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segunda-feira, 6 de julho de 2015

como virá o anticristo.

Thomas Ice e Timothy Demy

O Anticristo trará paz ou guerra?

O Anticristo será um líder que busca a paz e trava guerras. Na busca de paz ele será bem-sucedido e enganador; ao travar guerras ele será destemido e destrutivo. O Anticristo geralmente é descrito na Bíblia como um guerreiro. Suas atividades são resumidas em Daniel 9.27:
"Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele."
Em Apocalipse 6.2, João apresenta o Anticristo ao escrever: "Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer."
Nosso mundo precisa desesperadamente de paz, pessoas sinceras de vários contextos de vida trabalham e oram diariamente por uma paz duradoura. Na verdade, como crentes, somos incentivados pela Bíblia a orar por paz. Ainda assim, a instabilidade política é profunda em muitas regiões do mundo. A busca de uma paz permanente no Oriente Médio exige muita atenção e produz muitas manchetes; muitas vidas e carreiras foram sacrificadas na tentativa de trazer paz à região. Em última análise, no entanto, não haverá paz duradoura no mundo enquanto ele não for governado por Jesus Cristo, o Príncipe da Paz.
Quando o Anticristo emergir, será reconhecido e aceito por causa de sua habilidade como pacificador. Como líder da confederação multinacional, ele imporá paz a Israel e ao Oriente Médio, iniciando e formulando um tratado de paz para Israel. O Dr. Walvoord escreve sobre essa paz:
Quando um gentio, líder de dez nações, apresentar um tratado de paz a Israel, este será imposto com força superior e não como um tratado de paz negociado, ainda que aparentemente inclua os elementos necessários para tal acordo. Ele incluirá a delimitação das fronteiras de Israel, o estabelecimento de relações comerciais com seus vizinhos – algo que Israel não tem atualmente, e, principalmente, oferecerá proteção contra ataques externos, o que permitirá que Israel relaxe seu estado de constante alerta militar. Também é possível prever que algumas tentativas serão feitas para abrir áreas sagradas de Jerusalém para todas as religiões a elas relacionadas.[1]
No decorrer dos séculos, cristãos e judeus fiéis seguiram a exortação de Salmo 122.6 de"orar pela paz de Jerusalém." Mas a falsa paz do Anticristo não é a "paz de Jerusalém." O tratado ou aliança de paz do Anticristo só trará uma paz temporária e superficial à região. A princípio ela poderá ser eficaz e reconfortante, mas não durará. Depois de três anos e meio ela será quebrada e os gritos de alegria serão substituídos por gritos de aflição. Como todas as obras de Satanás, a vitória proclamada acabará em dor e violência:
Apesar dos detalhes da aliança não serem revelados na Bíblia, aparentemente ela trará grande alívio para Israel e para todo o mundo. O tempo de paz é previsto nas profecias de Ezequiel que descrevem Israel como um povo "em repouso, que vive seguro" nessa época (Ez 38.11). Em 1 Tessalonicenses 5.3 a frase que estará na boca do povo antes da Grande Tribulação cair sobre eles é: "Paz e segurança." ...A paz de que Israel desfrutará por três anos e meio se transformará tragicamente numa paz falsa e no prelúdio de um tempo de angústia incomparável, quando dois de cada três israelitas morrerão na terra (Zacarias 13.8).[2]
Num determinado ponto, por volta da metade da Tribulação, a paz de Israel será desafiada por exércitos invasores do norte (Ezequiel 38-39). Esses exércitos atacarão Israel, desafiando a paz estabelecida pelo Anticristo e sua autoridade. Mas Deus intervirá a favor de Israel, protegendo-o e aniquilando os exércitos invasores (Ezequiel 38.19-39.5). Isso se realizará em parte por um terremoto (38.19,20), em parte por confusão militar (38.21), e por uma praga acompanhada de granizo e fogo (38.22).
Depois desse conflito e da quebra da aliança com Israel, o Anticristo se declarará líder mundial. Isso poderá ser resultado da sua vitória sobre os exércitos invasores. O Dr. Walvoord escreve que "o líder da confederação de dez nações se encontrará numa posição em que poderá proclamar-se ditador mundial, e aparentemente ninguém será forte o suficiente para lutar contra ele. Sem ter que lutar para conseguir isso, ele governará o mundo como instrumento de Satanás."[3] Seu poder e força aumentarão, assim como sua tirania, e isso resultará num desafio final da sua força militar e política, que culminará na batalha de Armagedom (Apocalipse 16.14-16). Como tantos líderes e governantes antes dele, o Anticristo prometerá paz e travará guerras. Ele entrará num conflito de conseqüências globais – um conflito definitivo do tipo "quem ganhar fica com tudo" – e será derrotado e destruído por Jesus Cristo (veja Salmo 2).

A SEGUNDA VINDA DE CRISTO.

1. A Primeira vinda : O Nascimento de Jesus em Belém da Judéia

O pecado entrou no mundo quando Adão e Eva desobedeceram a Deus. Contudo Deus nunca os abandonou. Ele prometeu enviar alguém para pagar o preço por nossos pecados. O preço seria a morte (já que o salário do pecado é a morte – Rm 6-23) Então Cristo veio, exerceu seu ministério, foi morto e ressuscitou ao terceiro dia. Promessa cumprida e preço pago.  Deus é fiel! Tudo isto para que saíssemos do estado de condenação que veio de Adão e Eva. Leia João 3.17. Portanto o objetivo da 1ª vinda de Cristo foi para salvar a humanidade do pecado e seus efeitos. Esta é a maior promessa do Antigo Testamento. O Novo Testamento inicia-se com o cumprimento desta promessa. O plano de Deus para a humanidade está em plena execução até que se cumpra todas as coisas conforme a Palavra de Deus.

 2. A Segunda vinda de Cristo: O arrebatamento 

Durante Seu ministério na terra, Cristo fundou sua igreja e deu-lhe outra promessa: Ele voltaria novamente buscar os salvos, isto aqueles que receberam a Cristo como Salvador e viveram de acordo com sua Palavra. Através de nossa constante comunhão com Cristo aguardamos a qualquer momento a segunda vinda dele. Será o dia mais glorioso pois veremos ao Senhor como Ele é. Os mortos em Cristo ressurgirão primeiro e nós, os vivos, seremos transformados. Receberemos um corpo glorioso e habitaremos para sempre com o Senhor. Esta é a maior promessa do Novo Testamento. Leia com atenção 1 Tessalonicenses 4.16-17 e 1 Coríntios 15.50-52!

3. Como aguardar o arrebatamento

3.1 Devemos estar alerta: “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem.”  (Mateus 24.27) Isto significa que ninguém terá tempo extra para se preparar. Devemos vigiar. Jesus falou que este episódio seria semelhante aos dias de Noé (Mt 24.36-44) Jesus contou algumas parábolas sobre sua volta: (Mt 24.45-51; Mt 25.1-13; Ef 4.30)
 3.2 Devemos estar trabalhando na evangelização
“Bem-aventurado aquele servo a quem o Senhor, quando vier, achar fazendo assim.” Lc 12.43
“Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa. João 4.35 Produzimos mais quando pensamos na Vinda do Senhor.
 3.3 Devemos estar purificados 
“E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.” 1 João 3.3 “Purificar-se” é manter permanente e viva comunhão com Ele, evitando entristecê-lo(Ef 4.30) Jesus é a nossa Justiça e tornará justo a todos os que o procurarem com sinceridade. O texto poderia ser lido assim: “Todo aquele que tem esta esperança e vive em permanente comunhão com Jesus”. O resultado será uma vida limpa.
4. POR QUE JESUS AINDA NÃO VOLTOU?
Cristo deseja que ninguém se perca, mas se arrependam, mas Ele não esperará para sempre. (2 Pedro 3.9)
5. O QUE ACONTECERÁ LOGO APÓS O ARREBATAMENTO DA IGREJA?
5.1 NO CÉU: Ocorrerá o tribunal de Cristo.(Bema) – Não se trata de julgamento dos crentes. Nossos pecados já foram julgados na cruz do calvário. Estamos justificados. Será o julgamento das obras do crente: 2 Co 5.10; Rm 14.10.  Será nos ares, às portas do céu: 1 Ts 4.17. A finalidade é recompensar os crentes pelos serviços prestados enquanto viveram na terra: Ap 22.12; 1 Co 3.13,14.
5.2 NA TERRA: Ocorrerá a tribulação  – O anticristo se manifestará no mundo com muita popularidade e fará um acordo de paz com Israel.(Dn 9.27). Depois de três anos é meio romperá o acordo e se inicia-se a a Grande Tribulação. Os capítulos 6 a 9 de Apocalipse refere-se à 1ª fase da tribulação e do 10 ao 18 à 2ª fase. O objetivo da tribulação é salvar, derramar juízo sobre os desobedientes, preparar Israel para reconhecer o Messias e destruir o império do Anticristo. Leia mais: Mt 24. 1-44; Zc 13,8,9; Lc 19.11-27
6. A 2ª VINDA DE CRISTO(2ª FASE): SERÁ EM GLÓRIA COM OS ANJOS E A IGREJA GLORIFICADA
A volta de Jesus será  para derrotar pessoalmente o anticristo e julgar as nações que lutaram contra Israel durante a Grande Tribulação e implantar o Reino (1000 anos) Veja a diferença entre a 1ª e a 2ª fase:
1ª FASE: ARREBATAMENTOFASE: SEGUNDA VINDA EM GLÓRIA
Só os santos verão Mt 24.36
Cristo vem para a igreja. 1 Ts 4.17
Antes da Tribulação. Ap 3.10
Em público: (todo o olho verá) Ap 1.7
Cristo vem com a igreja. Jd 14; 1 Ts 3.13
Depois da tribulação. Mt 24.29-30
O arrebatamento será o maior acontecimento da história. Para o crente será o dia em que todo sofrimento terá fim e para sempre estaremos no lar celestial.(Hb 4.1-11) A única maneira de estar preparado, é manter em dia a comunhão com o Senhor Jesus Cristo. O resultado será uma vida irrepreensível. (1 Tessalonicenses 5.23)

domingo, 5 de julho de 2015

O MAIOR DE TODOS OS DONS:O AMOR.


A mensagem bíblica começa com amor
e termina com amor...
                           João 15: 9-12
Amar é a maior experiência do homem no curso da sua vida. É claro, não estou fazendo referência alguma ao amor livre, sensual, imoral; que degrada, degenera e que transforma o belo na pior espécie de esgoto urbano. Também não me refiro ao amor platônico que se ama de perto como se longe estivesse, porque julgam ser o amor impuro por natureza e contamina a alma. Somos chamados para amar o pária, o proscrito, o excluído social, o anônimo. Quem não ama não passou pela vida; e é melhor não viver do que viver e não amar. O amor é o bem supremo a ser anelado por homens e mulheres, adultos, jovens e crianças. Até os animais amam.
Não podemos entender nada na Bíblia e nem em nossa vida, se não for através do amor. Cantares de Salomão é um livro fácil de ser lido e entendido porque retrata a história de duas pessoas que se amam. Gostamos muito de João 3: 16 porque retrata, em poucas e inconfundíveis palavras, a história irrefutável do amor de Deus por nós.
O amor é o maior de todos os mandamentos.
Por que desejamos o amor?
 
Desejamos o amor pela sua origem:
           "o amor é Deus”
.
1João 4: 7 afirma: “amemos uns aos outros porque o amor é de Deus”. Este amor está por todas as partes da Bíblia: ele está presente na história da criação; ele está presente na história da redenção; ele está presente na história de cada um de nós. Onde encontramos Jesus? Com os pecadores. Com a multidão aflita e sofrida que vivia como ovelhas sem pastores, no meio de lobos famintos e vorazes.
O encontro de Jesus com a mulher samaritana foi o encontro do amor com o ódio cruel e racial. Qual dos dois você imagina que venceu: o ódio ou o amor? O amor é o único sentimento e a única arma que pode vencer o ódio. Jesus é a encarnação do amor de Deus. Hoje este amor está encarnado em mim e em você. A nossa história tem de ser uma de quem ama e não de quem odeia. Sem Jesus pode faltar amor, mas vão sobrar mágoas, ódio, revolta, repulsa, amargura, aversão, antipatia, desprezo e indignação.
Amor. Esta foi a única forma encontrada na Bíblia para definir Deus. Desejamos o amor porque o amor é de Deus.
 
      
Desejamos o amor pela sua eternidade:
           “o amor jamais acaba”
.
 Bem diz Jeremias 31: 3: “Com amor eterno Eu te amei”. O amor não é como uma árvore seca; como nuvens da manhã que passam ou a relva que murcha e seca, mas é como as montanhas que sempre estão firmes. Entra ano e sai ano, elas permanecem inabaláveis. Tudo ao redor pode mudar, elas não. Continuam sempre lá, imponentes, desafiadoras, dominando a paisagem.
Na vida tudo é transitório – menos o amor. Permanecem a fé, a esperança e o amor. Estes três. Mas o maior destes é o amor porque é o único que jamais acaba.
O amor é maior que a eloquência. Amor não é uma questão de linguagem, de teoria, mas de prática – “ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa e o sino que retine”, v. 1.
O amor é maior que a profecia. É maior do que a capacidade de predizer coisas passadas, presentes ou futuras: “ainda que eu tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e ciência, mas se não tiver amor...”, v. 2.
O amor é maior que a fé. A fé aponta para cima, enquanto o amor aponta para todos os lados: “ainda que eu tivesse toda a fé, de tal maneira que transportasse os montes e não tivesse amor, nada seria”, v. 2.
O amor é maior que os nossos conceitos humanistas: “ainda que eu distribuísse todos os meus bens para o sustento dos pobres, se não tiver amor...”, v. 3;
e o amor é maior que qualquer sacrifício que o ser humano possa fazer: “ainda que eu entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria”, 1Co 13.
Que as palavras do Senhor dirigidas a Efraim e Judá não sejam para nós: “Que te farei, ó Efraim, que te farei, ó Judá, porque o vosso amor é como a nuvem da manhã e o orvalho da madrugada que cedo passam”, Os 6: 4.
Desejamos o amor porque ele jamais acaba.
 
Desejamos o amor pelo seu valor:
           “o amor não faz mal ao próximo”.
           1Co. 13:5, 6.
Vemos esse amor na expressão reconciliadora do pai com o filho pródigo: quando reabilita o filho. Há uma dúvida sobre a qualidade do amor quando o pai entrega ao filho menor a parte da herança pertencente a ele. O pai não dialoga, não resiste a vontade do filho. Ele simplesmente atende o pedido. Isso é amor?
O pai pode chamar isso de amor, mas um psicoterapeuta vai chamar isso de paternidade irresponsável. O amor impõe limites, usa o bom senso, sabe dizer não. Amar não é concordar. Agora, quando o pai reabilita o filho maltrapilho, malcheiroso e mal de tudo – isso é amor. O amor determina limites; o perdão não. O perdão não conhece limites. Amar é perdoar sem limites.
Quando Jesus ministra perdão à mulher pecadora, em João 11: 16, não discute o tamanho do pecado dela. Não a discrimina e nem a humilha. Atos de bondade são vistos na parábola do Bom Samaritano que inspira atos de misericórdia até os dias de hoje. Amar inspira atos de heroísmo como o belo exemplo de Joquebede, a mãe de Moisés. O amor nos une, não nos divide. Isaque e Rebeca estavam divididos pelo amor ou pelas preferências?
No amor não há hipocrisia como bem testemunha a parábola do Bom Samaritano, nos exemplos reprovados e contestados do sacerdote e do levita; como também nas expressões ingratas e traidoras de Judas Iscariotes. Paulo resume magistralmente: “o amor seja sem hipocrisia”, Rm 12: 9, mesmo porque hipocrisia não combina com amor: “o amor não pratica o mal contra o próximo”, Rm 13: 10, porque essa é a sua natureza.

       
 Desejamos o amor pela sua qualidade:
            Ele é bom, justo e verdadeiro.
Paulo defende, Romanos 7: 12, que Ele é bom – porque se porta com decência; ele é justo nas suas atitudes com o próximo – de pensar, sentir e agir, e ele é verdadeiro no seu relacionamento. Desejamos o amor pelas qualidades que ele tem. E uma das grandes qualidades do amor é que ele não falha.
O amor é maior do que os dons espirituais. A profecia pode falhar; o amor, não. A fé, num determinado momento de fraqueza, pode falhar. Revelações podem falhar. O crente pode falhar no exercício dos dons espirituais e no seu testemunho pessoal; só não falha quem ama. Desejamos o amor pelas suas qualidades.
 
Considerações finais
Um dos hinos que mais gostava de cantar quando criança, e de tocar, quando tive minhas primeiras aulas de música e aprendia a tocar pela partitura musical, encontra-se no Hinário Aleluia – “Qual o adorno desta vida? É o amor”.  São cinco lindas estrofes descrevendo as qualidades do amor autêntico e verdadeiro. Hino número 381.
A mensagem da Bíblia começa com amor e termina com amor. Começa com o casamento de Adão e Eva no Jardim do Éden e termina com a união de Cristo e sua igreja no Apocalipse.
Você tem amado?

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Fonte: Jornal Aleluia de fevereiro de 2008.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

SENTINDO A PAZ DE DEUS.

SENTINDO A PAZ DE DEUS

 

"Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti" (Isaías 26:3).




Como posso sentir a paz de Deus inundando todo o meu ser quanto tenho ao meu redor pilhas de roupas para lavar, compras para fazer, trabalhos para terminar e, o que é pior, um resultado de exame para receber?
As preocupações nos rodeiam, o medo vive, diariamente, ao nosso lado e a ansiedade toma conta de nós. Mas, como filhas de Deus e templo do Espírito Santo, temos um meio para driblarmos estas preocupações, este medo e esta ansiedade. Este meio é a perfeita paz de Deus que não espera por momentos perfeitos e certinhos para fazer morada em nosso coração.
É maravilhoso sabermos que, como filhas de Deus, podemos ter esta paz mesmo vivendo em um mundo de guerras, desemprego, doenças, drogas, futuro incerto para nós e para nossos filhos...
Quando nestes momentos de tristeza decidimos repousar nos braços do Senhor, não só sentimos a Sua paz mas sentimos também o Seu amor.

* O Que É Paz Perfeita?

Paz perfeita
não é viver em um lar sem barulho, sem brigas, sem filhos rebeldes, sem telefones tocando ou sem nenhum problema.
Paz perfeita é aquela que vem de Deus e chega até nós independente das circunstâncias. Mesmo quando nos encontramos no meio de uma grande tempestade, podemos sentir esta paz.
Foi o próprio Jesus que nos prometeu dar a Sua paz. Ele disse: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá (João 14:27).
A certeza de que o Senhor sempre está conosco nos momentos de angústia, medo, sofrimento, nos deixa mais confiantes e seguras. O próprio rei Davi diz ao Senhor ... "Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa" (Salmo 139:7-12).

Amada irmã, ter paz em nossa vida não significa estarmos livres de tribulações mas significa que mesmo em meio às tribulações podemos ter a paz que só Ele pode nos dar.
Podemos sentir esta paz em nossa vida confiando que Ele suprirá todas as nossas necessidades. A Sua Palavra nos diz em Filipenses 4:19 que "O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus." Se a Bíblia diz que Ele supre todas as nossas necessidades, isto significa que não há nenhuma necessidade que Ele não possa suprir.

* Para Termos Paz É Necessário Termos Confiança Em Deus.

Para que a paz de Deus tome conta da minha vida é necessário que eu confie nEle.
Quando estou atravessando o vale da sombra da morte tenho que, como uma mulher de Deus, crer e confiar que Ele está ali comigo atravessando o vale ou talvez até mesmo me carregando em Seus braços amorosos.
Mesmo sendo uma filha de Deus, posso passar por aflições em minha vida mas Jesus me diz ... "tende bom ânimo, eu venci o mundo" (João 16:33). Não se preocupe, filha, pois "a minha paz vos dou" (João 14:27). Ele ainda me diz ... "Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize" (João 14:27b).
Estes e tantos outros versículos me dão a certeza de que o meu Deus não me abandona, assim como não abandonou, por exemplo, José do Egito em seus momentos de tribulação. A Bíblia nos diz que "Deus era com ele. E livrou-o de todas as suas tribulações ..." (Atos 7:9b-10).

Querida irmã, quando temos que atravessar um rio agitado e sabemos que haverá medo, terror e pânico, então temos que antes fazer uma decisão:

1) Vou atravessar este rio rendendo-me a todas estas más emoções?
ou
2) Vou confiar no meu Deus, segurar em Suas mãos, repousar em Seus braços e seguir de cabeça erguida sentindo a Sua paz invadir todo o meu ser?

* Recebendo A Paz De Deus.

Quando eu decido confiar no Senhor, caminhar com Ele lado a lado, é então que tenho acesso àquela "paz de Deus, que excede todo o entendimento" (Filipenses 4:7a). E essa paz "chega até nós por meio de quatro dádivas que Ele nos concedeu." Elas são:

1- Deus, o Filho;
2- Deus, o Pai;
3- A Palavra de Deus;
4- Deus, o Espírito.

1- A Paz Através de Deus, o Filho

Eu posso ter a paz que tanto necessito através de Jesus Cristo, pois setecentos anos antes de Jesus nascer, o profeta Isaías disse na Bíblia: "Porque um menino nos nasceu ... e se chamará o seu nome ... Príncipe da Paz" (Isaías 9:6).
Jesus é o Príncipe da Paz. É através dEle que podemos encontrar a verdadeira paz que tanto necessitamos.
A paz que tínhamos com Deus foi quebrada quando Adão e Eva pecaram mas Jesus veio aqui para a terra para resgatar esta paz perdida. Ele morreu no meu e no seu lugar e ... "pela fé nele, temos paz com Deus". Temos, agora, aquela paz que tínhamos perdido.
"Obrigada Senhor, porque Tu és o Príncipe da Paz. Porque Tu não mediste esforços para me dar esta paz que está sempre comigo nos bons ou maus momentos da minha vida."

2- A Paz Através de Deus, o Pai

Eu posso ter a paz que tanto necessito através de Deus, o Pai.
Isaías 26:3 me diz: "Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti."
É esta paz que "excede todo o entendimento" que eu, mesmo em meio às minhas tribulações, medo, angústia, pavor e lágrimas, sinto dentro de mim.
"Obrigada Pai, por esta paz que tu derramas sobre mim, pela Tua fidelidade e amor."

3- A Paz Através Da Palavra de Deus.

Somente na Palavra de Deus é que posso encontra lenitivo para a minha alma.
Em meio ao medo, ao caminhar pelo vale da sombra, decido parar e ler a minha Bíblia e vejo que é somente nela que encontro conforto e paz que a minha alma tanto necessita.
O Salmo 119:165 me diz que "muita paz têm os que amam a Tua lei, e para eles não há tropeço."
Amar a Palavra de Deus é amar o Deus que a fez, é amar estar em comunhão constante com Ele, é amar aprender dEle, é amá-la tanto que procuro escondê-la no coração "para eu não pecar contra ti" (Salmo 119:11).
"Ó Senhor, obrigada pelas doces palavras da Tua Palavra que penetram em meu coração, fazem nele morada e arrancam dele as frustrações, preocupações e tudo que está tentando me derrubar. Obrigada pela Tua paz em minha vida!"

4- A Paz Através De Deus, Espírito Santo.

Quando estou aflita, em meio às tribulações, é Ele, o Espírito Santo, o Consolador, que me consola e me reveste da paz de Deus. É Ele que, habitando em mim, me dá a certeza de que não estou só mas Ele está comigo carregando o meu fardo e a minha cruz. Só tenho que agradecer a Deus por enviar o Consolador e deixá-Lo fazer em mim morada.

Amada irmã, observando tudo isto, temos, então, a certeza de que Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo e a Sua Palavra são dádivas que não nos deixarão sem a paz que tanto necessitamos.

* Escolhendo A Paz De Deus Em Vez Do Pânico.

Numa das mais belas passagens que existe na Bíblia, lemos a história de Jesus com Seus discípulos num barco atravessando um lago.
Nesta passagem, podemos ver um quadro de verdadeiro pânico e de uma paz "que excede todo o entendimento"...
A viagem transcorria calma, sem nenhum incidente. De repente, surgiu uma tempestade que os deixou em verdadeiro pânico. Enquanto eles apavorados lutavam contra a tempestade, o Senhor dormia tranqüilamente. A paz que O envolvia vinha da certeza de que a Sua vida estava nas mãos do Pai. Os Seus discípulos não tinham essa paz que envolvia o Senhor e por isso O acordaram. Jesus, então, perguntou: "Onde está a vossa fé?" Nossos dias estão nas mãos do Senhor. Quando uma grande tempestade ameaçar a sua vida, não entre em pânico nem se desespere mas confie que o Senhor estará com você dando-lhe aquela paz que você tanto necessita. Ele é mais forte do que qualquer tempestade que possa surgir. Ele é o Senhor de tudo. Ele é o Senhor dos céus, da terra e do mar e só Ele é que pode trazer ao seu coração a verdadeira paz.

* Andando No Caminho Da Paz.

Que atitudes devemos ter diante de tudo que aprendemos da paz de Deus?
Como conservar tantas dádivas que o Senhor nos dá quanto à Sua paz?

1) Devo descansar e repousar nos braços amorosos do Senhor, confiando que é Ele que me dará a Sua paz.

2) Devo orar, abrindo o meu coração ao Senhor e deixando com Ele as minhas preocupações, dúvidas, medo, ansiedade ... Estes momentos de comunhão com Ele encherão a minha vida da paz "que excede todo o entendimento".

3) Devo procurar na Palavra de Deus versículos sobre medo, preocupação, amargura, tristeza... e, logo que os encontre devo decorá-los e gravá-los no coração. A Bíblia em 2 Timóteo 1:7 me diz: "Porque Deus não nos deu o espírito der temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação." Então, devo decorar aqueles versículos que plantarão em meu coração a paz de que tanto necessito.

4) Finalmente, "devo examinar os Evangelhos e estudar a vida de Jesus" que como homem e não como Deus passou por momentos de tribulações, preocupações, maus tratos ...
É com Ele que tenho que aprender a sentir a mesma paz que Ele sentia naqueles momentos de sofrimento.
É com Ele que tenho que aprender como permanecer no Pai e como ter a Sua paz.
É com Ele que tenho que aprender a sentir a paz que Ele sentia mesmo quando estava caminhando para o Calvário para ser crucificado e morrer no meu e no seu lugar.
É a Ele que tenho que agradecer pelos exemplos de paz que Ele deixou para ser seguido por nós.
É a Ele que tenho que agradecer pela paz que Ele nos dá, pela paz "que excede todo o entendimento."

Amada irmã, quando você estiver em meio às suas tribulações, quando a dor for tão grande que você não consiga conter as lágrimas, lembre-se de que qualquer que seja a sua cruz, o Senhor está pronto para lhe dar o Seu amor e lhe dar a Sua paz. E, em vez de chorar, cante o hino de Joseph M. Scriven "O Grande Amigo" ...
"Em Jesus amigo temos,
Mais chegado que um irmão,
Ele manda que levemos
Tudo a Deus em oração!
Oh! que paz perdemos sempre,
Oh! que dor no coração,
Só porque nós não levamos
Tudo a Deus em oração!"

"Busquei ao Senhor, e Ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores. Olharam para Ele, e foram iluminados; e os seus rostos não ficaram confundidos." (Salmos 34:4-5).


Valdenira Nunes de Menezes Silva

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Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).

quinta-feira, 2 de julho de 2015

O vaso e o Oleiro

O vaso e o Oleiro
O desejo humano e a vontade de Deus
“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós”. ( II Coríntios 4:7)
Por volta dos anos de 1047-1956 foi encontrado no meio das montanhas de Qunram os antigos pergaminhos do antigo testamento. Este verdadeiro tesouro arqueológico que certificou a palavra de Deus como prova científica e histórica só foi possível ser encontrado, pelo fato destes escritos estarem “centrados” em vasos feitos de barro e mesmo estando por um longo tempo escondido no “tempo certo” pode ser “descoberto” para comprovar a veracidade que tudo que o Senhor falara e era passado oralmente de geração a geração pelos judeus.
Muitos podem perguntar: O que isso tem a ver com este artigo: o vaso e o oleiro. Leia até o final e você entenderá.
Mas lembre disso: “A palavra de Deus só pode ser descoberta, porque estavam “centrados” em “vasos de barro”.
O que é o barro ?
O BARRO
Quando falamos em barro o que nos lembramos. Normalmente nos lembramos de um sedimento formado de terra e água que nada serve a não ser sujar e ser pisoteada pelos nossos pés. Mas quando vemos um barro, um sedimento, uma argila nas mãos do oleiro, ficou maravilhado o que pode sair de algo sem valor em algo valioso em extremo. Só que muitas vezes, por não entendermos do que fomos feitos, como e para que fomos feitos, acabamos não dando valor naquilo que Deus fez.
A palavra de Deus diz :
“Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou as narinas o fôlego de vida e o homem passou a ser alma vivente” (Gn 2:7).
Pois Ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó (Salmos 103:14)
Neste versículo podemos ver um Deus criador, conhecedor da estrutura de sua criação, formando de algo aparentemente sem valor para algo útil para sua glória.
Depois de ter formado o homem e ter colocado o fôlego de vida a primeira coisa que o Senhor fez foi colocar o homem no Éden para servir, ou seja, lavrar e o guardar (Gn 2:15) e depois disso liberou uma palavra da parte Dele em forma de ordenanças.(Gn 2:16).
Primeiramente devemos entender que fomos criados para servir e obedecer e Deus.
A partir da queda pela desobediência no Éden que essa relação foi rompida e um grande conflito se estende até hoje, entre a criatura e o criador, a vontade de Deus e o desejo humano. Foi esse o motivo da queda e do pecado. Como barro, muitas vezes não temos estrutura suficiente, mas existe um ingrediente nesse barro que se chama “orgulho” que faz com que nos achamos mais do que nós realmente somos. Não temos estrutura ainda e precisamos de “ALGUÉM” para estruturar as coisas. O Senhor é o Oleiro, o Estruturador de todas as coisas, mas achamos que temos estrutura, que temos forma como Deus. É aí onde reside o perigo. É onde o nosso desejo sufoca a vontade de Deus. Quando agimos soberbamente em auto-suficiência, acabamos pecando e contendendo com Deus. Diz o profeta Isaías;
Ai daquele que contende com o seu Criador! O caco entre outros cacos de barro! Porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes? Ou dirá a tua obra: Não tens mãos? Ai daquele que diz ao pai: Que é o que geras? E à mulher: Que dás tu à luz?(Is 45:9-10).
Deus criou todas as coisas e sabe quem somos. Porém o Senhor espera que seja “nosso desejo” servir e obedecer a Ele. O Senhor é um Pai criador, que não somente nos forma, mas também que nos compreende.
Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai; nós somos o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós obra das tuas mãos. (Is 64:8)
O Oleiro
Se observarmos um Oleiro em seu trabalho, podemos também entender o trabalho de Deus conosco.
1) O Oleiro centraliza -O primeiro passo é quando o Oleiro centraliza o barro. Podemos entender com isso que se quisermos ser usados e “moldados ” por Deus, devemos estar no centro de Sua vontade. Dificilmente alguém poderá ser usado e fazer a vontade de Deus se Cristo não for o centro.O Oleiro precisa centralizar o barro se não pode espirrar para fora todo o molde. Muitas vezes por não estarmos centrados em Deus acabamos saindo pra fora daquilo que Deus quer formar em nós. Quando são os exemplos na Bíblia de pessoas que foram espirradas, por não quererem estar no centro da vontade de Deus.
2)O Oleiro tira excessos e molda – Muitas vezes temos excessos em nossas vidas que não agrada a Deus, tais como mentira, vaidade, orgulho e soberba. Não adiante em nada o Senhor formar um lindo vaso por fora, se dentro existe toda sorte de excessos. Excessos que por tempos foram fazendo do vaso algo somente bonito para se ver e não para se ter. Quantas vezes o Senhor como Oleiro, quis tirar alguns excessos, mas muitos vasos, por orgulho, não quiseram ser moldados. Muitos não querem “descer” a casa do Oleiro e serem trabalhados por Deus. Muitos querem “subir” e estar diante do trono, mas poucos estão dispostos a “descer” a casa do Oleiro, para ser moldados.
Muitos têm medo de se entregar ao Oleiro para que Ele possa fazer o molde conforme a Sua vontade. Muitos querem viver com seus excessos, centrados em si mesmos, sendo moldados segundo os padrões deste mundo. Muitos querem andar segundos “seus projetos”, fazendo seguindo a dureza do coração maligno e vivem fazendo o que é mal perante Deus(Jr 18:12).
Embora queiram “ser usados” por Ele, praticam abominações que desagradam a Ele.
Vemos que o Oleiro coloca a mão para dentro do vaso para o molde. Deus não quer apenas nos mudar naquilo que é externo, mas naquilo que é interno, que está dentro, que vem do coração. O Oleiro sabe que é mais fácil moldar naquilo que é interno, pois mudando isso o vaso estará “quase pronto”. Mudando e moldando aquilo que é interno, o externo será apenas uma questão de retoque. O Senhor sabe que mudando o coração de uma pessoa, Ele pode transformar o resto, seu modo de pensar, de falar, de agir e etc… Mas ainda falta o processo final, o do fogo.
3) O Oleiro passa o vaso pelo fogo – Como havia dito, depois do molde interno o vaso está “quase pronto”, mas falta ainda um último processo, o do fogo. O último processo do vaso é o do fogo. O fogo é o que tira o mau cheiro no vaso que são nossos pecados incrustados e serve para purificar e fazer resistente o vaso.
“Não é a minha palavra como fogo diz o Senhor, e como martelo que esmiúça a penha?” (Jr 23.29)
“Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” ( MT 3:11 – LC 3:16).
Sua palavra sem o Espírito Santo é pura letra e religiosidade
O Espírito Santo sem sua palavra é puro barulho e heresia.
É por isso que temos em nossas igrejas, muitas pessoas debilitadas em crer em Deus. Falta a palavra e Seu Espírito. Falta conhecimento da palavra de Deus. Falta também o Espírito de Deus para trazer “entendimento” dessa Palavra. A transformação real só virá através disso. O fogo representa também o juízo de Deus na obra do Espírito Santo. Muitos acham que este fogo é apenas os dons e o poder de Deus dados pelo Espírito Santo.
O verdadeiro cristão passará pelo fogo da Palavra de Deus. Muitas têm rachado nesse processo, pois acabam vivendo uma vida de religiosidade (como um vaso bonito externamente), que acaba não resistindo ao tempo. Não se engane no fogo todas as coisas serão manifestas. (I Cor 3:10-15).
Amados, o Senhor também nos imergiu, no encheu com Seu Espírito Santo para testificar e revelar a Sua mensagem ao homem por Jesus(Jo 15:26-27). Através da Sua Palavra pelo Espírito, Ele convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:8-9). Muitos não entendem e se vangloriam como “vaso usado”, mas por não terem passado pelo “verdadeiro fogo”, acabam suas vidas sendo sucumbidas pelo pecado”. Na nossa nação por exemplo tivemos casos de “famosos vasos” que caíram em adultério e prostituição. Muitos esquecem que na obra que o Espírito Santo faz ,o Senhor nos molda com relação ao zelo por Ele ,a integridade, a pureza, a santidade,a humildade e ao temor do pecado. Também muitos esquecem que são vasos de “barro” suscetíveis a serem rachados e quebrados , quer por Deus, quer pelos seus pecados.
Nosso Deus é justo juiz, é fogo consumidor (Hb 12:29), que não tolera o pecado , a iniqüidade e apostasia da Sua Palavra. Mas que preza pela santidade, um dos seus atributos. E deseja que sejamos como Ele é, ou seja, SANTO.
E vontade do Senhor que cada um saiba possuir próprio corpo, ou seja, o vaso em santificação e honra. (I Ts 4:4)
Pois vós sabeis que preceitos vos temos dado pelo Senhor Jesus.
Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição,
Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santidade e honra, não na paixão da concupiscência, como os gentios que não conhecem a Deus. ( I Tessalonicenses 4:2-5)
Embora o Oleiro saiba que numa grande casa existam diversos utensílios, alguns pra honra; outros porém para desonra, aqueles que desejam ser “vasos para honra” devem se santificar, se purificar através da obediência e temor a palavra de Deus (I Pe 1:22-23)
Se, pois, alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e útil ao Senhor, preparado para toda boa obra. …(II Timóteo 2:21).
Devemos entender que o Senhor fez de tudo para que seguíssemos segundo a vontade. Ele deu a Sua palavra e nos encheu com Seu Espírito para que façamos a sua obra. Paulo disse que sofreu para cumprir a palavra de Deus e levar sua mensagem e o mistério que é Cristo em nós, a esperança da glória. Que é possível fazer vontade de Deus por Cristo, ensinando e admoestando pela palavra o homem para se apresentar todo homem perfeito em Cristo (Cl 3:1). É vontade de Deus que sejamos como aquelas cartas manuscritas achadas nas montanhas, integram no conteúdo, portadoras da Sua palavra. Que sejamos referência, não somente mensageiros, mas cartas vivas de Deus nesta terra escrita não com tinta, mas pelo Espírito de Deus vivente, não em vasos ou tábuas de pedra, mas em tábuas de carne: nossos corações. (2 Cor 3:1-4).
Portadores destes tesouros, que é sua palavra, mas sabendo que a excelência sempre será do Senhor e não de nós.

Jesus, o cabeça da Igreja

O mundo inteiro acompanha, surpreso, a renúncia de Bento XVI, como líder maior do Catolicismo Romano. O alemão Joseph Ratzinger é o 265º papa e um dos maiores expoentes teólogos da Igreja Romana. Homem culto, que domina seis idiomas, entre eles o Português. É autor de vários livros, pianista e membro de várias academias científicas. É reconhecidamente conservador. Combateu firmemente a teologia da libertação. Como chefe de Estado e líder de um dos maiores segmentos religiosos do mundo, é uma das pessoas mais respeitadas de nosso tempo. Porém, o momento é oportuno para fazermos algumas reflexões sobre a posição que o papa ocupa. É o papa o cabeça da igreja, a pedra fundamental sobre a qual a igreja está edificada, o supremo mediador e o substituto do Filho de Deus, como preceitua a dogmática romana? Vejamos o que a Palavra de Deus ensina:
Em primeiro lugar, Jesus é o cabeça da igreja. Essa verdade está meridianamente clara em Efésios 5.23. Nenhum homem, por mais culto ou piedoso, poderia ser o comandante da igreja universal. Somente Jesus tem essa honra. Jesus é o dono da igreja, o Senhor da igreja, o cabeça que governa a igreja, o bispo universal da igreja.
Em segundo lugar, Jesus é a pedra sobre a qual a igreja está edificada. O papado está alicerçado na interpretação de que Pedro é a pedra sobre a qual a igreja está edificada e que todo papa é sucessor de Pedro. A grande questão é se essa interpretação tem amparo bíblico. O contexto de Mateus 16.18 está todo voltado para a Pessoa de Cristo. O próprio Pedro deixou claro que Jesus e não ele é a pedra sobre a qual a igreja está edificada. No começo do seu ministério Pedro disse que Jesus é a pedra (Atos 4.11) e no final do seu ministério, quando escreveu sua primeira carta, tornou a enfatizar esse mesmo fato (1 Pedro 2.4-8).
Em terceiro lugar, Jesus é o único mediador entre Deus e os homens. O título concedido aos papas, “Sumo Pontífice”, significa supremo mediador. Essa expressão não cabe em nenhum líder religioso, pois a Bíblia é categórica em afirmar que só existe um Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo (1 Timóteo 2.5). O próprio Jesus disse: “Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida e ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).
Em quarto lugar, Jesus enviou o Espírito Santo como seu substituto. O título atribuído aos papas “Vicarius Fili Dei”, ou seja, substituto do Filho de Deus, também, não pode ser concedido a nenhum homem. O substituto do Filho de Deus não é o papa, nem qualquer outro líder religioso, mas o Espírito Santo (João 14.16). O Espírito Santo, sendo Deus, está para sempre com a igreja e na igreja. O Espírito Santo veio para exaltar a Cristo e nos conduzir à verdade.
Em quinto lugar, Jesus é o dono da igreja. Foi o próprio Jesus quem disse a Pedro que ele mesmo edificaria a sua igreja (Mateus 16.18). A igreja é Deus, pois foi comprada com o sangue de Jesus (Atos 20.28). Jesus nunca passou-nos uma procuração, dando-nos a liberdade para sermos os donos de sua igreja.
Em sexto lugar, Jesus é o edificador da igreja. Nós somos os cooperadores de Deus, mas é Deus mesmo quem edifica a sua igreja. Um planta, outro rega, mas o crescimento vem de Deus (1Coríntios 3.9). Jesus disse: “Eu edificarei a minha igreja” (Mateus 16.18). Não conseguiríamos acrescentar nem um membro ao corpo de Cristo, mesmo que usássemos todos os recursos da terra.
Em sétimo lugar, Jesus é o protetor da igreja. A igreja não caminha vitoriosamente à parte da assistência e proteção de Cristo. Ele disse: “… e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.18). Os inimigos da igreja são muitos e perigosos, mas Jesus é o nosso escudo e protetor. Ele é o general desse glorioso exército que caminha triunfantemente rumo à glória. Bendito seja seu santo nome!

pastor é um dom e não um ofício.

A diferenca entre Dom e Oficio A adiministracao da Igreja local


A Diferença Entre Dom e Ofício


“Dom” e “ofício” são quase sempre confundidos entre os cristãos. A tentativa de localizar um dom (tal como um pastor) para funcionar como um oficial em uma igreja, é uma prova clara de um desentendimento que existe nesse assunto.

Dom e oficio são duas coisas distintas na Escritura.

"O dom é exercitado em relação com o corpo de Cristo".

"O ofício é uma responsabilidade em conexão com a casa de Deus".

O dom é para a edificação; enquanto que o ofício é para atuar com autoridade. Assim como o dom é universal (para todo o corpo); o ofício é um encargo local (isto é para a assembléia local). Há uma exceção a isso – o apostolado. O apostolado é ambos um ofício e um dom. É o único caso na Escritura onde o ofício é uma coisa universal (At 1:20, 1 Pe 5:1). Doze discípulos do senhor foram apontados para o “ofício” do apostolado (Mc 3:14, Lc 6:13, At 1:20). Isso foi feito pelo Senhor enquanto Ele ainda estava na terra. Quando Judas caiu pela transgressão, aquele “ofício” foi preenchido por outro (At 1:16-26). Contudo, eles receberam o “dom” do apostolado pelo Espírito depois do Senhor ter ascendido para Sua posição celestial à direita de Deus. Os dons, como já mencionamos, fluem de Cristo no céu. “Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens... E ele deu uns como apóstolos”, (Ef 4:8-11).

Um indivíduo que tem um encargo local (ofício) em uma assembléia, poderá também ter um dom para o ensino público ou pregação (1 Tm 5:17), mas quando a Escritura trata com o assunto do dom e ofício, ela nunca confunde as duas coisas.

Quando entendermos a diferença entre estas duas coisas como a Escritura as distinguem, veremos quão realmente está distante da verdade uma afirmação, tal como, “Ele é o Pastor de uma igreja”. Sob circunstâncias normais, o servo do Senhor não é nunca o “único” dom na igreja local. Nem deve restringir o exercício do seu dom a “uma” igreja local, ou mesmo a uma certa seita no meio da igreja. Seu dom é para todo o corpo de Cristo. Para ser Escrituralmente exato, as pessoas nunca podem dizer, “Ele é o pastor de uma igreja”, mas “Ele é um pastor na igreja”.

Anciãos, Bispos ou Supervisores, e Guias ou Líderes

Separado do apostolado, existem somente dois ofícios na igreja. Um é um supervisor

(bispo)/ancião/guia. O outro é um diácono.

Quanto ao ofício de um ancião, bispo ou supervisor, e guia ou líder ; é a forma normal do Senhor guiar uma assembléia local em sua responsabilidade administrativa. O foco do seu trabalho pertence particularmente ao bem-estar espiritual da assembléia local. As três palavras nas epístolas usadas para estes que funcionam nesse ofício são “anciãos”, “bispos ou supervisores”, e “guia ou líder”. Estas palavras podem ser usadas intercambiavelmente para o mesmo ofício. Veja Atos 20:17 com 28, Tito 1:5 com 7, 1 Pedro 5:1-2.

“Anciãos” ou “presbítero” descreve a maturidade e experiência que deverá marcar os que ocupam esse lugar. Ele se refere àqueles avançados em idade. Contudo, nem todo homem idoso na assembléia necessariamente funciona neste lugar de liderança responsável (1 Tm 5:1, Tt 2:2). Isso porque nem todos podem ter a experiência, ou o exercício, ou as qualificações morais que são necessárias (1 Tm 3:1-7, Tt 1:6-9).

“Bispos” ou “supervisores” (Episkpoi) descreve o trabalho que fazem; apascentando os rebanho (1 Pe 5:2, At 20:28), velando sobre as almas (Hb 13:17), admoestando (1 Ts 5:13), etc.

“Guias” ou “líderes” (Hegoumenos) descreve a liderança que devem aplicar na assembléia local. A Escritura se refere aos que estão neste lugar como, “os que trabalham entre vós, presidem sobre vós” (1 Ts 5:12-13, Hb13:7, 24, 1 Co 16:15-18, 1 Tm 5:17). Note, é “os que” e não “o que”. Sempre que eles são citados como funções em seu lugar, são sempre referidos no plural. Eles poderão ser citados no singular, se se refere ao seu caráter pessoal (1 Tm 3:1-7), mas quando levam a cabo seu trabalho, é no plural. Isso mostra que não é coisa de um homem, é uma guarda dada por Deus aos anciãos, assim que nenhum indivíduo entre eles poderia tentar se levantar e presidir sobre uma assembléia. É triste dizer que isso não é atendido, e homens às vezes têm se levantado e assumido a direção nas assembléias locais.

Alem disso, a versão corrigida Almeida apresenta os versos citados acima como, “os que trabalham entre vós, presidem sobre vós no Senhor” (1 Ts 5:12); e, “Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas” (Hb 13:17,24). Estas versões podem comunicar a idéia de que estas pessoas devem presidir sobre o rebanho de Deus, o que com certeza, não é verdade. Estes versos podem ser traduzidos, “os que trabalham entre vós, presidem entre vós”. Isso mostra que eles têm um lugar, como todos os outros membros do corpo de Cristo, “entre” o rebanho. O único lugar na Escritura onde temos alguém presidindo sobre a assembléia local é no caso de Diótrefes, e ele era um homem mau (3 Jo 9-10).

Quão diferente é tudo isso da ordem que os homens têm arranjado em suas denominações. A forma de Deus é a de ter um número de bispos em uma igreja local (assembléia) (Fp 1:1, At 20:28, Tt 1:5); a forma do homem é ter um bispo sobre muitas igrejas (assembléias)!

Submeter-se “aos que presidem entre vós” não necessariamente se refere à liderança no ensinamento público ou na pregação, mas aos assuntos administrativos da assembléia. Confundir estas duas coisas é entender mal a diferença entre dom e ofício. Eles, porém, podem ser “aptos para ensinar” (1 Tm 3:2). Isso se refere a ser capaz de expor a Palavra como foram ensinados, muito embora eles não necessariamente tenham o dom de mestre (Tt 1:9). Alguns deles que “presidem” podem não ensinar publicamente, mas é muito bom e útil quando podem. E devem ser “dignos de duplicada honra” quando o fazem (1 Tm 5:17).

Os que estão neste lugar de liderança responsável são vistos na figura de “estrelas” e “o anjo da igreja” no livro de Apocalipse (Ap 1:20, 2:1, 8, 12, 3:1, 7, 14). Como “estrelas” eles devem trazer o testemunho da verdade de Deus (os princípios da Palavra) como candeeiros na assembléia local. Isso mostra que eles devem ser instruídos na Palavra (Tt 1:9). Quando a assembléia enfrenta um problema ou uma questão, eles devem estar aptos para prover de luz da Palavra de Deus naquilo que a assembléia deve fazer. Atos 15 nos dá uma ilustração do trabalho deles. Depois de ouvir o problema que estava transtornando a assembléia, Pedro e Tiago, como “estrelas”, deram a luz sobre o assunto, Tiago aplicou o princípio da Palavra de Deus, e então deu seu julgamento do que ele cria que o Senhor queria que eles fizesse (At 15:15-21).

Como “o anjo da igreja”, estes mesmos neste lugar de responsabilidade, atuam como mensageiros

para executar o pensamento de Deus na assembléia no cumprimento destas coisas que foram decididas. Isso também é ilustrado por Atos 15. Depois de terem determinado o que foi crido ser o pensamento do Senhor em conexão com o problema, eles “tomaram a liderança” na assembléia local em levar a cabo Seu pensamento. Eles propagaram suas conclusões para a assembléia para não atuar independentemente dela, a qual também creu ser o pensamento do Senhor. Isso foi seguido por uma carta que foi enviada aos irmãos em Antioquia notificando-os de como o problema foi resolvido (At 15:22-33).

Em alguns aspectos o trabalho dos pastores (guia) e dos anciãos são similares. Ambos são chamados para apascentar e alimentar o rebanho. Mas os dois não são nunca equiparados. O pastor não limita seu serviço à localidade, enquanto que o ancião/supervisor/guia limita.

Diáconos

Enquanto aqueles que estão no ofício de ancião/supervisor/guia, estão ocupados com o bem-estar espiritual de uma assembléia local, estes que estão no ofício de diácono devem estar ocupados com os cuidados temporais de uma assembléia local (At 6:1-6, 1 Tm 3:8-13). Diácono pode ser traduzido como “ministro” pois ministro na Bíblia não está confinado somente às coisas espirituais (Lc 8:3, At 6:1 “ministério cotidiano”, 12:25, 13:5, Rm 16:1). Os diáconos ministram nas coisas temporais, mas seu serviço para o Senhor, necessariamente não precisa estar confinado áquela exclusividade. Se eles tivessem um dom para ministrar a Palavra, eles poderiam exercitar aquele dom já que o Senhor os pode guiar (1 Tm 3:13). Ambos Estevão e Filipe, que eram diáconos, também tinham dons para ministrar a Palavra. Estevão tinha dom para o ensino (At 7); e Filipe tinha o dom de evangelista (At 8:5-40, 21:8). As irmãs também podem servir como diaconisas. Romanos 16:1 diz, “Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que é serva da igreja que está em Cencréia”. Embora, elas não pudessem preencher aquele lugar em copetência oficial, porque Paulo disse a Timóteo que os tais deveriam ser “maridos de uma mulher”, o que mostra que os tais eram homens (1 Tm 3:12). Estes que estão nesse ofício também tinham que ter qualificações morais em suas vidas, similares àqueles dos anciãos/supervisores/guias.

A Escolha dos Anciãos

A pergunta que pode ser feita é, “Como as pessoas entram neste ofício?” Em todos os casos nas escrituras, eles eram escolhidos. Mas, em nenhum lugar na Escritura lemos que anciãos foram escolhidos pela igreja – a assembléia loca! Justamente como mostramos não existe nenhuma assembléia local na Bíblia que tenha escolhido seu pastor, não existe também uma assembléia que tenha escolhido seus anciãos. No entanto apesar disso, na cristandade hoje, a maioria das igrejas escolhe seus anciãos! Perguntamos “De onde eles tomam sua autoridade para fazer isto?” Em nenhum lugar na Bíblia, uma assembléia foi encarregada de uma escolha tão difícil como a de escolher seus anciãos, independente da piedade e inteligência dos que a compõe. A Palavra de Deus diz que eles eram escolhidos pelos apóstolos. Ela diz, “E, havendo-lhes (Barnabé e Paulo) feito eleger anciãos em cada igreja e orado com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido” (At 14:23). Em certa ocasião os anciãos foram escolhidos por delegação dos apóstolos. Tito foi tal pessoa. Ele foi enviado por Paulo para a ilha de Creta com o propósito de ordenar os anciãos. Mesmo assim, sua comissão foi para aquele lugar apenas. Ele não tinha autoridade para ordenar em outra parte, a menos que fosse comissionado pelo apóstolo (Tt 1:5).

A sabedoria de Deus é vista aqui em ter anciãos especificamente escolhidos para uma assembléia. Se fosse deixado para a igreja os escolher, ela poderia ser tendenciosa, escolhendo líderes que favorecessem suas inclinações. Sendo a função de um apóstolo, haveria menos perigo disto.

No caso dos diáconos, no entanto, a igreja local os escolhia. Um caso neste ponto é Atos 6:1-6. Sete homens foram escolhidos pela igreja de Jerusalém para preencherem o lugar dos diáconos (embora não tenham sido chamados diáconos diretamente naquele capítulo), mas eles eram oficialmente apontados para aquele lugar pelos apóstolos. Uma igreja local hoje pode escolher alguns para cuidarem das coisas temporais na assembléia, mas ainda assim, eles não podem ser oficialmente apontados para o ofício de um diácono, porque não existe apóstolo ou delegação apostólica para fazer isto.

Não Existem Apóstolos Hoje Para Apontar Anciãos e Diáconos

O valor completo de uma pessoa ser apontada para um ofício, reside na validade do poder que fez o apontamento. E a Escritura não confere poder para apontar exceto aquele de um apóstolo ou um enviado, que teve de um apóstolo, a comissão para aquele propósito! Mas onde está tal delegação hoje que pode produzir evidência adequada de se ter uma comissão apostólica para o trabalho de apontamento? A Palavra de Deus em nenhum lugar sugere a continuidade do poder de ordenação. Por isso a igreja hoje não tem poder para apontar anciãos/supervisores/guias para seus ofícios, ou diáconos para seus ofícios, simplesmente porque não temos um apóstolo ou um delegado por um apóstolo para fazê-lo.

Percebemos que isso é contrário à crença de alguns cristãos, que pensam que existe apóstolo na terra hoje. A Bíblia, no entanto, indica diferente. Ela diz que a igreja é “edificada sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito” (Ef 2:22). Nesta passagem da Escritura, a formação da igreja é comparada com a construção de uma casa. Ela começa com a colocação da pedra principal a Pedra de esquina (Cristo); então a fundação é posta (os apóstolos e profetas); e finalmente, o edifício se levanta ao qual todo verdadeiro crente é juntado; até que todo o edifício esteja completo na vinda do Senhor. Isso mostra que o lugar que os apóstolos e profetas ocupam na igreja é o de fundação. Eles foram diretamente usados pelo Senhor para estabelecer a igreja no princípio. As epístolas que eles escreveram estabelecem a ordem e funcionamento da igreja: neles a fundação do cristianismo foi assentada. O Senhor não dá mais apóstolos para a igreja porque Ele não está mais construindo a fundação. Ela já foi posta! Na verdade, o edifício está quase completo. Estamos esperando pelas últimas pessoas a serem salvas, para que as poucas últimas pedras (vivas) possam ser colocadas no lugar na construção. O ministério dos apóstolos e profetas ainda permanece com a igreja em suas palavras inspiradas, mas nós não os temos mais pessoalmente na terra (Ef 4:11-13).


Extraído do Livro de Bruce Anstey: A Ordem de Deus para as Reuniões de Adoração