destacar as mazelas que fenômeno tem trazido ao evangelicalismo, ele diz:
Reconheço que Deus tem poder para tocar alguém hoje de tal forma que a pessoa venha a cair. De modo algum sou contra a verdadeira manifestação do poder de Deus. Esta não me preocupa nem um pouco, pois quanto mais, melhor. O que realmente me preocupa são os abusos gerados em torno de tal prática. Estes trazem mais transtornos e divisões para o Corpo de Cristo do que edificação espiritual. [10]
José Gonçalves, pastor da Assembléia de Deus no Piauí, escrevendo sobre fenômenos neopentecostais, lembra do perigo do sensacionalismo e pauta o assunto pelo equilíbrio. Em artigo, escreveu sobre a possibilidade de alguém cair sob influência divina assim como nos avivamentos do Século 19, mas reconhece os atuais exageros sobre o fenômeno. Gonçalves escreve:
Há o perigo dos “pneumatismos” que conduzem à anarquia espiritual. Na gênese das seitas que dizem ser criação do Espírito de Deus, encontra-se com abundância as mais insidiosas aberrações teológicas. Esse é um problema que não pode ser simplesmente ignorado por se desejar preservar um evangelicalismo ou um suposto avivamento. [11]

Outra observação importante de um teólogo pentecostal, é o que está descrito no Dicionário do Movimento Pentecostal, em relação ao “cair no espírito”. Isael de Araújo escreve:
A comprovação para o fenômeno está inconclusiva. Do ponto de vista experimental, é inquestionável que, ao longos dos séculos, crentes venham experimentando fenômenos psicofísicos nos quais caem no chão. Além disso, eles sempre atribuem a experiência a Deus. É igualmente inquestionável que não existe nenhuma prova bíblica para a experiência como norma para a vida cristã. [12]
É um consenso no pentecostalismo clássico a condenação desse fenômeno.

Bases bíblicas e evidência histórica

Fica bem claro, que a posição oficial dos pentecostais clássicos, é que não se deve ir além do que está escrito, como bem recomendou o apóstolo Paulo(I Co 4.6) . A Bíblia menciona nove dons espirituais (carismata pneumatikos), mas não cita o cair no espírito como evidência da plenitude do Espírito Santo. Não há nenhum textos não escrituras que dê espaço para essa manifestações. Muitos neopentecostais insistem que há base bíblica e história para as suas atuais práticas de jogar paletó nas pessoas e essas caírem ou soprar sobre um publico e esses serem cheios do Espírito.

Para muitos neopentecostais, os textos em que personagens bíblicos caem prostrados, como Gn 15.12; I Sm 19; II Cr 5.13,14; Dn 8.17; Mt 2.11; Mt 28.4; At 10.10 e Ap 1.7 são evidências do atual cair no espírito. Ora, nenhum desses personagens bíblicos caíram por ter recebido poder ou algum vigor espiritual, mas antes caíram diante de um estado de reverência ou medo. Eles caíram diante de serem angelicais e com o rosto em terra, não para trás como acontece hoje. Esses versículos nada provam! São textos fora de um contexto, gerando pretextos. Um texto que esses “apologistas” não citam é João 20.22, onde Jesus sopra sobre os apóstolos e disse: “Receberei o Espírito Santo”, mas ninguém caiu! Muito bem leciona o pastor pentecostal Ciro Zibordi:
Os que defendem a “queda no poder” ignoram os fatos de que o culto a Deus é racional (Rm 12.1) e de que o espírito do profeta está sujeito ao profeta (I Co 14.32). Isso significa que, por mais que sintamos a presença do Senhor, em um culto, devemos ser prudentes quantos às reações. Devemos ser meninos apenas na malícia, e adultos no entendimento (I Co 14.20)[13].
 Não há evidência bíblicas, mas há evidências históricas? O pastor neopentecostal Marco Feliciano diz que sim, pois no seu livro Chamada de Fogo, Feliciano cita que várias pessoas caiam nas reuniões de D. L. Moddy, Charles Finney e John Wesley. Isso é verdade, mas as pessoas que caiam nas reuniões de Finney, Edwards, Spurgeon, Moddy, Wesley e outros, caiam de maneira diferente ao que acontece hoje. Hoje as pessoas caem por receber alguma coisa, no tempo dos grandes avivalistas as pessoas caiam por convicção de pecado. Hoje as pessoas caem após mensagens de auto-ajuda e triunfalismo, no tempo dos avivalistas as pessoas caiam mediante mensagens como “Pecadores na mão de um Deus irado”. Hoje as pessoas caem após empurrões ou por causa de paletós de pregadores sensacionalistas, no tempo dos avivalistas os que caiam não caíram por causa de gerenciamento, provocações e manipulações de pastores. Hoje os pregadores propagam o cair, no tempo dos avivalistas os grandes homens de fé procuravam desencorajar essas manifestações. Hoje as pessoas tornam o cair um espetáculo, no tempo dos avivalistas esses fenômenos não eram casos de exibicionismos.

O teólogo Erwin Lutzer lembra outra diferença:
Os superapóstolos de hoje afirmam fazer em questão de minutos o que pregadores mais antigos nos dizem que apenas pode ocorrer por quebrantamento diário e submissão a Deus, em geral por sofrimento. Atualmente, nos dizem que só podemos ter poder sendo tocados por um apóstolo supercheio de unção. Eles têm poder próprio. [14] 

 Portanto, o atual movimento de “cair no espírito” e fenômenos relacionados como: “riso santo”, “dança do Espírito”, “aviãozinho”, “unção da lagartixa”, “reteté de Jeová” etc, não apresentam nenhuma evidência bíblica e chegam a ferir vários princípios bíblicos, como o culto racional, decente e com ordem (Rm 12.1, I Co 14.40).

Conclusão:

Qual é a causa para tanto sucesso de fenômenos excêntricos, extravagantes, exóticos, anti-bíblicos, irracionais, no evangelicalismo?

01. A busca pela
espiritualidade superficial. Hoje a dedicação de tempo à oração, meditação bíblica e comunhão entre irmãos é cada vez mais raro no meio evangélico, então a busca por soluções espirituais mais rápidas e instantâneas são frequentes nos cultos. 

02. Desequilíbrios eclesiásticos. Como é difícil ser equilibrado no meio evangélico, pois muitos em busca de uma “cristianismo racional”, buscaram um racionalismo cético, naturalista e anti-bíblico denominado de liberalismo teológico. Em contrapartida, outro extremo se levantou, que é a busca por um “cristianismo emocional”, onde o emocionalismo contamina as mentes que pararam de pensar e refletir na Palavra de Deus.

03. Pragmatismo e empirismo evangélico. Um legião de pessoas buscam aquilo que é prático e experimental, sendo presas fáceis de pregadores sensacionalistas, que buscam produzir shows em lugar de cultos. O espetáculos dos anfiteatros tomam conta dos púlpitos que deveriam ser destinados à Palavra. 

04. Falta da consciência na suficiência da Palavra. Ir além do que está escrito é a grande moda dos evangélicos contemporâneos, sendo que a Bíblia deixa de ser a regra de fé e prática das liturgias e manifestações espirituais. Já não é suficiente os dons espirituais descritos em diversos textos das Sagradas Escrituras? Para que buscar mais coisas que fogem da Palavra? 
Notas e Referências Bibliográficas:

1- Benny Hinn, em 1992, veio ao Brasil em um congresso da ADHONEP (Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno), onde “derrubou” muita gente!

2- CASTLEBERRY, Joseph L. Pós-Pentecostalismo: Estranha moda tenta apagar as manifestações espirituais na igreja. Revista Manual do Obreiro. Rio de Janeiro: CPAD, Ano 27, n° 32, 2005.

3- BENTHO, Esdras Costa. A Bíblia tem a resposta: Há respaldo para “cair no poder”? In Mensageiro da Paz. Rio de Janeiro: CPAD, Ano 76, n° 1458, Novembro de 2006, p. 17.

4- Edir Macedo, pontífice máximo da IURD, é contra o modismo de “cair no espírito”. Na IURD, dificilmente um membro será incentivado a exercer os dons espirituais, consequentemente, os exageros relacionados aos dons são ausentes. Mas a IURD não escapa de uma demostração exótica de experiências, aja vista a prática de exorcismos, que é um verdadeiro espetáculo!

5- R.R. Soares, apesar de ter sua teologia moldada por Kenneth Hagin, é contra o “cair no espírito” e disse no Jornal Show da Fé, que quem cai são “os endemoninhados”.

6- Alguns estudiosos preferem chamar as igrejas praticantes desses modismos de “ultra-pentecostais”.

7- GILBERTO, Antonio. Desvios da Doutrina Bíblica. in Revista Ensinador Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, Ano 7, n° 28, p. 19.

8- Idem, n° 29, p. 20.

9- ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Fundamentos Bíblicos de um Autêntico Avivamento. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 142.

10- ROMEIRO, Paulo. Evangélicos em Crise. 4. ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999, p. 77.

11- GONÇALVES, José. Espiritualidade, Avivamento e Equilíbrio. Revista Manual do Obreiro. Rio de Janeiro: CPAD, ano 27, n° 29, Janeiro-Março, p. 40-45.

12- ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p. 616.

13- ZIBORDI, Ciro Sanches. Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 34.

14- LUTZER, Erwin W. Quem é Você Para Julgar? 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 104.

teologia ou heresia,tombar para trás o famoso cai-cai.

Uma das principais características dos cultos neopentecostais é a chamada “unção do cai-cai.” A cantora Ana Paula Valadão, pastora da Igreja Batista da Lagoinha, protagonizou umas das típicas cenas deste movimento onde mediante o sopro de um pastor ela caiu no Espirito.

Pois é, basta com que o pregador sopre ou atire o seu paletó contra o público, que um número incontável de pessoas caem no chão, quer desacordadas ou tomadas por aquilo que alguns denominam de unção do riso. 
A unção do cai-cai iniciou-se com o americano Randy Clark, que foi ordenado pastor em 1950. Segundo alguns relatos, ele recebeu uma profecia que afirmava que através de sua vida e ministério pessoas seriam derrubadas no Espírito. Para o pastor Clark, a unção era como dinamite, e a fé como a cápsula que explode a dinamite. Clark é autor do movimento "Catch the fire" ( agarre o fogo) que possuía uma noção estranha do signiifcado do poder divino.

Gostaria de ressaltar que na terra do Tio Sam, a unção do cai-cai virou uma febre. Pastores como Benny Hinn, Keneth Haigin também foram protagonistas na arte do tombo, disseminando sobre milhões de pessoas em toda a América um conceito errôneo e equivocado além é claro de anti-bíblico sobre o poder de Deus.

No Brasil, o movimento ganhou popularidade na década de 80 através do pastor Argentino Carlos Anacôndia. Anacôndia chegou ao Brasil, através das Comunidades Evangélicas, que mediante encontros e congressos esparramados em todo país, difundiram na igreja brasileira esta prática e comportamento doutrinário. Em 1990, a unção do cai-cai se espalhou de tal forma, que os crentes em Jesus passaram a acreditar que quando caíam no Espírito experimentavam cura para suas almas e a unção do tombo representava um olhar especial de Deus para com os seus filhos.

Em 1994 na Igreja Comunhão Divina do Aeroporto de Toronto, Canadá. Surge a bênção de Toronto, onde as pessoas movidas por uma “especial unção” cairam no chão, sem fala, rindo, chorando ou dando gargalhadas. Em pouco tempo, o templo estava lotado, vindo pessoas de todos os países e região. Em pouco tempo, as manifestações dos mais diferentes tipos de unções se fez presente no Canadá. Por exemplo, o pastor da Igreja de Vancouver, afirmou também que havia recebido uma profecia que o Espírito Santo se manifestaria imitando o som dos animais. Vale a pena ressaltar que o próprio pastor começou a urrar como leão, alegando que era o leão da tribo de Judá, uma das maneiras como Jesus é chamado na Bíblia.

Caro leitor, a luz disto tudo resta-nos perguntar: Existe fundamento bíblico para este tipo de unção? Em que lugar no Novo Testamento, vemos Jesus ou os apóstolos ensinando sobre a necessidade de cair no Espirito? Ou ainda, quais são os pressupostos teológicos que nos dão margem para acreditar na zooteologia, onde Deus se manifesta através de grunhidos animalescos?

Prezado amigo, vale a pena ressaltar que ao longo da história pessoas caíram prostradas diante de Deus. Jonathan Edwards nos traz relatos absolutamente impressionantes da manifestação do poder e da graça divina. John Wesley, em determinado momento da vida ao pregar o Evangelho da Salvação Eterna levou centenas de pessoas ao chão chorando e confessando os seus pecados. Agora, vamos combinar uma coisa? A quantidade de pessoas que dizem que foram derrubadas pelo Espírito de Deus e que continuam com o mesmo tipo de vida não está no Gibi. As pessoas que caem rugem como leões, latem como cães, comportam-se como animais e vivem uma vida cristã absolutamente aquém daquilo que Deus projetou.

Prezado irmão, quando o apóstolo João, ouviu a voz do Senhor na ilha de Patmos, prostrou-se conscientemente diante de Deus confessando o Senhorio de Cristo. Isaías, quando viu o Senhor no alto e sublime trono, curvou-se no chão dizendo, SANTO, SANTO, SANTO. Agora, o que não dá pra entender é esse cai-cai que não produz mudanças, arrependimentos e conversão de pecados.

Como já escrevi anteriormente creio veementemente que boa parte dos nossos problemas eclesiásticos se deve ao fato de termos abandonado a margem da existência as Escrituras. Não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. É indispensável que entendamos que a autoridade da Escritura é superior à da Igreja, da tradição, bem como das experiências místicas adquiridas pelos crentes. Como discípulos de Jesus não nos é possível relativizarmos a Palavra Escrita de Deus, ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos.

O reformador João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro.

Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento, até porque somente assim conseguiremos discernir o verdadeiro do falso.

Pense nisso!
Renato Vargens

O Credo dos Apóstolos e Suas Bênçãos da Fé

Nosso desejo é que a fé dos Apóstolos seja passada a nós sem adulteração em sua pureza. Esse é o nosso desejo, e a esperança de todo cristão. A fé deles deveria ter sido passada a nós suficientemente em textos escritos após sua morte. Contudo, a verdadeira fé dos Apóstolos é revelada somente em suas Epístolas, e é por isso que nós estamos lutando para compartilhar e divulgar sua fé.
O que, então, é a fé dos Apóstolos? Estritamente falando, o Credo dos Apóstolos foi feito após ter passado a Era Apostólica. É, em outras palavras, um testamento de fé dos Apóstolos gravada pela geração que veio depois deles.
A fé dos Apóstolos é a fé nas palavras do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. O batismo que nós recebemos quando aceitamos Deus como nosso Salvador requer de nós a fé que confessa o seguinte: que o batismo de Jesus limpou todos os nossos pecados; que através do sangue de Jesus Cristo na Cruz nossos pecados foram devidamente julgados; e que Jesus foi enviado por Seu Pai como o Salvador dos pecadores. Assim, quando alguém acredita que seus pecados são redimidos pelo batismo e sangue de Jesus, ele então recebe o Espírito Santo de Deus.
Nós podemos entretanto fazer a seguinte pergunta para aqueles que desejam ser batizados: “você acredita que quando Jesus foi batizado por João, todos os seus pecados foram tirados de você e colocados sobre Seus ombros em lugar dos seus?” Quando a resposta é: “sim, eu acredito que todos os meus pecados e todos os pecados do mundo foram levados por Jesus”. Nós seguimos com outra pergunta: “você então acredita que Jesus, tendo recebido sobre seus ombros todos os seus pecados ao ser batizado por João, derramou Seu sangue na Cruz?” Aqueles que responderem afirmativamente são então batizados no nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
A fé nos Deus Triuno começa com a confissão: “eu acredito em Deus, o Pai Todo-Poderoso, o Criador do céu e da terra”. Somente aqueles que acreditavam e confessavam isso, os Apóstolos poderiam batizá-los em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. A verdadeira fé Cristã foi concedida somente àqueles que acreditavam no Evangelho da água e do Espírito. Por isso a Igreja de Deus foi construída sobre a fundação da fé dos doze discípulos.
As origens do Credo dos Apóstolos remontam ao Edito de Milão em 313 A.C, assinado pelo imperador romano Constantino. Considerando o fundo histórico ao status modificado do Cristianismo, voltando para uma religião fora da lei à oficial, religião do estado do Império Romano, essa mudança radical gerou significantes e crescentes interesses no Cristianismo entre todos os romanos. O que foi preciso então foi um padrão de fé para esses novos crentes desejosos para se tornar parte da Igreja de Deus.
O Credo dos Apóstolos tem suas origens nessa necessidade, e deve sua existência a pessoas que vieram após a Era Apostólica. Sua forma atual foi passada a nós após ser compilada e repetidamente revisada por vários conselhos religiosos que se seguiram à Era Apostólica. É por isso que o atual Credo dos Apóstolos deve ser reinterpretado através da fé no Evangelho da água e do Espírito, a fé diferenciada do Cristianismo e a fé verdadeira. Para difundir essa fé Cristã através do mundo, nós devemos acreditar e saber como Jesus levou os pecados da humanidade sobre Ele mesmo, como Ele fez esses pecados desaparecer, como Ele deu aos seres humanos sua vida eterna.
Mas existem incontáveis religiões no mundo. E cada religião tem sua própria deidade. A diferença entre essas deidades e o Deus Cristão é que enquanto as primeiras são meramente construções humanas, o último é do Deus que existe por Ele mesmo. Para acreditar no Deus Cristão, deve-se abandonar todos esses falsos deuses das religiões criadas pelo homem. Sem isso, todos os esforços são infrutíferos. A razão pelo qual nós enxergamos diante de nossos olhos com uma fé confusa sobre Deus é por causa da falta de conhecimento no Deus Criador e Seu nome.
No Império Mongól havia um deus chamado “Buruhung.” Esse deus não é considerado o criador do mundo, mas os mongóis mesmo assim adoram “Buruhung” como seu deus até os dias de hoje. Sendo assim, mesmo que eles creiam no Deus cristão como seu próprio Deus, eles também crêem no deus da nação deles. Isso torna impossível para eles ter a verdadeira fé. Se alguém crê que o Deus cristão é o mesmo que o deus de sua nação, ele não pode encontrar o Deus verdadeiro confessado na fé cristã. É por esse motivo que devemos dar testemunho do Deus Triuno do Cristianismo.
Por que é tão difícil para a verdadeira fé Cristã em Deus entrar em todas as nações do mundo? É porque muitos deles não podem distinguir a diferença entre seus deuses e o Deus Cristão; o Pai, o Filho, e o Espírito Santo. Outra razão de tal dificuldade é que o Cristianismo falhou em manter e pregar a verdade sobre a remissão de pecado, o Evangelho da água e do Espírito ao longo de sua história.
O Cristianismo que foi apresentado ao Império Mongol fez tantos compromissos com religião nacional existente, para evitar qualquer conflito de fé com as doutrinas Budistas dominantes, que isso resultou num fracasso para que a verdadeira fé Cristã florescesse. A verdade Cristã da expiação não pode ser compatível com as doutrinas Budistas. Essa verdade da expição significa que Jesus levou todos os pecados do mundo para o bem da humanidade, morreu na Cruz em nosso lugar, resurgiu dos mortos, e tendo desse modo salvado todos aqueles que acreditam nEle.
Mas uma das doutrinas Budistas é uma aversão à morte. A verdade central do Cristianismo é o Evangelho da água e do Espírito. E essa verdade reputa ao batismo de Jesus que Ele levou o pecado e Seu sangue foi derramado na Cruz. Mas por causa da doutrina Budista que proíbe qualquer morte, a Palavra que levou o pecado e a morte de Jesus não podia ser aceita ou acreditada como ela é. A doutrina Cristã da expiação, todavia, não poderia coexistir com a doutrina Budista da consciência.


Como resultado, o Cristianismo no Império Mongol acabou finalmente sendo absorvido pelo Budismo, e não pode mais ser encontrado na Mongólia. Quando a igreja no Império Mongol enfrentou tribulações e perseguições, contudo, muitos Cristãos fugiram para templos budistas sem muito hesitar e facilmente se converteram ao Budismo, e assim seguiram para a eventual morte do Cristianismo naquela nação.
A maior razão pela qual o Cristianismo desapareceu do Império Mongol tem a ver com o fato de que a fé Mongol no Deus Triuno não era certa. Eles viam “Buda” e Jesus como o mesmo Deus. Foi isso que levou ao eventual desaparecimento do Cristianismo do Império Mongol.
A vida eterna pode se tornar realidade somente para aqueles que são salvos dos seus pecados por acreditar no verdadeiro Deus do Cristianismo como seu único Deus, independentemente de quem eles são ou onde estão. Nós devemos entretanto acreditar no Evangelho da água e do Espírito, e no Deus Triuno. Esses são os fundamentos da nossa fé na Igreja de Deus, e nós também devemos dar testemunho dessa verdade. Essa verdade não é outra senão a fé dos Apóstolos de que esse livro fala. Existe somente um Deus no mundo todo, e Ele é o Deus Triuno. Seu nome é “Yahweh”, ou “Jesus o Salvador”, ou o “Espírito Santo”. Ele é o único Deus não somente para os Cristãos, mas também para todas as religiões.

O Triunfo da Fé em Tempos de Crise.

UMA REALIDADE  MUNDIAL PRINCIPALMENTE NO BRASIL COM TANTOS CORRUPTOS E INJUSTIÇA SOCIAL;
Na época de Habacuque, reinava Jeoaquim. Seu reinado teve a marca da violência e da ausência de uma justiça verdadeira. Habacuque vê a maldade social crescendo e a justiça manipulada por parte dos poderosos.
No início do seu livro ele se mostra perplexo, pois a violência se alastra e Deus parece não tomar nenhuma providência. O justo está sendo explorado e massacrado pelo corrupto e parece que Deus se mostra completamente apático, indiferente a tudo. Não é de admirar que o profeta clamasse em profunda angústia: “Até quando Senhor ...” (1:2).
O profeta viu Israel cair numa condição de apostasia. A nação estava se afastando de Deus. Entregara-se à idolatria e outras buscas destituídas de qualquer valor.
Que quadro triste! Pecado, imoralidade e vício dominavam o povo de Israel. A lei não era aplicada com equidade e honestidade. A justiça era frouxa e indolente. A ilegalidade campeava solta (1:3,4). A nação de Israel estava em grave decadência espiritual, moral e social.
Realmente, era um problema e não é para estranhar que Habacuque viesse a entrar em crise. Ele não conseguia entender porque Deus permitia tudo aquilo. Orou a Deus a esse respeito, mas Deus parecia não responder. Daí a sua perplexidade: “Até quando Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás?” (1:2)
A questão que Habacuque levanta e que a maioria dos cristãos enfrenta é: Onde está Deus que vê tudo isso e não faz nada para sanar o problema? Será que Deus não vê? Não vê toda esta brincadeira humilhante com a vida humana, como o direito está sendo pervertido, como o justo está sendo massacrado?
Vale a pena ter fé num Deus como este? Esta é a resposta que Habacuque nos dará em seu pequeno livro. A Fé que triunfa.

O SILÊNCIO DE DEUS EM MOMENTOS DE CRISE 

A primeira coisa que descobrimos quando estudamos as ações de Deus em Habacuque, é que pode parecer que Ele esteja estranhamente silencioso e inativo em momentos de crise.



RESPOSTAS INESPERADAS ÀS NOSSAS ORAÇÕESA segunda coisa que descobrimos é que Deus, às vezes, dá respostas inesperadas às nossas orações (1:5-11). Isto, mais do que qualquer outra coisa, foi o que deixou Habacuque perplexo. Por um longo tempo Deus parecia não responder. Então, quando responde, o que diz é mais misterioso até do que sua aparente falha em ouvir as orações.
Na mente de Habacuque estava claro que Deus tinha que castigar a nação e depois enviar um grande avivamento. Mas quando Deus disse: "Estou respondendo a sua oração suscitando o exército Caldeu para marchar contra suas cidades e destruí-las", o profeta não consegue acreditar no que ouviu. Mas foi o que Deus lhe disse, e que realmente aconteceu.
Deus responde a oração do profeta, mas de uma forma inesperada. Habacuque levou um susto, pois Deus iria suscitar os caldeus (Babilônicos) uma nação pagã para julgar o seu próprio povo. Habacuque queria que Deus respondesse a sua oração e Deus respondeu, mas não do jeito que ele queria.
Todos temos a tendência de prescrever as respostas às nossas orações. Freqüentemente, oramos dizendo a Deus exatamente como Ele tem de fazer, como se Ele fosse um Deus que não soubesse como agir. Tem gente que chega quase ao absurdo de ensinar a Deus como ser Deus.
Precisamos entender que Deus é livre. Ele faz o que quer, como e quando quiser. A Fé que triunfa é aquela que descansa na liberdade divina. Pela fé e pelo estudo das Escrituras, o cristão sabe que Deus nunca erra. Suas respostas podem parecer estranhas, podem parecer sem sentido, mas é assim que Ele age às vezes.
Um exemplo clássico. Os irmãos de José o venderam como escravo (Gên. 37) e assim foi ele parar no Egito. Muito mais tarde, porém José e seus irmãos se encontraram e ele declara que não foram eles, mas Deus que o enviara para lá (Gên. 45:7). Nossa Fé não é um sentimento positivo, nem um amontoado de conceitos moralistas e piegas. É a firme crença num Deus que tudo encaminha para o ponto que Ele deseja.

Pensamos que Deus pode se manifestar somente de uma forma. Mas a Bíblia ensina que Deus, às vezes, responde as nossas orações permitindo que as coisas piorem muito antes que possam melhorar. Ele pode, às vezes, fazer o contrário do que prescrevemos. Ele pode sim, às vezes, nos colocar à frente de um exército caldeu. Mas é um princípio fundamental na vida e caminhar da fé que, quando tratamos com Deus, devemos estar sempre preparados para o inesperado.
Certa vez li o seguinte caso em um livro:
Havia um membro de uma determinada Igreja que era a “pedra no sapato” de toda a comunidade. Era criador de casos, sempre mal-humorado, era altamente personalista e sua palavra devia ser sempre a última em todos os assuntos. Numa noite de vigília, não se sabe se querendo isentar-se de culpa ou transferi-la para outros, orou dizendo: “Deus, remove desta Igreja aquele que a atrapalha”. No dia seguinte, menos de 24 horas depois, seu corpo estava sendo velado no templo daquela Igreja.
Orar pode ser perigoso. Queremos que Deus, realmente, responda às nossas orações ou apenas que Ele nos beneficie?

DEUS USA OS ÍMPIOS COMO INSTRUMENTO
Eis agora um terceiro aspecto surpreendente dos caminhos de Deus. Ele usa, às vezes, instrumentos estranhos para corrigir sua Igreja.
Os caldeus, dentre todos os povos, são os que Deus levanta para disciplinar o seu povo. Habacuque não podia imaginar tal coisa. Mas aqui também está um fato evidente em toda a Bíblia: Deus usa o instrumento que quiser.
No curso da história, Ele tem usado toda sorte de instrumentos estranhos e inesperados, para a realização de seus propósitos. Usou Pilatos, usou Herodes, usou Saul, usou uma mula. O mal não é de sua autoria, mas Ele, às vezes, o usa para educar e corrigir os da sua Igreja.
Quantas vezes somos acometidos por uma enfermidade, desemprego, crise conjugal, injustiças ou outras tragédias da vida?
Deus é livre para usar qualquer instrumento para disciplinar o seu povo. "O Senhor corrige o que ama" e "Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos" (Sl 119:71).

O TRIUNFO DA FÉ
“Mas o justo viverá pela sua Fé” (2:4).
Sim, o justo, o crente em Jesus, viverá pela sua fé. E esta fé no Senhor triunfante, ressuscitado e glorioso, transmite à vida diária uma vitalidade vibrante.
O cristão não se abate com o presente, embora o veja muitas vezes como sendo sombrio.
“Ainda que a figueira não floresça, nem há fruto na vide; o produto da oliveira mente e os campos não produzam mantimentos; as ovelhas foram arrebatadas do aprisco e nos currais não há gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação”.
(Hab. 3:17, 18).
Este texto é uma declaração de fé em um momento de crise inigualável. Faltariam figos, uvas, azeitonas, os campos não produziriam os alimentos. O Rebanho seria exterminado. Os currais sem gado. E qual é a atitude do profeta? Desespero? Inconformismo? Não. Fé!.
Habacuque nos ensina que a resposta à crise é a fé. Sua segurança não brota de emoções, mas de uma fé viva. E quem crê, não se abala. "Aqueles que confiam no Senhor são como o monte de Sião, que não se abala, estão firmes sempre" (Sl 125:1).
“Ainda que a figueira não floresça... e nos currais não há gado, todavia, eu me alegro no Senhor”. (Hab. 3:17 ).
Que fé! No meio da crise, alegria. Que lição para todos os cristãos aborrecidos, murmuradores, emburrados com Deus e com o mundo.
Façamos como Habacuque, manter a fé em Deus mesmo que Ele se mostre indiferente às nossas orações; manter a fé mesmo que suas respostas sejam inesperadas; manter a fé mesmo que Ele esteja usando instrumentos dolorosos para nos disciplinar e educar e ainda que venhamos a perder tudo, todavia, devemos nos alegrar no Senhor, pois Ele é a única riqueza que vai perdurar sempre.
Que o Senhor da Fé nos abençoe! g
graça e paz.