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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O FRUTO DO ESPÍRITO.

Através do Fruto do Espírito Santo o caráter de Cristo é novamente formado no homem. O pecado afetou consideravelmente imagem de Deus em nós levando-nos a produzir as obras da carne. (Efésios 2.2,3; Gálatas 5.19-21) Entretanto através do novo nascimento, Cristo é novamente formado em nós e assim somos transformados constantemente de glória em glória, crescendo na graça e no conhecimento de Jesus Cristo. (2 Co 3.17,18) A manifestação do fruto do Espírito Santo diz respeito à nossa santificação. (separação do pecado e consagração a Deus) É através da manifestação do fruto do Espírito Santo que a maturidade espiritual torna-se perceptível. Qualquer novo convertido pode manifestar fruto do Espírito Santo se a sua conversão for realmente autêntica.
Na Bíblia, em João 15.1,2 Jesus se expressou assim: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.” Ele usou a metáfora da videira para comunicar a necessidade de um relacionamento vital entre ele e o crente a fim de que haja a produção do fruto Espírito Santo. Esta é a maneira que evidencia que somos discípulos de Cristo. (Mt 7.16; 5.13-16) É através do fruto do Espírito Santo que Deus é glorificado em nossa vida, e assim muitos são abençoadas através de nosso bom testemunho. (João 15.8) A Bíblia declara que o fruto do Espírito Santo é o amor, o qual foi derramado por Deus em nossos corações (Rm 5.5) Lendo em Gálatas 5.22 verificamos que o fruto do Espírito pode se apresentar de 9 formas distintas:
  1. o fruto do espírito santoAmor(gr. ágape) – É o amor divino para com a humanidade perdida. (Jo 3.16) É um amor imutável, sacrificial, espontâneo e que nos leva a amar até os próprios inimigos. (Mt 5.46,48)
  2. Alegria (gozo)– é o amor exultante. É uma alegria constante na vida do crente, decorrente de seu bem-estar com Deus. Este amo se manifesta inclusive nas tribulações. (2 Co 7.4; At 13.52)
  3. Paz– A paz é o amor em repouso. É uma tranqüilidade íntima e perfeita, independente das circunstâncias. Podemos desfrutar da paz em três sentidos: Paz com Deus (Rm 5.1; Cl 3.15); paz com o próximo (Rm 12.18; Hb 12.14) e a paz interior. A paz que guarda nossos corações e os nossos sentimentos em Cristo Jesus. (Fp 4.7) Os ímpios não tem paz! (Is 48.22)
  4. Longanimidade (paciência)– É o amor que suporta a falta de cortesia e amabilidade por parte dos outros. (Ef 4.2; 2 Co 6.4) É a paciência de forma contínua. Paulo reconheceu a paciência de Jesus Cristo para com ele. (1Tm 1.16) Em 2 Coríntios 6.4-6 Paulo fala da muita paciência.
  5. Benignidade –É uma forma de amor compassivo e misericordioso. É a virtude que nos dá condições de sermos gentis para com os outros, expressando ternura, compaixão e brandura. A benignidade de Deus na vida de Paulo impediu de o carcereiro de Filipos de suicidar-se. (Atos 16.24-34)
  6. Bondade –É a prática do bem, o amor em ação. É ser uma bênção para os outros. (Rm 15.14) e alcança o favor de Deus (Pv 12.2). É o amor generoso e caridoso. Se antes fazíamos o mal agora Cristo nos capacita para sermos bons para com todos.
  7. Fé –Não é apenas crer e confiar. É também ser fiel e honesto, pois Deus é fiel. (1 Co 1.9) Através desta virtude o crente se mantém fiel ao Senhor em quaisquer circunstâncias. Descobrimos se temos esta qualidade quando somos desafiados à infidelidade. É o amor em sua fidelidade a Deus. (1 Pe 1.6,7)
  8. Mansidão –Virtude que nos torna pacíficos, com serenidade e brandura diante de situações irritantes, perturbadora e desagradáveis. Antes éramos agressivos e nos irritávamos com qualquer coisa que nos contrariava. Jesus falou para aprendermos a mansidão com ele. (Mt 11.29). Ele se conservou manso diante de seu traidor. (1 Pe 2.21-23), e curou a orelha do servo do sumo sacerdote que fazia parte dos que tinham ido prendê-lo. (Lc 22.51) É o amor submisso a Deus.
  9. Temperança (Domínio próprio)– Deus respeita o nosso livre arbítrio e por isso não nos domina, mas nos guia na verdade. Além da orientação do Espírito Santo contamos com o domínio próprio que atua como um freio contra as paixões da carne as quais vão contra os propósitos de Deus para nossa vida. De vez em quando somos tentados, velhas paixões e coisas ilícitas podem bater à porta de nosso coração (1 Co 10.13 ;2 Pe 2.9) mas através dessa virtude o crente avalia e reconhece que a vontade de Deus é mais importante e assim ele é vitorioso. (Mt 10.37-39). É o domínio próprio que nos aperfeiçoa em santidade, por isso precisamos cultivá-lo (1 Co 6.12; 9.25) É o amor disciplinar de Deus. O domínio próprio envolve todas as áreas de nossa vida: os pensamentos, palavras e atos.
Conclusão: A Bíblia fala de diferentes níveis de frutificação: fruto (Jo 15.2a); mais fruto (Jo 15.2b); muito fruto (Jo 15.5,8) e o fruto permanente (João 15.16) Todos nós que já possuímos uma aliança com Deus fomos designados para darmos o fruto do Espírito Santo afim de que sejamos espirituais e não mais carnais. O caminho para a frutificação é ser sensível à voz do Espírito Santo em nosso interior. É Ele quem nos impulsiona a buscar a plena vontade de Deus para nossa sua vida. (Rm 12.1-2; 2 Co 7.1) Por sua vez a busca pela vontade de Deus envolverá o exercício de nossa fé (fidelidade) e esta opera a maturidade. (Hb 5.14)

Uma pessoa madura na fé experimenta o melhor de Deus, as coisas excelentes. Em Efésios 5.9,10 lemos: “Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade; aprovando o que é agradável ao Senhor. (Efésios 5.9,10). Vejamos a oração de Paulo pelos filipenses: “E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento, Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo; Cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.” (Filipenses 1.9-11) Este é o plano de Deus para a restauração do homem a fim de que este venha a cumprir o propósito para o qual foi criado: glorificar a Cristo.
“Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos.” (2 Timóteo 1.6)

terça-feira, 21 de julho de 2015

DEUS ESTÁ EM SILÊNCIO OU VOCÊ É QUE NÃO O ESTÁ OUVINDO...

Ele está falando, mas você insiste em não escutar!Quem nunca fez uma oração sincera e após isso não ouviu nenhuma voz, não viu nada acontecer, não sentiu nenhum movimento da parte de Deus? Isso acontece com todos nós. Em muitos momentos somos impactados pelo inquietante silêncio de Deus. Ou melhor, achamos que Deus está em silêncio, pois não conseguimos interpretar aquilo que Ele está querendo dizer ou mostrar, o significado desse “silêncio” que estamos pavorosamente experimentando. Parece ser exatamente esse o sentimento que tomou conta do salmista, que suplicou uma resposta clara de Deus: “Atenta para mim, responde-me, SENHOR, Deus meu! Ilumina-me os olhos, para que eu não durma o sono da morte.“ (Sl 13.3). Pensando nesse “silêncio” de Deus, o que ele poderia significar? O que Deus pode estar querendo falar a nós através do Seu suposto silêncio?
o-que-pode-significar-o-silencio-de-deus
(1) O que você quer fazer está incorreto, errado diante de Deus. O silêncio de Deus pode ser um indicativo de que nossas motivações estão erradas. Podemos estar sendo levados por interesses egoístas, paixões carnais, teimosia, caprichos, falsa religiosidade, orgulho, cobiça, etc. Nesse caso, o silêncio de Deus é um indicativo claro para uma reflexão mais cuidadosa de nossa parte a respeito do que estamos pedindo e por que Deus não está respondendo: “pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” (Tg 4.3). Ou seja, é bom que reflitamos a forma e as motivações dos nossos pedidos que, em muitos casos, podem explicar o silêncio de DEUS.

(2) Não é o tempo certo de você fazer o que quer fazer. Quando estamos diante do silêncio de Deus, quase sempre não nos ocorre que não chegou ainda a hora de Deus agir concedendo nossa petição. Achamos que nós é que estamos certos, que sabemos o tempo e o modo de as coisas acontecerem. Somos ansiosos, impacientes, sem esperança, sem fé diante dos nossos pedidos e do silêncio de Deus. “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Ec 3.1). Por que somos tão relutantes em descansar e crer que o silêncio de Deus pode ser um indicativo de que ainda não chegou a hora Dele agir em nosso favor?
(3) Deus está testando sua fé. Encontramos por toda a Bíblia Deus em silêncio e ao mesmo tempo testando a fé e a esperança de Seus servos. Uma pergunta precisa ser respondida: Até quando conseguimos manter a esperança e a fé em Deus mesmo ser ter uma resposta – clara – Dele? Muitos sucumbem a esse questionamento e abandonam a Deus, pois estavam mesmo interessados apenas em Suas bênçãos e não Nele como o seu caminho, verdade e vida. Apesar do salmista citado no inicio desse texto estar buscando desesperadamente a resposta clara de Deus, ele não deixa de registrar que, apesar do silêncio de Deus, ele permanece confiante na ação do Pai: “No tocante a mim, confio na tua graça; regozije-se o meu coração na tua salvação. Cantarei ao SENHOR, porquanto me tem feito muito bem.” (Sl 13.5-6)   
(4) Deus não está em silêncio, você é que não O está ouvindo. Já passou por sua cabeça que Deus pode estar falando e você não estar percebendo? Pois é, isso normalmente acontece na vida das pessoas que não têm uma intimidade bem fundamentada com Deus. Elas não convivem de verdade na presença do Pai, por isso, têm dificuldades de ouvir a Sua voz. Jesus disse: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz” (Jo 10.27). Para reconhecer mais nitidamente a voz do pastor é preciso ter intimidade com Ele. O salmista explica isso muito bem, quando diz que “A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança.” (Sl 25.14). Talvez o silêncio de Deus seja, na verdade, uma surdez que você está vivendo. Ele está falando, mas você insiste em não escutar!

quinta-feira, 9 de julho de 2015

"jugo desigual",O método de Deus para o cristão manter-se puro em um mundo corrompido

A Doutrina Bíblica da Separação

O método de Deus para o cristão manter-se puro em um mundo corrompido
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A doutrina da separação é, provavelmente, a menos compreendida e a menos ensinada pelos pastores nos dias atuais. Os fundamentalistas que a enfatizam normalmente deixam de aplicá-la aos irmãos, insistindo que a unidade precisa ser preservada e que nunca devemos nos separar de um irmão ou irmã em Cristo. De acordo com a visão deles, a separação pessoal do pecado e a separação eclesiástica das denominações apóstatas, é a única responsabilidade dos cristãos. Mas, o que dizem as Escrituras?

Para começar nossa discussão, vamos citar parte de uma nota de rodapé sobre separação, que encontramos na Nova Bíblia de Referência de Scofield. A nota de rodapé para 2 Coríntios 6:17, diz o seguinte:
"Separação: (1) Separação nas Escrituras tem dois aspectos: (a) de tudo que for contrário à mente de Deus; e (b) Separação para o próprio Deus. O princípio subjacente é que em um universo moral é impossível para Deus abençoar plenamente e usar seus filhos que estão contemporizando ou em cumplicidade com o mal. (2) A separação do mal implica em (a) separação em desejos, motivos, e atos, do mundo, em um sentido mau eticamente deste presente sistema mundano....; e (b) separação dos falsos mestres, que são descritos como 'vasos para desonra' [2 Timóteo 2:20-21; 2 João 9-11]. (3) A separação não é do contato com o mal no mundo ou na igreja, mas da cumplicidade e conformidade com ele..."

Logicamente, esses comentários referem-se à passagem em 2 Coríntios 6:14-18:
"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso."

A imagem produzida pela expressão "jugo desigual" é a de tentar colocar dois animais totalmente diferentes - como um boi e uma mula - em uma mesma canga e esperar que ambos trabalhem bem em conjunto. O caos será o único resultado possível, pois os temperamentos dos dois animais são muito diferentes. O boi é vagaroso e pesado, enquanto a mula tende a ser mais rápida. O boi é sossegado e dificilmente se deixa incomodar pela natureza externa, mas a mula cabeça-dura freqüentemente afasta-se de qualquer coisa que reconheça momentaneamente como uma ameaça. Em outras palavras, nenhum fazendeiro experiente seria tolo de tentar tal coisa, pois simplesmente não daria certo. No entanto, infelizmente, no reino espiritual, muitos cristãos fazem basicamente a mesma coisa, casando-se com uma pessoa não-convertida! Isso, meus amigos, é um jugo espiritual desigual e tem uma alta probabilidade de resultar em infelicidades pelo resto da vida. É por isto que os rapazes e moças cristãos devem tratar cada namorada(o) como um potencial cônjuge e nunca iniciar um namoro com uma pessoa não-convertida. Por que? Porque o velho adágio "O amor é cego" não é verdadeiro - o correto é "o amor não se importa"! Quando você se apaixona por alguém, parece que tudo faz sentido! Portanto, para livrar-se de muitas dores, fique longe das moças lindíssimas ou dos rapazes atraentes não-convertidos. Pratique a separação. Isso não significa que devamos evitar totalmente as pessoas incrédulas e agir como se estivessem infectadas por uma doença grave. Não, significa que devemos estar separados - não isolados. Estamos no mundo mas não somos do mundo. Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nos deu o exemplo perfeito. Ele esteve com os "pecadores" [o antigo eufemismo para perdidos], fez refeições e associou-se com eles para lhes dar testemunho, mas certamente não participou de suas obras más e manteve-se separado e puro. Podemos e devemos fazer a mesma coisa em nossas vidas cotidianas.

A maioria dos cristãos fundamentalistas não tem muito problema em compreender esse aspecto da separação, mas infelizmente muitos deixam de praticá-lo. Muitos falham na área dos negócios quando se metem em sociedades comerciais com os incrédulos. A atitude deles é que ficar afastado de alianças espirituais erradas é uma coisa, mas a pessoa ainda precisa ganhar a vida. Adotar essa mentalidade é rejeitar diretamente a Soberania de Deus e proclamar a todos que ele não é capaz de prover o necessário para suas próprias ovelhas. Chame do nome que você quiser, mas ainda é um jugo desigual. Quando colocamos Deus em primeiro lugar em nossas vidas e praticamos a mordomia correta com aquilo que na realidade pertence a ele, não precisaremos depender de relacionamentos sem base bíblica para ganhar nosso pão de cada dia. Pratique a separação e observe como Deus o abençoa.

A separação eclesiástica é outra área que é bem fácil de compreender. Precisamos adotar e manter uma barreira entre nós e aqueles que praticam uma variedade de "cristianismo" que não existe na Bíblia. Como disse Shakespeare, "Nem tudo o que reluz é ouro". E nem todo aquele que se diz convertido realmente é. Quando a doutrina for má, fique longe deles. O Movimento Ecumênico não é nada mais do que um repúdio em massa à doutrina bíblica da separação, disfarçada sob um estandarte de unidade e precisa ser rejeitado como falso. E, é essa precisa violação da doutrina que requer que vejamos Billy Graham e todos os outros de seu tipo com extrema cautela. Eles são conhecidos como "neo-evangélicos" e são famosos por rejeitarem a doutrina bíblica da separação. A posição deles é a da "infiltração" [um termo que eles mesmos adotaram] e é a antítese da separação, fazendo exatamente o contrário. Em outras palavras, a filosofia deles é parecer, falar e agir como o mundo, para então "ganhar o mundo para Cristo". Para maximizar as conversões, insistem no pragmatismo - fazer qualquer coisa que sirva para produzir números. Se os números "vierem à frente, atendendo ao apelo" então os métodos usados estão justificados. Isso, meus amigos, assemelha-se à moral jesuíta - o fim justifica os meios. Deus não apóia isso!!! Qualquer pessoa descarada o suficiente para insistir que a doutrina bíblica da separação está "fora de moda" e "não funciona mais" [talvez não sejam as citações exatas, mas bem próximas do sentido desejado pelo porta-voz neo-evangélico Harold Ockenga, em 1957] é um herético e após duas ou três admoestações deve ser rejeitado [Tito 3:10]. Vejamos o verso inteiro:
"Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o."

Billy Graham e outros neo-evangélicos foram admoestados tantas vezes pelos pastores fundamentalistas conservadores, que os números sem dúvida chegam aos milhares! Todavia, eles se mantêm irredutíveis e se recusam a abandonar a estratégia original e a declaração de propósito, tentando cegamente fazer a obra de Deus da maneira do homem. Que Deus tenha misericórdia deles! Esperamos que com esta explicação do afastamento doutrinário deles, muitos mais percebam porque continuamos a apontar o erro deles, a despeito de incorrer na ira daqueles desinformados que pensam em colocá-los em pedestais de santidade. Não é uma questão do que pensamos, mas do que Deus diz em sua Palavra!

Se você dirigir o carro para uma quadrilha que assaltou um banco, é considerado tão culpado quanto aqueles que entraram no banco e perpetraram o assalto? Certamente que sim! A lei descreve isso como cumplicidade, um participante no crime. E, existem muitas aplicações jurídicas desse princípio. Existem também muitas aplicações na área da separação. Se voltarmos à nota de rodapé na Bíblia de Scofield, vemos que ela menciona contemporização e cumplicidade com o mal. O que isso está nos dizendo? Basicamente, indica que não precisamos ser aquele que está envolvido em um pecado específico para estarmos errados - simplesmente contemporizar ou estar em cumplicidade já é pecaminoso. Isso é grave e precisa ser encarado com seriedade, pessoal. Deus nos considera responsáveis por nossas ações e, quando conscientemente flertamos com a multidão errada, somos tão culpados quanto ela. Isso tem grandes implicações e deve deixar muitos pastores nervosos no que se refere à prática doutrinária. Por exemplo, se um pastor sai por uma tangente doutrinária, como o neo-evangelicalismo e não é questionado pelos diáconos, então eles são tão culpados por não praticarem a separação quanto o pastor! Se a doutrina continua sendo desconsiderada e o pastor foi questionado da maneira bíblica correta pelos membros da congregação, então eles têm três escolhas: (1) Pedir a renúncia do pastor, ou (2) Caladamente deixar a igreja, ou (3) Não fazer nada e ser cúmplices da doutrina errada. Esse pecado é o equivalente moral da AIDS e milhares de pastores já estão infectados ou apresentam resultado positivo no teste do vírus. São os resultados das "novas medidas para uma nova teologia" de Charles Finney - o fruto amargo de uma decisão deliberada e aberta de tentar fazer um melhor trabalho de evangelismo que Deus! O orgulho pecaminoso está no centro da matéria - um desejo intenso por resultados e de receber a aprovação dos homens - a velha mentalidade "minha igreja é maior do que a sua". E, a mentalidade é insidiosa e afeta os homens de maneiras estranhas - homens que negariam com veemência tê-la, mas que assim mesmo adotam atitudes de grandeza no que se refere aos números. Por exemplo, um certo pastor (que não será citado para proteger os símplices) pontifica em seu livro que existem pastores demais e que a maioria de nós deveria renunciar para que nossos rebanhos sejam adequadamente pastoreados por líderes comprovados, como ele e alguns outros pastores das megaigrejas. E, essa gema vem logo após ele ter condenado os pastores que se orgulham dos números. Sem brincadeira! Ele dedica páginas e páginas defendendo e exaltando seu ego e eu quase queimei o livro de tanta raiva que senti, mas depois decidi conservá-lo como um constante lembrete do que o orgulho pode fazer com a mente humana.

Em seguida vem a separação dos irmãos desordeiros e aqui saímos da frigideira para cair no fogo. Raras questões causam mais dissensão entre os pastores do que essa. "Ah, nunca devemos em nenhuma circunstância nos afastar da comunhão com um irmão ou irmã em Cristo", é a expressão imediata em certos círculos quando o assunto é mencionado. Assim, para aqueles que mantêm essa noção sem base bíblica, preparem-se para um nocaute, pois a Bíblia ensina claramente esse princípio. O que dizem as Escrituras?

2 Tessalonicenses 3:6, 11 e 14-15 não poderiam ser mais claros:
verso 6 - "Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão, que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu."

verso 11 - "Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs."

versos 14-15 - "Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal, e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe. Todavia não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão."

Essas palavras contundentes do apóstolo Paulo foram necessárias porque alguns crentes em Tessalônica estavam com a falsa idéia que o arrebatamento ocorreria em um futuro próximo. Muitos deles venderam suas propriedades, abandonaram seus empregos e ficavam ociosos, esperando o retorno do Senhor. Enquanto aguardavam, alguns recusavam-se a trabalhar pela comida que recebiam, enquanto outros ficavam se metendo na vida alheia. Assim, Paulo lhes deu (ou nos deu) essas instruções sobre o que precisavam fazer para corrigir tal comportamento. Observe que Paulo usa o advérbio "desordenadamente" - derivado de uma expressão militar que significa "marchar em outro ritmo", fora de sintonia com os demais. Aquelas pessoas estavam caminhando fora da linha, com um ritmo errado, e recusando-se a ouvir e a raciocinar, de modo que algo teve de ser feito para chamar a atenção deles. A cura era uma boa dose de separação! Paulo disse para afastar-se deles mas sem cortar a comunhão. O resultado pretendido seria envergonhá-los e despertar neles o desejo de se acertarem com todos na igreja. Não sei sobre você, mas se outros crentes viessem até mim e me dissessem que estou fora da linha e, por causa da minha obstinação, será necessário para eles afastarem-se da comunhão comigo - eu ficaria muito triste. Minha velha natureza pecaminosa não gostaria nem um pouco e sem dúvida tentaria da melhor forma racionalizar meu comportamento e fazer desculpas, mas em algum momento eu seria forçado a admitir minha falha e a pedir o perdão dos irmãos. Como disse o poeta escocês Robert Burns em um de seus poemas, "Ah, se tivéssemos o poder de nos ver como os outros nos vêem!" Se pudéssemos, não gostaríamos tanto de nós mesmos. Algumas vezes, algumas medidas drásticas são necessárias.

Entretanto, alguns adversários desse tipo de separação insistem com veemência que esse ensino aplica-se somente ao caso específico dos irmãos desordenados em Tessalônica, quase 2.000 anos atrás! Acho isso absolutamente ridículo, pois se fôssemos adotar esse método de exegese, grande parte da Bíblia deixaria de ter relevância para nós. Não, o princípio é claro e a razão é doutrinariamente sólida. Pecado é pecado, independente do lugar em que for encontrado e precisamos nos separar dele tão cedo quanto possível. Deus sabe que o pecado é altamente contagioso e, quando cometemos o erro de tolerá-lo, cedo ou tarde ele se gruda em nós. Uso freqüentemente a simples ilustração do mineiro que veste uma camisa branca! Se você trabalhar com um amontoado de carvão, vai ficar todo sujo e manter a camisa branca limpa será altamente improvável. Nossa caminhada neste mundo é muito similar, e precisamos usar todos os métodos que Deus nos deu para nos manter tão limpos quanto possível. Os irmãos que deliberadamente querem desobedecer não devem ser tolerados! É simples assim. Se você não consegue arrazoar com eles, afaste-se, pois a tolerância ao pecado deles é cumplicidade. Lembra-se do motorista do carro da quadrilha no assalto ao banco? Se você virar o rosto quando seu pastor, ou qualquer outro irmão, desviar-se do caminho correto em que deve andar, é culpado também. Se tivermos a coragem de defender o que é certo e agirmos de acordo com o procedimento correto prescrito na Bíblia, isto é, admoestarmos duas ou três vezes, poderemos ajudar a livrar alguém da servidão a Satanás. É trágico que esse passo muito prático seja tão negligenciado e tão malcompreendido, mas o brado irracional contínuo pela "unidade cristã" na verdade obscureceu a Palavra de Deus. Meus amigos, a doutrina nunca deve ser sacrificada em prol da unidade. E, não é necessário muita imaginação para ver que os números têm uma parte significativa na insistência pela unidade a todo o custo. A obediência a Deus é mais importante, mesmo que signifique termos um "reavivamento pela porta dos fundos" e perdermos a maioria dos membros. A experiência prova que aqueles que se afastam dessas coisas raramente fazem parte do "grupo que participa da Reunião de Oração" - os poucos fiéis - a literal espinha dorsal da maioria das igrejas. Como óleo e água, o joio e uma aplicação sólida e consistente da doutrina não se misturam.

A mentalidade "ganhá-los a todo o custo" não tem base nas Escrituras. A salvação de Deus foi assegurada antes da fundação do mundo [Efésios 1:4]. Ao contrário das exortações emocionais feitas por muitos pastores, nenhuma alma irá para o inferno por causa da falha de algum dos santos de Deus em testemunhar. A salvação é realmente do Senhor e ele ficará satisfeito com o resultado final, de acordo com Isaías 53:11-12:
"Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si. Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si os pecados de muitos, e intercede pelos transgressores."

Ao contrário da opinião popular, Jesus Cristo não morreu pelos pecados de todo o mundo - somente dos eleitos. Observe nos versos acima que ele levou as iniqüidades deles - falando dos muitos (não todos) a quem justificou. Além disso, esse pensamento é reiterado no verso 12, em que observamos que ele levou os pecados de muitos (novamente, não todos, como é a crença comum hoje). Se Cristo morreu pelos pecados de todos os indivíduos - pergunte a si mesmo como ele poderia ficar satisfeito com o fruto do seu trabalho, quando sabe que a vasta maioria passará a eternidade no Inferno? Resignado deveria ser um termo mais apropriado, se isso fosse verdadeiro! Essa é uma má aplicação das Escrituras e é fundamental na teologia de Finney, que ensina que todos os homens tiveram seus pecados pagos e tudo o que precisam fazer é aceitar a Cristo como Salvador para irem ao céu ao morrer. Essas "novas medidas" do evangelismo não foram concebidas para combinar bem com as antigas doutrinas da Eleição e da Predestinação - tão claramente ensinadas na Palavra de Deus - mas foram feitas se encaixar com uma nova teologia que supostamente poderia "trazer reavivamento quando desejado" [citando suas próprias palavras]. Os números são, obviamente, sua principal motivação, e aproximadamente 150 anos depois, seus métodos foram afiados para atingir a perfeição psicológica. Como resultado, os pastores fazem esforços ridículos para tentar superar uns aos outros e ver quem constrói a maior igreja na cidade. "Venham, aqui todos são bem-vindos. Responda ao apelo, faça sua profissão de fé, seja batizado, torne-se membro, comece a consagrar seu dízimo - o céu é a próxima parada!" No entanto, 150 anos atrás, uma pessoa precisaria caminhar no caminho estreito por um certo tempo até ser aceita como membro de uma igreja. Algumas evidências de o Espírito Santo estar habitando naquela pessoa precisariam ser observadas como prova de genuína regeneração, até que ela fosse recebida como membro do corpo de Cristo. A separação era praticada, e por uma boa razão - eles estavam fazendo o melhor que podiam para evitar a presença de joio no meio do trigo. Hoje, a regra de ouro é "Quanto mais, melhor" e o objetivo é criar megaigrejas.

O neo-evangelicalismo tornou-se inevitável uma vez que as barreiras foram rebaixadas e todo homem, mulher e criança na Terra passou a ser considerado como alvo para a persuasão. A separação, como doutrina, foi rejeitada porque não contribui para inchar os números. "Jesus Cristo morreu pelos seus pecados e todos eles já foram pagos na cruz. Tudo o que você precisa fazer é aceitar a Cristo como seu Salvador para ser eternamente salvo." Isso soa maravilhoso e, como mencionei diversas vezes, ensinei, cri e preguei sobre isso durante muitos anos - mas é uma total bobagem e ainda estou admirado pelo fato de não ter visto isso antes! "A fabricação de Finney" é absolutamente impossível de acordo com a Bíblia, pois os homens mortos espiritualmente [Efésios 2:1], que são escravos de Satanás [Efésios 2:2], e que não podem compreender o que se discerne espiritualmente [1 Coríntios 2:14], se deixados por sua própria conta não buscam a Deus [Romanos 3:11] - não têm a capacidade de aceitar ninguém. Estão mortos espiritualmente! Até que Deus restaure a viva espiritual deles, são incapazes da crer realmente, e qualquer aceitação de parte deles não é nada mais que uma fútil tentativa de escapar do fogo. Um número incontável de pessoas em todo o mundo continua a ser persuadido por meio da pressão psicológica a "aceitar" a Jesus Cristo e é levado a um falso senso de segurança. No entanto, o resultado verdadeiramente trágico disso tudo é o que está provocando em nossas igrejas. A doutrina da separação raramente é ensinada ou praticada, e está havendo uma invasão de hordas de joio não-convertido - suas naturezas carnais estão arruinando qualquer rastro de espiritualidade e suas atitudes e seu estilo de vida mundano logo tornam-se a norma para as congregações. Eles literalmente não podem compreender o conteúdo espiritual da Palavra de Deus e insistem em serem alimentados com sermões sobre o tema "sinta-se bem consigo mesmo", que os ajudem a aliviar as dificuldades da vida diária. O estudo bíblico sério degenera rapidamente para análises de livros e discussões sobre temas ambientais. As preocupações sociais tornam-se mais importantes que as questões espirituais. Isso tudo parece familiar a você? Deve parecer, porque em geral, as igrejas estão repletas disso. Entretanto, enquanto a igreja estiver experimentando "crescimento", o pastor achará que está tudo bem, pois sua aposentadoria está garantida.

"Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso."
Se você participa de uma igreja que está nessa situação, receba nossos pêsames - mas há algo que pode fazer! Você vai continuar sendo cúmplice com a má doutrina e com as más práticas, ou praticará a doutrina bíblica da separação? A escolha é sua.

Se Deus permitir, voltaremos ao assunto.
Autor: Pr. Ron Riffe
Tradução: Jeremias R D P dos Santos

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Você tem consagrado ao Senhor TODAS as suas obras?

Estava estudando a Bíblia hoje, me preparando para o Mês da Sabedoria e encontrei o seguinte versículo:
Consagra ao SENHOR todas as tuas obras e os teus planos serão bem-sucedidos.( Provérbios 16:3)
Você tem consagrado ao Senhor TODAS as suas obras?
                                                                                                                                                        Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos.” (Provérbios 16. 3 – NVI)
Todos nós temos planos e sonhos para as nossas vidas. Todos nós queremos que eles se realizem de forma que nos beneficiem e nos façam felizes. Alguns sonham junto com Deus, outros têm seus sonhos totalmente à parte de Deus. Cada um tem a liberdade de conduzir os seus sonhos da forma que acha melhor. No entanto, a palavra de Deus sempre nos dará a direção correta na condução de toda a nossa vida, inclusive dos nossos planos e sonhos.
O provérbio citado no inicio do artigo começa falando: “Consagre ao Senhor tudo o que você faz”. Consagrar significa dedicar a Deus tudo que fazemos e o que pretendemos fazer. É participar Deus de tudo, entregar tudo a Ele, submeter tudo à Sua vontade, estar pronto a fazer com que tudo que aconteça ou que conquistemos seja para honrar o nome de Deus. Consagrar é confiarmos que Deus está na direção de tudo e fazermos a nossa parte, agradando-O. Isso é consagrar.
O provérbio nos garante que agindo assim os nossos planos serão bem-sucedidos. Um plano bem-sucedido é um plano que dá certo. No entanto, esse conceito de “dar certo” deve estar bem entendido em nossa mente. Para o servo de Deus o plano que dá certo é aquele que é conduzido exatamente na vontade de Deus, e nem sempre a vontade de Deus “bate” com a nossa vontade. Isso pode fazer com que um plano que, aparentemente, aos olhos das pessoas e até aos nossos, não tenha dado certo, na verdade, tenha sido sim bem-sucedido!
Para o mundo, o plano que é bem-sucedido é aquele que consegue sucesso, que acontece segundo seus idealizadores desejam, independente se Deus foi glorificado ou não. Porém, para o que consagra tudo a Deus, o conceito de bem-sucedido é outro.
O servo de Deus sempre faz a sua parte e fica sensível ao que Deus lhe mostra. Agindo assim, todos os nossos planos serão bem-sucedidos, ainda que em sua formatação final as coisas não tenham saído como desejou o nosso coração. A garantia disso vem de Deus. Para muitos a morte de Jesus na cruz não foi algo bem-sucedido. Alguns olhavam para Jesus e o desafiavam a descer da cruz e salvar-se a si mesmo. Para eles, isso seria “Jesus ser bem-sucedido”. Porém, sabemos que foi sim bem-sucedida a morte na cruz, pois atendeu a todo o desejo de Deus, a toda a Sua vontade.
Fazer a vontade de Deus e consagrar tudo a Ele é a garantia de que tudo dará certo! E tudo dará certo quando Deus disser: Deu certo!

há "pecadinho e pecadão"?

Hoje, muitas pessoas reagem contra o legalismo e a discriminação afirmando que todos os pecados são iguais perante Deus e que, portanto, não existe pecadinho, nem pecadão. Contudo, a Bíblia parece mostrar uma complexidade maior sobre o assunto.
No excerto abaixo, parte do artigo “A prática homossexual é igual qualquer outro pecado?”, Robert Gagnon dá 12 exemplos de que nem todos os pecados são iguais. Como este é um tema polêmico, leia e reflita antes de reagir.
O fundamento escriturístico da visão de que alguns pecados são piores do que outros
Ainda assim, continuo sendo um ‘homem da Bíblia’; então, atentemos para ela. Provas para a visão de que a Bíblia considera alguns pecados como piores do que outros são praticamente infindáveis, de modo que encerrarei a lista quando chegar numa dúzia de exemplos.
(1) No Antigo Testamento, existe claramente uma classificação de pecados. Por exemplo, em Levítico 20, que reordena as ofensas sexuais do capítulo 18 conforme a severidade da ofensa/pena, com as ofensas sexuais mais graves agrupadas primeiro (20.10-16). Dentro do primeiro nível de ofensas sexuais (ao lado de adultério, as piores formas de incesto, e bestialidade) está a relação sexual com alguém do mesmo sexo. Obviamente, variadas penas para diferentes pecados se encontram por todo o material legal do Antigo Testamento.
(2) Após o episódio do bezerro de ouro, Moisés disse aos israelitas: ‘Cometestes um grande pecado. Agora, porém, subirei ao Senhor; talvez eu possa fazer expiação pelo vosso pecado’ (Êx 32.30). Obviamente, o episódio do bezerro de ouro foi um enorme pecado por parte dos israelitas, algo confirmado pela gravidade do julgamento divino. Deve ter havido muitos tipos de pecados entre os israelitas, desde o momento em que partiram do Egito. Apenas em ocasiões específicas, no entanto, a ira de Deus se acendeu contra as ações dos israelitas — por que motivo, se todos pecados são igualmente abomináveis para Deus?
(3) Números 15.30 refere-se às ofensas praticadas com ‘punhos cerrados’ (deliberadamente e, talvez, em tom de desafio) como se fossem de natureza mais séria do que pecados relativamente involuntários (15.22,24,27,29).
(4) Em Ezequiel 8, o profeta é erguido por um anjo ‘nas visões de Deus’ e levado até Jerusalém, onde vê diferentes graus de idolatria ocorrendo nos arredores do Templo e o anjo declarando duas vezes a frase: ‘Verás abominações ainda maiores que estas’ (isto é, coisas detestáveis para Deus; 8.6,13,15; 8.17), depois de uma sequência de visões.
(5) Jesus referiu-se ao ‘que há de mais importante na Lei’ (Mt 23.23), como justiça, misericórdia e fidelidade — era mais importante obedecer a estas coisas do que ao dízimo de especiarias, mesmo que não se devesse desprezar tais ofertas. Formulações deste tipo implicam que violações do que há de mais importante ou dos principais mandamentos (como não defraudar os pobres de seus recursos tendo em vista ganho pessoal) são mais graves do que violações de mandamentos menores ou ‘mais leves’ (por exemplo, dar o dízimo de pequenos alimentos, como especiarias), que, segundo Jesus, deveriam ser praticados sem deixar de lado as questões mais importantes. Jesus acrescenta a seguinte crítica: ‘Guias cegos! Coais um mosquito e engolis um camelo’ (23.24). Qual é a diferença entre um mosquito e um camelo, se todos os mandamentos e todas as violações são iguais?
(6) Famosa também é a identificação que Jesus fez dos dois mandamentos mais importantes (Mc 12.28-31). Ele também disse: ‘Quem desobedecer a um desses mandamentos [da lei], por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino do céu’ (Mt 5.19). Novamente, apresentar mandamentos maiores e menores significa apresentar violações maiores e menores.
(7) Sugeriria que a especial aproximação de Jesus a quem explorava os outros economicamente (cobradores de impostos) e a quem pecava na área sexual, sempre no esforço de restaurá-los para o reino de Deus que ele proclamava, não era tanto uma reação ao abandono deles pela sociedade quanto uma indicação da especial gravidade desses pecados e o perigo espiritual extremo que tais pessoas encaravam. Nesse sentido, pode-se pensar na história da mulher pecadora que lavou os pés de Jesus com lágrimas, enxugou-os com seus cabelos, beijou-os com seus lábios, e ungiu-os com óleo (Lc 7.36-50). Jesus explicou o ato extraordinário da mulher contando uma parábola de dois devedores: aquele a quem o credor mais perdoa é quem mais o ama. A dedução óbvia é que a mulher pecadora tinha feito algo pior aos olhos de Deus. Embora o anfitrião fariseu de Jesus não tenha gostado que a mulher tenha tido contato com Jesus, este louvou as ações dela: ‘Os pecados dela, que são muitos [ou grandes], lhe são perdoados, pois ela amou muito [ou grandemente]; mas aquele a quem se perdoa pouco, este ama pouco’ (7.47). Muitos cristãos tratam a ideia de ser perdoado de maiores pecados como algo ruim. Jesus subverteu-a. Pense só como cristãos que enfatizam que todos pecados são iguais poderiam empregar o conceito bíblico de alguns pecados serem mais graves do que outros: alguns de nós talvez precisassem de mais perdão, mas posso dizer que isto nos fez entender a graça do Senhor de uma forma melhor e, portanto, amar o Senhor ainda mais.
(8) Outro caso óbvio de priorização de algumas ofensas como piores do que outras é a caracterização de Jesus sobre a ‘blasfêmia contra o Espírito Santo’, ‘pecado eterno’ do qual nunca se terá perdão — no contexto, refere-se aos fariseus terem atribuído os exorcismos de Jesus ao poder demoníaco (Mc 3.28-30).
(9) De acordo com João 19.11, Jesus disse a Pilatos: ‘Nenhuma autoridade terias sobre mim, se do alto não te fosse dada; por isso, aquele que me entregou a ti incorre em pecado maior’. A referência é a Judas (6.71; 13.2,26-30; 18.2-5) ou ao sumo sacerdote Caifás (18.24,28). ‘Pecado maior’ naturalmente implica que a ação de Pilatos é pecado menor.
(10) Paulo fala sobre diferentes níveis de ação em 1Coríntios 3.10-17: é possível construir de qualquer jeito sobre o fundamento de Cristo e sofrer perda, mas ainda assim herdar o reino. No entanto, ‘destruir o templo de Deus’, a comunidade local de cristãos, por questões indiferentes traria sobre a pessoa sua própria destruição efetuada por Deus. Contrasta-se esta destruição com ser ‘salvo … pelo fogo’ por causa das ofensas menores. Importantes comentaristas de 1Coríntios (por exemplo, Gordon Fee [pentecostal], Richard Hays [metodista], David Garland [batista] e Joseph Fitzmyer [católico]) concordam (1) que se faz distinção entre o grau de gravidade das ações; e (2) que Paulo aborda a salvação individual do cristão. Assim diz Gordon Fee: ‘Que Paulo atenta para uma verdadeira ameaça de punição eterna parece também ser o sentido óbvio do texto’. ‘Quem é responsável por desmantelar a igreja pode esperar julgamento à altura; é difícil fugir do sentido de juízo eterno neste caso, dada a sua proximidade com os vv. 13-15’ (The First Epistle to the Corinthians [NICNT; Grand Rapids: Eerdmans, 1987], pp. 148-149). O mesmo pensa Garland, que de forma sucinta afirma que ‘juízo desolador’ aguarda a quem destrói a comunidade em Corinto: ‘sua salvação está em risco’ (p. 121).
(11) Se todo pecado é igualmente grave para Deus, por que Paulo destacou a ofensa do homem incestuoso em 1Coríntios dentre todos os pecados dos coríntios como motivo para exclusão da comunidade? Por que tamanha expressão de choque e indignação da parte de Paulo? Além disso, se não existisse uma classificação de mandamentos, como Paulo poderia ter rejeitado de imediato um caso de incesto que mostrava consenso entre dois adultos, era monógamo e comprometido? Se os valores da monogamia e compromisso pelo resto da vida fossem de mesmo peso que a exigência de certo nível de alteridade familiar, Paulo poderia não ter tomado uma decisão quanto ao que fazer. Naturalmente, para Paulo, não foi uma questão difícil de decidir. Ele sabia que a proibição de incesto era mais fundamental.
(12) Primeira João 5.16-17 diferencia entre ‘pecado que não é para morte’ (pelo qual a oração pode surtir efeito e salvar a vida do pecador) e ‘pecado para a morte’ (pecado mortal, pelo qual a oração não surtirá efeito).
Estes doze exemplos (será que precisamos mesmo de mais?) já devem deixar claro que a afirmação de que a Bíblia não indica em lugar algum que determinados pecados são piores aos olhos de Deus não tem nenhum mérito.
Cristãos às vezes ficam confusos sobre a questão ao pensar no argumento de Paulo acerca do pecado universal em Romanos 1.18—3.20. Sim, Paulo argumenta que todos seres humanos, judeus e gentios sem nenhuma distinção, estão ‘debaixo do pecado’ e ‘sujeito[s] ao julgamento de Deus’. De fato, sua posição não é simplesmente que ‘todos pecaram e estão destituídos [ou carecem] da glória de Deus’ (3.23), mas também que todos ‘substituíram a verdade de Deus’ e de nós mesmos acessível nas estruturas materiais da criação (1.18-32) ou na revelação direta das Escrituras (2.1—3.20). Paulo argumenta o seguinte: não podemos dizer que pecamos, mas não sabíamos que pecamos. Pecamos e sabíamos (em algum lugar nos recônditos da nossa alma) ou, ao menos, recebemos muitas provas disso. Em resumo, todos são ‘indesculpáveis’ por não glorificar Deus como Deus (1.20-21).
O que Paulo diz é que qualquer pecado pode excluir alguém do reino de Deus, se esse alguém pensa que pode conquistar a salvação por mérito pessoal ou que dispensa a morte reparadora e a ressurreição vivificadora de Jesus. O que Paulo não diz é que todo pecado é igualmente ofensivo a Deus em todos aspectos. O argumento em Romanos 2, por exemplo, não é que os judeus pecam tanto (quantitativamente) ou tão notoriamente quanto (qualitativamente) os gentios de maneira geral. Qualquer judeu, incluindo Paulo, teria rejeitado esta conclusão de imediato. Idolatria (1.19-23) e imoralidade sexual / homossexualidade (1.24-27) não era nem de longe um problema tão grande entre os judeus como o era entre os gentios (evidentemente, ‘os pecados comuns’ de 1.29-31 já eram mais problemáticos). Antes, o argumento é que, embora os judeus pequem menos e de forma menos notória em relação aos gentios de maneira geral, todavia têm mais conhecimento porque têm mais acesso às ‘palavras de Deus’ nas Escrituras (2.17-24; 3.1,4,9-20). Então, tudo fica nivelado, por assim dizer, no que diz respeito à necessidade de receber a obra graciosa de Deus em Cristo (3.21-31).
graça e paz.

Lideres doentes, produzem líderes com disfunções...

graça e paz,                                                                                                                                                         acredito que nosso papel seja o de alcançar vidas e construir uma liderança que traga resultados e frutos para as pessoas que nos rodeiam.
Tenho visto líderes fracassarem por negligenciarem algumas batalhas, muitas das vezes silenciosas, ocorrendo dentro de si. São os gigantes da amargura, raiva, sentimento de vingança... ...medo de fracassar, dúvidas excessivas quanto ao futuro, medo de ser rejeitado e medo de ser diferente em relação as pessoas do seu grupo de relacionamento.
Esses gigantes tem obstruído o caminho de muitos e, isso tem impedido talvez você de experimentar uma liderança plena e extraordinária nos ambientes em que está inserido.
Compreender que a mudança interior é o primeiro passo para construção de uma liderança que trará mudanças significativas em âmbito pessoal, profissional, ministerial, profissional e nos negócios, é o desafio a ser vencido hoje!
Lembre-se disso: Lideres doentes, produzem líderes com disfunções...
Como seu irmão em Cristo, quero lhe deixar 7 conselhos:
1. Deixe fluir e vir a verdade do seu interior, porque aonde há verdade, há liberdade e transformação.
2. Construa um contexto, um ambiente, que potencialize e evidencie a prática da sua liderança.
3. Retire da sua vida, literalmente, todo pensamento de conforto e dependência. Tudo que possa paralisar suas ações.
4. Definitivamente, compreenda que sua diferença está em permanecer no ambiente de luta e adversidades, quando muitos estão saindo e desistindo. É o seu posicionamento que trará vidas e mudanças ao seu redor.
5. Não existe fracasso, todo processo é um aprendizado necessário para construção da sua liderança.
6. Aprenda ver oportunidades aonde muitos veem dificuldades.
7. Dispense as opiniões, elas não te ajudam a desenvolver sua liderança, prefira os conselhos, porque eles dependem de um investimento e são mais assertivos.

Se você quer ir mais longe, liberte sua alma e viva um novo tempo de Deus na liderança.
Deus te abençoe e tenha um dia de avanço e crescimento.
Um abraço!

segunda-feira, 6 de julho de 2015

tente,nunca desista.

Tudo pode se fazer novo...
Não é seu trabalho que te cansa, nem sua missão, mas sim a forma como
você lida com que tem recebido.

Ou talvez você já tenha ouvido dizer que: não é o quanto de dinheiro que você ganha
que determina a qualidade da sua vida, mas sim o que você faz com que ganha.

Tudo são sementes e é sobre isso que quero falar.

Seu trabalho é uma semente, sua família é uma semente, seu dinheiro é uma semente,
seus relacionamentos são sementes, seu ministério, igrejas e projetos são sementes....

Quando escrevi o programa liderar o fiz como uma semente multiplicadora.

Nossa vida é uma semente!

E quando esta vida prospera, ela autoriza outras vidas prosperarem...

Se você produz frutos isso mostra claramente que houve o sacrifico do plantio e
da colheita, porque quando uma semente está escondida de baixo da terra,
ela pode morrer ou brotar, tudo sempre dependerá da sua entrega em fazê-la germinar.

Talvez possa soar um pouco confuso o que quero lhe dizer, mas resumidamente,
quero que saiba que sem semeadura, não haverá colheita, sem sacrifício, não haverá
crescimento, sem dores você não será fortalecido.

Muitos querem logo resolver o problema, sem antes compreenderem e aprenderem
a fundo sobre ele. Digo isso porque todo problema não aprendido, carregamos
e fatalmente passaremos por ele novamente.

Compreenda que:
1. Os problemas das pessoas são delas, cada um precisa aprender a lidar com sua luta;
2. Nós podemos ser responsáveis pelos outros, não para os outros.
3. A fadiga nos leva para outros caminhos, com isso não conseguimos ouvir a voz de Deus;
4. Quando um líder entra em crise é hora de sacrificar, é hora de semear;
5. Sua autoridade é proporcional a sua maturidade;
6. Princípios revelam quem você é não os resultados;
Resultados revelam o quão capacitado e habilitado você está para liderar.

Como líderes nosso entendimento precisa ser de que quando uma vida deixa
de dar frutos, possivelmente, o plantio sessou, o investimento parou.

Meu mentor sempre diz que não há almoço de graça, não se engane, tudo
debaixo do céu e da terra tem seu preço.


Decidir Ser e Fazer é uma escolha conscienciosa e movida pelo seu querer.

 você tem que deixar deus te ajudar,só que tem coisas que nós é que devemos fazer,a pior coisa é não tentar,
deus te abençoe...